domingo, 16 de agosto de 2015

Tratamento desigual

A grande imprensa publica o que lhe interessa

O Blog desde logo deixa claro que não comunga com qualquer tipo de corrupção, desde aquela praticada pelos abutres portugueses quando desembarcaram nessa terra, quando compraram índios lhes ofertando bugigangas, até os fatos mais escandalosos diariamente noticiados pela grande imprensa.

Mas o Blog também não concorda com a forma como a grande imprensa trata a notícia de fatos semelhantes, dando maior cobertura a uns e quase passando em branco em relação a outros.

Diante disso, o Blog pergunta: Qual fato, por lógica, mereceria maior repercussão na mídia: a prisão definitiva de um ex-governador de Estado, condenado de forma definitiva e até então foragido, ou a prisão provisória de um ex-vereador, até aqui somente acusado de prática de corrupção?

Pois foi exatamente isso que aconteceu recentemente. Condenado por crimes contra a Administração Pública, o ex-governador do Rio Grande do Norte, Fernando Freire, do Partido Progressista - PP, estava foragido e foi preso na cidade do Rio de Janeiro no último dia 25 de julho, quando despreocupadamente caminhava pela Praia de Copacabana (clique aqui).

O fato passou quase despercebido aos olhos da chamada grande imprensa. Afora o noticiário produzido no próprio Rio Grande do Norte, não se viu nas grandes redes de televisão, nos principais jornais do País e nos portais de notícia de maior credibilidade, uma ampla repercussão do fato. Em todos, o fato ganhou apenas pequenas matérias, não reiteradas, como acontece noutros casos.

Em Americana, no interior do Estado de São Paulo, foi preso na última quinta-feira, 13, o ex-vereador Alexandre Oliveira Corrêa Romano, que tinha sido filiado ao Partido dos Trabalhadores -PT. Alexandre é acusado pela Polícia Federal de envolvimento no escândalo da Petrobrás. A sua prisão se deu dentro da 18ª fase da Operação Lava Jato (clique aqui).

Esse fato, porém, ganhou uma repercussão muito mais ampla. Nas principais redes de televisão do País, sobretudo na reacionária Rede Globo, a prisão do ex-vereador de Americana foi e continua sendo objeto de notícia diariamente, várias vezes ao dia. Nos jornais impressos e portais de notícias, o fato continua recebendo destaque incomum.

Num primeiro momento, pode-se pensar que a prisão provisória de um ex-vereador recebeu maior cobertura "jornalística" em razão de a cidade de Americana estar localizada no Estado de São Paulo, enquanto Fernando Freire é ex-governador do pequeno Estado do Rio Grande do Norte, localizado na região do Nordeste do Brasil. Procede o entendimento.

No entanto, o que mais motiva essa disparidade de tratamento jornalístico dado aos dois episódios é o fato de o ex-vereador ser integrante do Partido dos Trabalhadores - PT e estar sendo acusado de participar do esquema "Petrolão", enquanto o ex-governador não integra o PT nem foi condenado por qualquer escândalo que tenha relação com o Palácio do Planalto.

Aqui, a imprensa deixa claro que o compromisso não é com a notícia imparcial, nem com verdade. O compromisso de setores da chamada grande imprensa é com ela própria, ou seja, com seus próprios interesses, que se misturam aos interesses de certos grupos e partidos políticos.

Não se trata aqui de defesa ao ex-vereador de Americana, que se tiver culpa, deve pagar pelo ilícito de cuja autoria está sendo condenado, nem também de defesa ao Partido dos Trabalhadores, que no poder demonstrou erros também cometidos por outras siglas que já estiveram à frente do poder.

Trata-se apenas de se mostrar que a chamada grande imprensa noticia apenas o que é conveniente aos seus interesses e aos interesses das pessoas e grupos a quem ela serve. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Para refletir

Há dias...

Há dias em que o silêncio fala mais do que mil palavras e que mil palavras não serão capazes de expressar alguns sentimentos.

Há dias que, pelo volume de tristeza que nos causam, nem merecem ser lembrados.

Há dias em que um carinho apertado, um abraço sincero e um sorriso espontâneo são mais eficazes do que qualquer outro gesto ou do que qualquer palavra.

Há dias em que nos perguntamos o porquê de certas coisas.

Em todos os dias, porém, devemos levar Deus no coração.

Em todos os dias, devemos nos lembrar das pessoas que, gratuitamente, amam-nos.

Alcimar Antonio de Souza.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Itamar de Almeida

O "Leãozinho das Tribos de Judá" cumpriu seu destino

Alcimar Antônio de Souza




"Fariseus, hereges, hipócritas, filhos de Sodoma e de Gomorra, arrependei-vos ou serão castigados". Com um timbre de voz inconfundível e vestido em indumentárias pouco convencionais para os padrões sociais tidos à conta de aceitos, era assim, em muitas ocasiões, que Itamar de Almeida iniciava as suas pregações e os seus protestos.

Filho de Manoel Tomaz de Almeida e Raimunda Ricardina da Silva, Itamar de Almeida começou a sua vida, ainda jovem, num seminário da Igreja Católica. Sendo ele a própria encarnação da rebeldia e da fundamentada discordância, não durou muito como interno e passou a pregar em todos os lugares.

Se ficou conhecido popularmente como o "Padre do Junco", numa expressa referência à sua missão de pregar a Palavra de Deus e também protestar contra aquilo que achava estar errado, Itamar de Almeida também gostava de se auto-intitular o "Leãozinho das Tribos de Judá", que biblicamente remetia às Tribos de Judá e Israel, que continham nos primórdios da humanidade o povo judeu, hebraico, israelita, protegido de Javé.

Rompido com a Igreja Católica, Itamar porém nunca se afastou por completo da mais antiga instituição religiosa do mundo. Nas Festas de Nossa Senhora das Graças (Messias Targino) Santa Luzia (Mossoró), Santana (Caicó), Nossa Senhora dos Impossíveis (Serra do Lima, em Patu) e Nossa Senhora das Dores (Patu), além de outras da Igreja Católica, Itamar era presença certa. Misturava-se aos fiéis nas procissões de cada festa e não tinha qualquer receio de levar a sua mensagem, ora de explicação da Bíblia, ora de protesto mesmo. Fazia o mesmo no Dia de Finados, quando passava o dia inteiro pregando no Cemitério de São Sebastião, em Mossoró.

Profundo conhecedor da Bíblia Sagrada, o "Leãozinho das Tribos de Judá" estudou por conta própria, inclusive pelo rádio, e também se tornou profundo conhecedor de artes e ciências diversas, adquirindo também razoável conhecimento de outras línguas, como latim, inglês e francês.

Das qualidades de um cristão, tinha duas certamente das mais nobres: o amor ao próximo e o dom de partilhar o pouco que tinha. Recentemente Itamar passou a distribuir lotes de terra que recebeu de herança pela morte de seus genitores, repetindo um pouco o que lá atrás foi feito por seu avó (meu bisavô) Manoel Fernandes Jales, o Sorinho, que atendeu a um pedido do líder político Messias Targino da Cruz e juntamente com outros cidadãos de espírito altaneiro doou grandes porções de terra para que pudesse ser fundado o Povoado do Junco, que depois passou a ser Município de Junco e Município de Messias Targino.

A propósito, Itamar era essencialmente um seguidor de Francisco de Assis, mesmo que não fosse formalmente integrante da Ordem dos Franciscanos. Exageradamente simples, não juntava qualquer patrimônio e não se apegava a nenhum bem material.

Aliás, foi Francisco, o Papa, quem fez novamente Itamar voltar a admirar, mesmo que à distância, a Igreja Católica, num ecumenismo que só ele explicava, pois também exaltava pastores e religiões de cunho evangélico.

Objeto de matérias em jornais impressos e portais de notícias diversos, Itamar ganhou notoriedade em todo o Estado.

Morada certa? Disse-me ele outro dia que só teve quando residiu com seus pais, no Sítio Junco, nos arredores da cidade de Messias Targino. Costumeiramente dividia seu tempo entre Messias Targino, Patu, Mossoró, Serra do Mel e Natal. Dizia-se um andarilho a serviço da Palavra de Deus.

De tanto protestar contra políticos corruptos, Itamar se lançou candidato várias vezes a deputado estadual. Dificilmente obteria êxito num cenário de estruturas políticas montadas há décadas, em que os pais passam o bastão para os filhos, e assim por diante.

Nos últimos anos estive muito próximo de Itamar. Em muitas manhãs eu ouvia a sua voz inconfundível, perguntando no pé do portão: "O primo está?"

Mesmo sem idade e sem autoridade para tanto, tomei a liberdade de o aconselhar em dias em que ele parecia que sua mente viajava em velocidade de luz por temas diversos. Eram dias em que ele parecia mais agitado, mais inquieto. Algumas vezes consegui convencê-lo a voltar à calmaria.

Mas calmaria era justamente tudo o que não combinava com o agitado "Padre do Junco", pois ele entendia que a calmaria conduzia à resignação diante de uma realidade social e política que ele tanto condenava, assim como também condenava as formas mais banais de pecado tão visíveis em dias de hoje.

"Um homem à frente do seu tempo", como bem definiu seu sobrinho e meu parente Wescley Almeida, Itamar se rendeu em parte à tecnologia que domina o mundo, ou ao menos a detalhes dela. Passou a mandar digitar suas missivas e jogá-las em algum lugar das redes sociais e passou também a usar o "pendrive" (nem sei se o nome é este) para armazenar hinos religiosos e discursos seus.

Neste fim de semana, porém, Itamar veio a óbito, vítima de parada cardíaca, já que pouco cuidava do seu constante problema de elevada pressão arterial. Morreu em Mossoró, um dos palcos principais de sua trajetória de manifestações e pregações.

Nesta segunda-feira, 10 de agosto, Itamar foi sepultado no Cemitério Público de Messias Targino. Antes, recebeu na Igreja de Nossa Senhora das Graças uma celebração digna de sua pessoa, além de muitas homenagens.

Nesta segunda-feira, 10, Itamar, sem poder expressar a sua vontade, voltou ao seio da Igreja Católica, onde começou a sua trajetória, e voltou também ao chão da terra de seu pai, pois foi enterrado na parte nova do Cemitério que foi foi fruto de desapropriação por parte da Prefeitura de terras do meu tio-avô Manoel Tomaz de Almeida.

Primo, onde estiver, descanse em paz. Deus, na sua infinita sabedoria, certamente saberá enxergar em  seus rompantes de euforia, motivados pelo desejo de justiça social e de um mundo melhor, um conjunto de boas ações. Boas ações, aliás, não lhe faltaram. De uma forma pouco convencional, você verdadeiramente foi um cristão.


Leitura virtual

Blog "aumenta" seu número de leitores

Uma pessoa contacta de um Estado vizinho o titular do Blog e informa: "Leio O MESSIENSE todos os dias".

Então a editoria do Blog compreende que não se pode parar, que o trabalho, mesmo de atualizações nem sempre diárias, não pode ser interrompido.

Aos leitores mais antigos, o Blog só tem a agradecer. Aos leitores que chegam agora, vai um sincero e apertado abraço do titular do Blog.

Devagar e sempre, o Blog se manterá na grande rede. Que assim seja! 

domingo, 9 de agosto de 2015

Dia do Advogado e Dia do Estudante

Justiça e Ministério Público fecham as portas para atendimento ao público

O Dia do Advogado é 11 de agosto. No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, através de Portaria, determinou que a data seja lembrada nesta segunda-feira, 10 de agosto, quando não haverá expediente na sede do Tribunal nem nas Varas e Comarcas da Capital e do interior.

Seguindo o mesmo proceder, o Ministério Público do Rio Grande do Norte também fechará suas portas para atendimento ao público nesta segunda-feira, 10 de agosto.

No âmbito da Seção da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, a falta de expediente forense em razão do Dia do Advogado acontecerá mesmo na terça-feira, dia 11.

O dia 11 de agosto é também a data de Criação dos Cursos de Ciências Jurídicas no Brasil.

11 de agosto também é o Dia do Estudante

Além de ser o dia dedicado aos advogados e data de festejo à Criação dos Cursos de Ciências Jurídicas no Brasil, 11 de agosto é também o Dia do Estudante.

Por todo o País, instituições de ensino festejarão a data, que até já teve maior importância na vida da sociedade brasileira, pois há tempos atrás era lembrada com maior intensidade.

Dia dos Pais

Aos pais, pelos filhos

Alcimar Antônio de Souza

Eu tinha menos de cinco anos quando minha mãe, Maria José de Souza, ou Maria do Junco, e meu pai, José Antônio Filho, ou simplesmente Filho, vieram a se separar. Seguindo a regra do que ocorre na imensa maioria das  separações de casais heterossexuais que têm filhos, fiquei sob a guarda da minha mãe, que nunca me deixou faltar carinho, nem amor, nem também uma forte reprimenda, estivesse eu efetivamente errado em alguma atitude, ou estivesse eu em alguma atitude que ela considerasse errada.

Pessoa de pouca instrução, minha mãe teve alguns gestos, em relação ao meu pai, que considerei dos mais nobres. Deixando de lado o sentimento negativo que ela tinha por ele, nunca falou mal dele para mim e vez por outra me levava, a cada dois ou três anos, para ir encontrar meu genitor, que morava no agradabilíssimo Município de Jaçanã, na região do Trairi potiguar.

Durante as viagens, a minha imaginação de criança se encantava com os cenários do sertão que me apareciam da janela do velho Jardinense, a partir do Médio Oeste potiguar, atravessando o Seridó norte-riograndense até chegar ao Trairi. A subida da serra, a partir de Santa Cruz, passando por Coronel Ezequiel, com forte mudança da vegetação, também me enchia de satisfação.

Além do meu pai, eu encontrava ali, com acolhida sempre inesquecível, minha avó Sebastiana, meus tios e tias, primos, primas e outros parentes. Quando do retorno para Messias Targino, distante mais de trezentos quilômetros do lugar onde morava meu pai, chorávamos todos (eu e alguns familiares meus de lá), numa antecipação de saudade que, geralmente, passava a habitar nossos corações pelos anos seguintes, até a data da próxima viagem.

Quando eu tinha dezesseis anos, recebi a triste notícia que meu pai havia  morrido, vítima da ação de alguém mal intencionado, que lhe tirou a vida quando ele gozava de plena saúde.

Mesmo criado distante do meu pai na maior parte do tempo, dois fatos praticamente iguais porém ocorridos em momentos distintos ainda ecoam na minha memória, para me mostrar o quanto esse traço genético e familiar tem importância em nossas vidas, de filhos. Lá em Jaçanã, indo para a casa da minha avó Sebastiana (de saudosa memória), uma pessoa que nunca tinha me visto abordou-me com essa indagação quase afirmativa: “Você é filho de Zezinho?”. Zezinho era a forma como ele era conhecido lá na região do Trairi.

Noutro dia, passando por Caraúbas em missão de trabalho, dei carona a um policial militar da reserva, a quem também eu nunca tinha visto. Apresentações feitas e conversa estabelecida, ele me disse que trabalhou há muitos anos atrás na Companhia de Polícia Militar de Patu. Foi quando eu informei que meu pai tinha sido policial e também havia trabalhado na mesma unidade, sem porém lhe dizer o nome. E ele então me fez a mesma pergunta: “Você é filho de Filho?” Filho era o nome de guerra do meu genitor na corporação militar.

Nesses dois momentos enxerguei claramente que o pai é sempre uma referência singular na vida de um filho, mesmo quando os dois não convivem diariamente, mesmo quando circunstâncias e fatos diversos os colocam geograficamente distantes. Para mim, que por essas bandas me tornei conhecido como Alcimar de Maria do Junco, ter meu nome associado de forma tão objetiva ao meu pai foi algo muito bom. Trouxe-me uma reflexão muito ampla do sentido dessa relação que se estabelece ou deveria se estabelecer entre pais e filhos.

Com o tempo a vida me proporcionou alguns filhos, a quem amo de coração, inclusive porque fisicamente eles carregam a minha carga genética muito fortemente.

Autobiografia? Não. Nem tanto. Deu mesmo foi uma vontade enorme de falar de pais e filhos nessa data que, embora tenha conotação comercial, impõe-nos uma reflexão a respeito do tema, pois infelizmente apenas somos levados e melhor refletirmos sobre dados assuntos quando nos aparecem essas datas comemorativas.

Se criaram o Dia das Mães, o Dia do Amigo, o Dia dos Avós, nada mais justo que também existisse o Dia dos Pais. Comercial ou não, a data nos leva a enxergarmos – se ainda não vimos – que nossos pais são e serão sempre uma boa referência em nossas vidas, mesmo que não tenham feito parte dela em alguns casos ou em alguns momentos.

Pai, mãe: ambos são muito importantes na nossa formação, na nossa educação e em nossas conquistas. Se a mãe geralmente é a figura mais lembrada na vida dos filhos, há casos em que os filhos (ou principalmente as filhas) se identificam até mesmo muito mais com os pais do que com as mães. E não se trata de amar mais ao pai do que a mãe. É uma inversão da ordem natural segundo a qual os filhos tendem a se relacionar mais estreitamente com as mães.

Tudo isso foi dito para que eu preste uma justa homenagem a meu pai, Filho ou Zezinho, já falecido. Embora tenhamos convivido separados por uma grande distância geográfica, o tempo me fez enxergar que ele fez muita falta na minha vida.

Tudo isso foi dito também em nome de alguns filhos e filhas que conheço, que amam seus pais desmedidamente, e por eles são capazes de atitudes diversas, das mais simples às mais nobres.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Registro

O prazer de receber um amigo

Alcimar Antônio de Souza

Foto de Alcimar Antonio Souza.

Hoje tive o prazer de receber no meu local de trabalho o sindicalista, ex-vereador e agora vice prefeito de Messias Targino, Pôla Pinto, um amigo dos tempos da Rua Valmir Targino. A conversa, como sempre, muito boa e muito ampla.

Com Pôla dividi alguns arroubos e rebeldia de uma juventude que não se inquietava ante desmandos e questões diversas. Num período em que o mundo não falava de internet e os poucos veículos de comunicação geralmente não faziam ecoar todas as questões sociais relevantes, juntamo-nos com outros jovens no quase artesanal jornal O Messiense, que nos rendeu algumas ameaças veladas e um dia inteiro escondido de certa autoridade só porque noticiamos certa vez que faltava merenda escolar numa unidade de ensino.

Em 1989 nos juntamos a outros idealistas e andamos todas as casas de Messias Targino pedindo o voto para Lula, então candidato a presidente da República. Noutras tantas vezes, levados pelo romantismo das idéias progressistas e pela rebeldia político-ideológica que nos marcava, estivemos juntos em praça pública, com mensagens de contrariedade a regimes políticos conservadores e arcaicos.

Depois fui tentar uma profissão e acabei me afastando de qualquer militância. Vieram os compromissos naturais da vida e a defesa direta pelo pão nosso de cada dia. Mas Pôla transformou seu entusiasmo da juventude em combustão para uma carreira política admirável.

Sem sobrenome pomposo e sem as estruturas de grupos e políticos tradicionais, tranformou-se numa respeitada liderança dos movimentos sociais, foi vereador de vários mandatos seguidos, presidente da Câmara Municipal messiense e agora é vice-prefeito de uma terra em prol da qual sempre levantou a voz, muitas vezes tendo a minha voz ao lado da sua.

Faço o registro por dever de justica e pela alegria de receber um amigo de infância cujas origens se confundem com as minhas.

Pôla de Edite de Nejo, como também é conhecido, é um vencedor na difícil tarefa de fazer política com compromisso e seriedade. E para os especuladores de plantão, disse que continua ao lado do prefeito Arthur Targino. Em trabalho afinado, disse-me que conseguiram agora junto ao governo do Estado mais de vinte poços tubulares.

Disse-me outras coisas e projeções da politica municipal. Mas estas devem permanecer em sigilo, como coisa de amigo. E, como diria Carlos Santos, não vou contar, por mais que eu queira.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Patu

Festa e Feira são preparadas e despertam interesse

Todos os anos, no período de 6 a 15 de setembro, acontece em Patu a Festa de Nossa Senhora das Dores, padroeira do Município. Procissões, missas, novenas e outros atos religiosos marcam esse evento de enorme religiosidade popular.

Paralelamente à Festa de sua padroeira, o povo de Patu participa da Feira da Cultura, o maior evento sócio-cultural do Município e um dos maiores do interior do Rio Grande do Norte.

Para ambas as festas, os preparativos já são sentidos e a expectativa em torno dos dois é muito grande.

A imagem peregrina de Nossa Senhora das Dores já passou pelos lares de patuenses que moram noutros Municípios, como Natal e Mossoró, e também cumprirá o itinerário das peregrinações na cidade de Patu, em antecedência e preparação à Festa.

O administrador paroquial, padre Américo Leite, cuida de restaurar a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores e, auxiliado por voluntários, traça à régua e compasso todos os detalhes da Festa da Padroeira patuense.

Com vistas à Feira da Cultura, já se pode ver a movimentação de comerciantes locais no sentido de se prepararem para as vendas que, natural e historicamente, aumentam no período que precede ao da Feira e também durante ela.

Além de importante evento de cunho social e cultural, a Feira da Cultura movimenta com muita intensidade a economia de Patu, atraindo dividendos para as áreas de comércio, pousadas, salões de beleza e até para quem trabalha no ramo do corte e costura.

A Secretaria Municipal de Cultura já prepara a programação do evento, para divulgação ainda neste mês de agosto ou no início de setembro.

Para setembro, três fatos são aguardados em Patu: a Festa da Padroeira, a Feira da Cultura e a forte ventania, que faz parte da geografia patuense nessa época do ano.

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A MR Confecções e Variedades está renovada e com mega promoção

Localizada no Centro de Patu, a loja MR CONFECÇÕES E VARIEDADES reformulou seu interior para melhor atender à sua clientela.

Agora, a MR CONFECÇÕES E VARIEDADES conta com mais espaço, mais beleza, maior comodidade e, o que é mais importante, continua com a melhor variedade de produtos e os melhores preços.

Foto: Interior da MR Confecções (Decoração de Genival Júnior)

Até o dia 10 de agosto, a MR CONFECÇÕES E VARIEDADES está com uma mega promoção de liquidação de estoque: mais da metade da loja com descontos de 50% (cinquenta por cento).

Na MR CONFECÇÕES E VARIEDADES você encontra roupas para adultos (masculino e feminino), roupas e calçados para crianças, acessórios e perfumaria.

Está esperando o quê? Vá agora mesmo à MR CONFECÇÕES e aproveite essa mega promoção, num espaço totalmente renovado, mais amplo e mais confortável.

A MR Confecções é um empreendimento de Elizangela Ferreira de Andrade.

Fonte: Blog Tiago Gomes

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Em defesa da democracia

Nem a volta dos militares, nem o absolutismo de Cunha

É incrível ver como ainda existem uns idiotas, imbecis, que defendem o retorno do regime militar ao governo brasileiro. São pessoas que ou não têm noção do que foi o tempo duro de exceção. Certamente não tiveram um amigo ou um familiar vítima daquele período negro da História recente do Brasil. Ou então são pessoas simplesmente de corações maus.

E não venham dizer que a corrupção começou hoje. Ela existe desde os tempos do descobrimento do Brasil, quando os portugueses, mandados para cá na sua pior espécie, começaram a colonização corrompendo nossos nativos indígenas e depois surrupiando nossas riquezas.

Também não apontem os déspotas militares como salvadores da pátria, pois eles também cometeram seus duros e graves "pecados". O que foi o tal "milagre econômico" se não um desses pecados? E quem fiscalizava e agora fiscalizaria os governos militares? Ninguém, afinal, o regime militar fechou todas as instituições que tivessem um sopro de democracia e novamente o faria se fosse restabelecido.

Por outro lado, também não se pode dar crédito aos desatinos de essência absolutista e antidemocrática de Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal. Ele se acha dono da Constituição Federal, senhor do Regimento Interno da Câmara dos Deputados e dono absoluto do Brasil. Já anunciou que seu próximo alvo será a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, justamente uma das instituições que mais defenderam a democracia brasileira.

Para que cenas iniciadas a partir do comício de 13 de março de 1964 não mais aconteçam; para que políticos como Eduardo Cunha sejam forçados a reconhecer que esse torrão da América é um Estado Democrático de Direito; para que o povo não sinta saudades de governos tiranos nem de políticos hipócritas que se acham acima do bem e do mal, o Blog convida para refletir ao som de Gilberto Gil, um dos marcos na resistência contra a tirania do regime militar.

A canção "No woman no cry", de Bob Marley, foi traduzida por Gil como "Não chores mais". Segue a pérola interpretada por esse baiano arretado, que fez mais pela História desse País e por sua gente do que muitos gaiatos de terno e gravata que se dizem defensores do povo e da democracia mas que, em sua maioria, só defendem seus interesses mesmos. A propósito, Gil, Caetano, Chico Buarque, Zé Geraldo, Geraldo Vandré e outros nomes da música popular brasileira colocaram seus dons e talentos a serviço da nação, defendendo com muita força e muita inteligência a democracia. Deram alma musical à revolta instalada por homens como Lamarca.

Assistam e ouçam:





Vídeo extraído do You Tube.