domingo, 22 de abril de 2018

Alguém lembra?

Oficialmente, 22 de abril é o dia do descobrimento do Brasil

A data vem passando em branco na memória do povo brasileiro. Muitas outras datas são celebradas, são feriados, porém 22 de abril caiu no esquecimento, definitivamente.

Segundo a História, o descobrimento do Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 1500.

Narram os registros históricos oficiais que, nesta data, as caravelas da esquadra portuguesa, comandadas por Pedro Álvares Cabral, chegaram ao litoral sul do atual Estado da Bahia. Era um local onde havia um monte, que foi batizado de Monte Pascoal.

Há controvérsias quanto ao "descobrimento", inclusive quanto ao local. Para muitos, os portugueses teriam chegado primeiramente ao litoral norte do atual Estado do Rio Grande do Norte, precisamente a uma das praias do atual Município de Touros.

Controvérsias à parte, fato é que ninguém se lembra mesmo de que 22 de abril é, ao menos oficialmente, dia de aniversário do Brasil.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

De Fato

Ministério Público de São Paulo abre inquérito contra Alckmin por improbidade

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu cunhado Adhemar César Ribeiro e também contra o secretário Marcos Monteiro (Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), codinome ‘Salsicha’ ou ‘M&M’, por suposto ato de improbidade.

Alckmin, pré-candidato à Presidência, teria se beneficiado de valores estimados em R$ 10,5 milhões repassados para suas campanhas de 2010 e 2014 via Caixa 2. O cunhado e ‘M&M’ teriam operacionalizado os repasses, por meio de contatos com executivos da Odebrecht.

Assinam a portaria de instauração do inquérito civil os promotores Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Camargo Milani, todos da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, braço do Ministério Público do Estado.

Os promotores usam o artigo 11 da Lei de Improbidade para embasar o procedimento. O artigo 11 estabelece que ‘constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade as instituições’.

Na semana passada, a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, remeteu para a Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito contra Alckmin que tramitava na Corte Superior. Em tese, a prática de Caixa 2 da qual Alckmin supostamente se favoreceu é de competência eleitoral.

Os promotores de Justiça, que nesta sexta-feira, 20, abriram o inquérito civil contra o tucano, entendem que eles também têm competência para investigar o caso. O dinheiro que teria abastecido as campanhas de Alckmin, segundo delações premiadas de executivos da Odebrecht, foi repassado ‘a título de Caixa 2, sem regular declaração à Justiça Eleitoral, de R$ 2 milhões para a campanha de 2010 e de R$ 8,3 milhões para a campanha de 2014’.

Os delatores que revelaram a estratégia tucana são Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ‘BJ’, Carlos Armando Paschoal, ‘CAP’, e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, todos ex-funcionários da empreiteira. Os promotores destacam que ‘há notícia de que as quantias pagas em parcelas foram recebidas mediante a participação de Adhemar César Ribeiro, cunhado de Alckmin’.

Eles anotam, ainda, que um dos delatores, Arnaldo Cumplido, revelou que ‘os pagamentos eram orientados por seu chefe direto’, Luiz Antônio Bueno Júnior, e entregues a Marcos Antônio Monteiro, à época coordenador financeiro da campanha de Geraldo Alckmin e diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado’.

Os promotores estudam enquadrar o ex-governador do artigo 9.º, da Lei 8429/92, por enriquecimento ilícito.

Fonte: Estadão via www.defato.com

Do Blog de Gutemberg Moura

Direito da Ufersa alcança 2º lugar no Exame da OAB com 84% de aprovação

A Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, divulgou na noite desta terça-feira, dia 17, os dados finais do XXIV Exame da Ordem realizado com os alunos egressos de Direito de todo o país. Pelo ranking, e considerando o critério para selo OAB (mais de 20 inscritos), o curso de Direito da Ufersa obteve um índice de 84% de aprovação geral entre os seus alunos inscritos.

Foi o segundo melhor índice nacional, ficando atrás apenas da Universidade Federal de Sergipe, que alcançou a média de 90% de aprovação. “Parabéns a todos que fazem o curso de Direito Ufersa. Isso é espelho de um forte compromisso com o ensino. Um curso tão novo em meio a tantos cursos históricos. O orgulho só aumenta. Parabéns a todos: Reitoria, Pró-reitorias, Centro, Docentes, Técnicos e, em especial, os nossos discentes”, comemorou o Coordenador do curso de Direito, o professor José Albenes Bezerra Júnior.

Pelos dados, mais de 1000 cursos de Direito de centenas de instituições de ensino do país tiveram seus alunos avaliados pelo Exame da OAB. O curso de Direito da Ufersa se destacou mais uma vez. Dos 25 alunos que participaram do Exame, 21 foram aprovados. A média nacional de aprovação no exame foi de 23,35%. Esse resultado veio num dia festivo para a Ufersa.

Segue o ranking das cinco primeiras colocadas:

1. Universidade Federal de Sergipe – 90%
2. Universidade Federal Rural do Semi-Árido – 84%
3. Universidade de São Paulo – 81,48%
4. Universidade Federal de Minas Gerais – 80,92%
5. Universidade Federal de Juiz de Fora – 79,71%

Fonte: www.gutembergmoura.com.br

Direito e Cidadania

Banco é condenado por descontos indevidos em aposentadoria de idosa
O juiz José Ronivon Beija-mim de Lima, da Comarca de Martins, declarou a inexistência de relação jurídica referente a dois contratos firmados em nome de uma aposentada junto ao Banco Bradesco S/A e condenou a instituição financeira a restituir os valores descontados do seu benefício previdenciário, referentes aos contratos, em sua forma dobrada.
Como consequência dos prejuízos de ordem moral experimentados pela aposentada, o magistrado também condenou o banco, que autorizou os descontos indevidos, a pagar à autora o valor de R$ 8 mil, a título de danos morais, acrescido de juros e correção monetária.
A aposentada moveu ação contra o Banco Bradesco objetivando a desconstituição de débito perante este, bem como a condenação em danos materiais e morais. Ela alegou que o banco autorizou dois empréstimos consignados em sua aposentadoria, sem sua autorização.
O primeiro empréstimo foi no valor de R$ 3 mil, a ser pago em 36 parcelas no valor de R$ 180,38 e o segundo no valor de R$ 800,00, a ser pago em 36 parcelas de 59,08. Sustentou que em nenhum momento realizou referidos contratos com o Bradesco e que nuca recebeu o valor desses empréstimos.
Liminarmente, a justiça deferiu a tutela para que o banco promovido suspenda os descontos no benefício da aposentada. Já a audiência de conciliação não obteve êxito. O Bradesco alegou, genericamente, que os contratos foram celebrados regularmente, não havendo nenhum indício de irregularidade na contratação. Sustentou, por fim, a inexistência de dano material e moral.
Segundo o magistrado, considerando que o banco não provou que, de fato, a aposentada contraiu os empréstimos consignados, é impossível declarar a existência do negócio jurídico e, por consequência, a legalidade dos descontos efetuados, por inexistir nos autos a prova concreta do ato negocial. “Desse modo, merece procedência o pedido de desconstituição dos débitos referentes aos empréstimos consignados contratos nº 3 219401875 e 3 237905049”, decidiu.
Da mesma forma, entendeu ser inquestionável que os descontos foram feitos de maneira ilegítima, devendo ser restituídos, em dobro, por ter-se configurado como cobrança indevida (art. 42,CDC), ausente hipótese de engano justificável de que fala a Lei.
Verificada a conduta ilícita e a falha na prestação do serviço praticada pelo banco réu, ao descontar indevidamente empréstimos do benefício previdenciário da parte promovente, não há dúvidas, no entendimento do juiz, quanto à necessidade de reparação, independente do prejuízo experimentado.
Processo nº 0100200-83.2015.8.20.0122
Texto: Assessoria de Comunicação do TJRN
Fonte: www.tjrn.jus.br

Vi o Mundo

Instituto da Cultura Árabe repudia Ana Amélia: "Difusão do discurso do ódio"
Nota de repúdio às declarações da senadora Ana Amélia sobre os árabes
O Instituto da Cultura Árabe repudia veementemente a declaração da senadora Ana Amélia (PP-RS) em sessão do Senado transmitida pela TV que, ao criticar um depoimento da senadora Gleisi Hoffmann sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à rede de televisão Al Jazeera, relacionou a emissora a grupos terroristas.
A Al Jazeera é um dos grupos de comunicação mais respeitados do planeta. Além de praticar um jornalismo que serve de referência, entrevista e promove reportagens com líderes, artistas, intelectuais e ativistas que se identificam com a luta em defesa dos direitos humanos, respeitando a diversidade de opiniões.
Relacionar uma emissora de TV do mundo árabe a grupos terroristas, além de demonstração de desconhecimento em relação aos países árabes, é prática explícita de preconceito racial e islamofobia.
A Constituição brasileira é clara quanto aos delitos de racismo e discriminação e quaisquer formas de sistemas religiosos e profissões de fé. Partindo de uma senadora da República, constitui-se em um constrangimento ainda maior para nossa a sociedade.
O Brasil historicamente é destino de imigrantes de diversas partes do mundo, entre eles, os árabes.
Os imigrantes sempre viram no país um local acolhedor para recomeçarem suas vidas.
Seu legado está presente em todas as áreas do conhecimento e na construção do próprio país.
Temos certeza de que a sociedade brasileira em geral não aceita e não compactua com atos dessa natureza, que incitam crimes de ódio, abrindo-se as portas à barbárie.
O ICArabe, organização autônoma, laica, de caráter científico e cultural, trabalha desde sua concepção para desconstruir esses estereótipos, via promoção e divulgação da rica cultura árabe.
Valorizamos o caminho da harmonia entre as comunidades e entre os povos e o respeito às diferenças. Acreditamos que a integração entre as culturas e o diálogo são essenciais, assim como o respeito aos direitos humanos de todas as pessoas, brasileiras ou não.
O incentivo a práticas preconceituosas, de qualquer natureza, e a difusão do discurso do ódio constituem atos hediondos e instrumentos de fragmentação e de segregação de um povo conhecido em todo mundo por sua união e amabilidade nas relações com todas as etnias de sua constituição.

Diretoria do Instituto da Cultura Árabe

Fonte: www.viomundo.com.br

Falando Verdades

Deputado preso integra comissão que prepara novo Código de Processo Penal

Da Revista Fórum

Indicação de João Rodrigues (PSD-SC) foi feita em abril de 2015 e ele foi condenado em segunda instância em 2009 por fraude e dispensa de licitação, quando era prefeito da cidade de Pinhalzinho, em Santa Catarina

Preso desde fevereiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado João Rodrigues (PSD-SC) é um dos parlamentares que integram a comissão especial que analisa a proposta de novo Código de Processo Penal (CPP). Em caso de aprovação, o novo CPP vai substituir o atual, que é de 1941. O código, segundo reportagem de Fernanda Vivas, do G1, traz regras para investigações criminais e ações penais que podem resultar em condenações na Justiça.

O líder do PSD, deputado Domingos Neto (CE), justificou o fato, por meio de sua assessoria, dizendo que o deputado foi reconduzido às comissões que já participava antes – procedimento comum na Casa. Afirmou, também, que o processo de Rodrigues não transitou em julgado – ou seja, não se esgotaram as possibilidades de recursos na Justiça. E que, até a indicação para a comissão, o deputado ainda estava em atividade na Câmara.

A indicação de João Rodrigues para a comissão foi feita em abril de 2015 e ele foi condenado em segunda instância em 2009 por fraude e dispensa de licitação, quando era prefeito da cidade de Pinhalzinho, em Santa Catarina. Em fevereiro de 2018, foi preso, por determinação do Supremo Tribunal Federal, que negou recurso do parlamentar e determinou a execução provisória da pena, de 5 anos e 3 meses de prisão.

Fonte: www.falandoverdades.com.br

Eleição no CAP-UERN


Campus de Patu da UERN Elegeu seus Novos Dirigentes

Foto: Blog A Folha Patuense

A Comunidade Universitária do Campus Avançado de Patu da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte elegeu na última quarta feira, 18 de abril, seus novos dirigentes. Apenas uma chapa concorreu ao pleito, sendo encabeçada pela professora Cláudia Tomé como candidata a diretora e o professor Aluísio Dutra de Oliveira como candidato a vice diretor. A eleição transcorreu em clima de tranquilidade e a apuração foi realizada logo após a votação.

O presidente da comissão eleitoral, professor Benedito Manoel do Nascimento Costa, divulgou o seguinte resultado. Cláudia Tomé eleita diretora obtendo 100% dos votos válidos e o prof. Aluísio Dutra de Oliveira, eleito vice-diretor obtendo 100% dos votos válidos. Em breve o reitor da UERN, Pedro Fernandes, dará posse aos novos dirigentes do Campus Avançado de Patu com mandato para os próximos quatro anos.

Fonte: www.aluisiodutra.blogspot.com.br

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Guerra à vista?

EUA e aliados novamente praticam "solidariedade seletiva"

Há dias o mundo ficou chocado com a informação de que o governo da Síria, que tem à frente o presidente Bashar al-Assad, teria usado armas químicas contra civis, em meio à guerra interna que trava com rebeldes que lutam contra seu poder.

O governo sírio, apoiado pela Rússia, de Vladimir Putin, nega o fato, e diz que tudo não passou de encenação dos rebeldes para que houvesse a motivação para um ataque por tropas do Ocidente.

De fato, isso bastou para que os Estados Unidos da América, do presidente Donald Trum, mais a França e o Reino Unido bombardeassem instalações militares da Síria, onde, segundo essa nova tríplice aliança, estariam sendo produzidas armas químicas.

O ataque aconteceu antes mesmo de haver uma inspeção pela Organização das Nações Unidas - ONU ou por alguma entidade ligada a ela.

Como "justificativa", Estados Unidos da América e aliados disseram que o bombardeio se dava por solidariedade às vítimas das armas químicas supostamente utilizadas pelas forças do governo da Síria.

Enquanto isso, milhares de pessoas passam fome em países pobres da África, milhares de pessoas atravessam desertos e mares da Ásia e da África para chegarem à Europa e ali serem humilhados (quando não morrem durante a travessia) e outras tantas mazelas sacodem o mundo.

Mas Estados Unidos da América, França e Reino Unido não se mostram solidários a esses outros milhares de cidadãos do mundo. Nada fazem para ajudar. Do contrário, ajudam a piorar todo esse quadro.

Na verdade, a "solidariedade" de norte-americanos, franceses e britânicos esconde outros interesses, nada humanitários.

A possível nova guerra, que se avista, certamente trará ganhos a esses três Estados, que não estão nem um pouco preocupados com os graves problemas que afetam diversas nações, muitas delas empobrecidas e destruídas justamente pelas guerras que aqueles realizam ou de alguma forma patrocinam, ou apoiam.

O episódio também faz lembrar a invasão das forças dos ianques ao Iraque, durante o governo de Saddam Hussein (que havia chegado ao poder com o apoio dos Estados Unidos da América). A alegação era a existência de armas químicas, cuja existência nunca restou comprovada.

Isso não quer dizer que Bashar al-Assad seja "santo". Longe disso. Mas não é o único tirano dessa história.

Sem energia

Agência do Banco do Brasil de Patu fica sem funcionamento por falta de energia elétrica

Em Patu, a agência do Banco do Brasil está sem funcionar por completo desde a última terça-feira, 17 de abril. Nem mesmo os terminais de autoatendimento estão funcionando.

O motivo é a falta de energia elétrica na referida agência bancária, ocasionada, segundo informações de quem trabalha na agência, pela queima de um transformador de energia que serve unicamente ao Banco, localizado num poste que fica em frente à agência.

Ninguém, porém, sabe indicar uma precisão de quando o problema será resolvido, pois é necessário adquirir um novo transformador, medida que, segundo a burocracia da legislação e do próprio Banco, não será realizada com tanta imediatidade.

Enquanto isso, alguns serviços do Banco do Brasil são prestados pelo Correio e por empresas correspondentes.

A agência do Banco do Brasil de Patu é responsável pelo atendimento de uma população bastante razoável, tanto do Município de Patu como de Municípios que estão no seu entorno.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Direito e Cidadania

Serviço: TJRN disponibiliza a emissão de certidões em seu site
O cidadão que necessita obter uma certidão encontra no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norteuma série de opções disponíveis. Assim, se antes o interessado precisava se dirigir a um cartório ou a um fórum para obter sua certidão e esperava um prazo para resposta, com este serviço ele pode conseguir o documento na comodidade de seu lar ou onde estiver, recebendo-o instantaneamente pela internet.
Desde 2013, o TJRN disponibiliza em seu site a emissão da Certidão de Antecedentes Criminais. Apenas no ano de 2017, foram disponibilizadas 47.696 certidões negativas deste tipo. O que significa praticidade, celeridade e comodidade ao usuário.
Após fornecer suas informações pessoais ao sistema, o usuário tem a opção de imprimir a certidão, realizar o seu download ou de recebê-la em seu endereço de e-mail. O documento é devidamente autenticado e sua validade pode ser conferida posteriormente.
Além das certidões do tipo criminal, também estão disponíveis certidões sobre Ações e Execuções Cíveis e Fiscais; Interdição, Tutela ou Curatela; e de Falência ou Recuperação Judicial.
Texto: Assessoria de Comunicação do TJRN.
Fonte: www.tjrn.jus.br.

Denúncias

Ações contra Paulo Preto em SP detalham os esquemas que ele montou, sem ser incomodado pela Lava Jato
O Palácio dos Bandeirantes está nervoso. É que Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, chegou à Desenvolvimento Rodoviário S/A, a Dersa, pelas mãos de Geraldo Alckmin, em 2005, às vésperas do tucano se tornar candidato ao Palácio do Planalto.
Alckmin disputou as eleições presidenciais contra Lula, em 2006. Não se sabe, ainda, se Paulo Preto atuou fora de sua esfera para ajudar nas finanças da campanha.
Paulo Preto assumiu inicialmente a diretoria de Relações Institucionais. Em 2006, já com José Serra no governo, passou à diretoria de Engenharia, que tocou as obras que serviram de vitrine para o tucano na campanha de 2010: ampliação da marginal do Tietê, do complexo viário Jacu Pêssego (zona Leste da capital) e a construção do eixo Sul do Rodoanel.
As duas primeiras obras tinham grande importância eleitoral, por serem utilizadas por milhões de motoristas de São Paulo. A construção do Rodoanel apareceu em vídeos da campanha eleitoral de Serra para “provar” a capacidade administrativa do tucano.
Mas, as denúncias apresentadas pelo MPE de São Paulo (ver íntegra abaixo) sugerem que Paulo Preto montou esquemas para desviar dinheiro utilizando familiares e amigos nas três obras.
As denúncias, no entanto, cobrem apenas a atuação local de Paulo Preto, já que eventuais desvios que impliquem em remessas de dinheiro para fora do Brasil — R$ 113 milhões dele foram localizados na Suiça — caem na esfera federal.
O avanço de apurações em São Paulo, dizem fontes ligadas ao MP, pode ficar condicionado a interferência política.
Paulo Preto serviu como assessor especial da Presidência no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, levado ao cargo pelo hoje chanceler Aloysio Nunes Ferreira, aliado próximo de Serra.
Aloysio foi chefe da Casa Civil no governo Serra. Em 2007, recebeu um empréstimo de 300 mil reais da filha de Paulo Preto para comprar um apartamento, que diz ter pago, mas sem juros.
Uma das filhas de Paulo Preto é a advogada Priscila Arana de Souza Zahan. Ela trabalhou como advogada em um escritório que representava empreiteiras contratadas em obras que o pai tocava enquanto diretor da Dersa, segundo denúncia da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Tatiana Arana Souza Cremonini, outra filha de Paulo Preto, foi contratada como assistente técnica de gabinete de Serra. O decreto foi assinado em 29 de janeiro de 2007. Com salário de R$ 4.595, mais com gratificações, a jornalista atuava no cerimonial.
Ela já havia trabalhado anteriormente em um cargo de confiança da SPTuris, quando Serra foi prefeito de São Paulo.
Tatiana é casada com Fernando Cremonini, que foi sócio da mãe de Paulo Preto, Maria Orminda Vieira de Souza, na empresa Peso Positivo, que foi subcontratada pelo consórcio Andrade Gutierrez-Galvão na construção do lote um do Rodoanel Sul.
Tatiana responde com o pai a uma ação pública do MPE, segundo a qual ela contribuiu para a criação de cadastros fictícios de moradores no Programa de Compensação Social e Reassentamento Involuntário da Dersa.
A fraude permitiria a pessoas não afetadas pelas obras receber indenização como se fossem.
Darci Hermenegilda dos Santos, que prestou serviços domésticos na casa de Tatiana, recebeu uma casa de ‘indenização’, apesar de não morar na região das obras.
O Rodoanel foi a grande obra dos tucanos em São Paulo. Mário Covas lançou o edital prevendo que custaria menos R$ 10 bilhões (valores atualizados). Quando o trecho Norte acabar, terá custado mais de R$ 25 bilhões.
As empreiteiras “racharam” a obra entre si e contribuiram enormemente para os caixas de campanha dos tucanos, paulistas.
Só a Odebrecht diz que deu mais de R$ 50 milhões a José Serra.
Quando dirigia o setor de Engenharia da Dersa, Paulo Preto era responsável pelas medições, ou seja, pela constatação de que as obras estavam sendo feitas de acordo com o planejado, o que garantia novos desembolsos de dinheiro público.
No ano passado, a Justiça determinou a destruição das provas da Operação Castelo de Areia, deflagrada em 2009.
Ela focou na contabilidade paralela da empreiteira Camargo Corrêa, apreendida pela Polícia Federal.
Foi a primeira vez que o nome de Paulo Preto apareceu numa investigação.
Numa das anotações, abaixo do “acordado com Paulo Souza”, há a menção a quatro pagamentos de R$ 416 mil, a partir de 20.12.2007, referentes à obra do Rodoanel.
Noutra, há referência a um pagamento de R$ 120 mil referentes à décima sétima medição da obra do Rodoanel, em dezembro de 2008.
Há também menção a um convênio entre a Prefeitura Municipal de São Paulo e a Dersa para a construção de um túnel na avenida Roberto Marinho (que, aliás, nunca saiu), com dois pagamentos de R$ 600 e R$ 650 mil em fevereiro e março de 2009.
Não se sabe se os pagamentos, que somam cerca de R$ 2,6 milhões, foram de fato feitos. Mas é possível extrair das provas a dimensão das propinas que a Camargo Corrêa anotava em sua contabilidade paralela.
Numa planilha, sem data, os pagamentos atribuídos ao PSDB somam mais de R$ 13 milhões.
Alckmin teria recebido a maior parte, mais de R$ 5 milhões. São mencionados ao lado dele um certo Ademar, a CCR — empresa que tem concessões para cobrar pedágio em rodovias de São Paulo –, o diretório do PSDB no Pará, “Textil”, a CESP e Mauro Arce, que foi secretário de Energia de Mário Covas, de Transporte de Serra, presidente da Sabesp, diretor e presidente da CESP.
Serra, segundo a planilha, teria recebido mais de R$ 4 milhões. O nome dele aparece ao lado do publicitário Luiz Fernando Furquim já falecido, homem de confiança do tucano; de Rodoanel, Textil, Montoro, “jantar”, e transferências ao PPS e a Afif e Aldo — que podem ser Guilherme Afif Domingos e Aldo Rebelo.
Os nomes de Garibaldi Alves Filho, Cássio Cunha Lima, Yeda Crucius e Aécio Neves também aparecem na planilha.
Tudo indica que as doações se referem ao período que precedeu as eleições de 2010, quando todos foram candidatos.
Pelo levantamento da Castelo de Areia, a empreiteira contribuiu com dezenas de candidatos de praticamente todos os partidos no poder, em troca de obras municipais, estaduais e federais.
Apesar deste conjunto de informações ser pública e demonstrar a importância de Paulo Preto no ninho tucano, ele não sofreu condução coercitiva e permanece livre, leve e solto.
Fonte: www.viomundo.com.br

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Opinião

É bom "jair" explicando

Por Erasmo Firmino, o Tio Colorau

É bom “jair” explicando por que nunca obteve sucesso na carreira profissional que escolheu, a de militar;

É bom “jair” explicando os bens incompatíveis com seus rendimentos;

É bom “jair” explicando por que prega o discurso apolítico e vive unicamente da política desde 1988, ou seja, há 30 anos;

É bom “jair” explicando os vários casos de insubordinação no curto período em que trabalhou no Exército, inclusive sendo preso;

É bom “jair” explicando por que critica tanto a atividade sindicalista, se a exerceu nos tempos de Exército;

É bom “jair” explicando por que critica as oligarquias se apadrinhou a campanha dos três filhos que ocupam cargos eletivos;

É bom “jair” explicando muita coisa nesse discurso populista cheio de contradições.

Erasmo Carlos Firmino é servidor público estadual, bacharel em Direito e blogueiro.

Fonte: www.tiocolorau.com.br.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Futebol

Encantos e desencantos

Estimulado por amigos, ainda pequeno passei a torcer pelo Clube de Regatas Vasco da Gama. Numa época de pouca tecnologia a serviço da comunicação social e de muita miséria pelo Nordeste brasileiro, cresci ouvindo os jogos do Vasco pelo rádio, e apenas vez por outra tinha o prazer de ver o time da cruz de malta na televisão, que até muitos anos da minha vida era a de algum vizinho ou de algum conhecido, que financeiramente era mais abastardo.

No dia seguinte ao de cada rodada do Campeonato de Futebol do Rio de Janeiro, ou do Campeonato Brasileiro, ou de outra competição da qual o Vasco estivesse participando, eu ouvia logo cedo a resenha esportiva da Rádio Rural, apresentada dentro de um jornal diário, e perto das 13 horas ainda corria para alguma residência próxima para assistir a um conhecido programa esportivo, no intuito de novamente saber as notícias do futebol e, de modo particular, do meu Vasco.

Cultivei o hábito ao longo da vida. Sempre que posso, vejo as partidas do Vasco pela televisão e ainda acompanho de perto o noticiário em torno dele.

Em casa, quando infantil, meu tio Severino costumava me levar para assistir a partidas do futebol amador, pois ele, Teixeirinha e meu tio-avô Dedé (ou Bode Velho) eram alguns dos que conduziam com muita dificuldade mas com muito amor o futebol amador em Messias Targino. O problema era que ele era torcedor do Corinthians e no Rio de Janeiro esboçava um apreço pelo Botafogo. Mas, até por profundo respeito a ele, nunca sequer discutimos por isso.

Para um torcedor apaixonado, a melhor música para os ouvidos é o hino do seu clube de coração bradado após cada conquista. Foi assim, por exemplo, em 1982, quando o Vasco derrotou o Flamengo por 1 a zero num Maracanã abarrotado de gente, na final do Campeonato de Futebol do Rio de Janeiro. O gol foi de Marquinhos, de cabeça, aos três minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio, em antecipação ao excelente goleiro rubro-negro Raul Plasma. O treinador do Vasco era Antônio Lopes.

Em 1989, com gol de Sorato na partida final, o Vasco conquistou o seu segundo Campeonato Brasileiro. O primeiro título nacional havia sido ganho em 1974, quando eu só tinha dois anos de idade e não entendia nada de futebol.

Também assisti àquela sequência histórica de conquistas do Gigante da Colina, que foi campeão brasileiro de 1997 (num ano espetacular do goleiro Carlos Germano e do atacante Edmundo), campeão do Rio de Janeiro de 1998 e campeão da Taça Libertadores da América de 1998 (ano de atuações memoráveis de Juninho Pernambucano). O técnico de tantas conquistas era Antônio Lopes, que para os dias de hoje estaria ultrapassado, segundo muitos.

No ano seguinte, 1999, o Vasco estava novamente no lugar mais alto de uma competição, conquistando mais uma vez o Torneio Rio-São Paulo.

E logo no ano seguinte, 2000, o Vasco era novamente campeão brasileiro, pela quarta vez, desta feita sobre o São Caetano.

Também chorei de alegria quando o Vasco, após terminar o primeiro tempo perdendo por 3 a zero para o Palmeiras, virou o jogo no segundo tempo e foi campeão da Copa Mercosul, pelo inacreditável escore de 4 a 3. Romário foi o condutor do Gigante naquela noite épica do Clube de Regatas Vasco da Gama.

Em 2011, chorei disfarçadamente após a conquista da Copa do Brasil pelo Vasco. Disfarcei porque ao meu lado estava o meu filho mais velho, João Vítor, vascaíno por livre escolha dele próprio.

Mas a paixão pelo Vasco da Gama não vem apenas por seu futebol, que já foi tão vistoso em tempos atrás. A sua história também me prende à sua bandeira. Fundado em 21 de agosto de 1989, o Vasco da Gama despertou para o futebol anos à frente, numa época que o esporte bretão era, no Brasil, praticado apenas pelos filhos da elite econômica. Se os demais clubes do Rio de Janeiro estavam – como estão – em áreas consideradas mais nobres, o Vasco estava lá do outro lado da cidade carioca, em meio ao povão.

E foi nesse contexto que o Vasco da Gama foi o primeiro clube do Rio de Janeiro – e provavelmente do Brasil – a aceitar em seus quadros pessoas muito pobres e, principalmente, negros.

A construção de São Januário é outro marco belíssimo na história do Vasco. Como os outros clubes do Rio de Janeiro não queriam que o Gigante da Colina participasse do campeonato estadual de futebol, mesmo tendo conquistado o acesso dentro de campo, inseriram no regulamento do torneio a regra segundo a qual os times deveriam ter seus próprios estádios, para mandarem seus jogos, sob pena de exclusão. Foi então que a grande massa vascaína se uniu e, num grande mutirão, com muitas doações e com muito trabalho, construiu o Estádio de São Januário, que por muitos anos foi o maior do Brasil e até da América do Sul.

De jogadores que vestiram a camisa do clube e foram ícones no Vasco e no futebol como um todo, temos vários. Lembro-me no momento de Roberto Dinamite (pra mim, o melhor de todos), Edmundo, Romário, Pedrinho, Felipe, Geovane, Valdir Bigode, Carlos Germano, Dênner (mesmo que de curta passagem pela vida, pois morreu muito cedo), e muitos outros que se encontram registrados para sempre na história do Clube.

No entanto, desde os primeiros anos do século 21, a grande torcida do Vasco anda triste. Afora algumas poucas conquistas obtidas dentro das quatro linhas nos últimos anos, temos assistido a uma sequência interminável de péssimas administrações do clube, com resultados que se refletem diretamente no rendimento esportivo. Prova disso é que num curto intervalo de tempo o Clube teve que disputar três séries B do Campeonato Brasileiro de Futebol (segundo divisão do torneio nacional), além de ficar de fora, por anos, de competições internacionais.

Infelizmente, desde que o grupo político de Eurico Miranda chegou ao poder central do Vasco da Gama, o clube só agoniza. Arrogância, prepotência, pensamento arcaico, desrespeito à torcida, desrespeito à imprensa, falta de transparência e truculência são algumas das péssimas qualidades de Eurico e de sua turma.

Foram cerca de quinze anos de gestão quase ditatorial de Eurico Miranda, com intervalo para um breve período administrativo de Roberto Dinamite, que, se como jogador havia sido certamente o maior talento vascaíno, como gestor esportivo foi um fiasco.

Agora, a torcida como um todo esperava uma mudança, mesmo sabendo da injustiça que marca o processo eleitoral do Vasco da Gama, um amontoado de normas antigas e antidemocráticas criadas lá atrás, quando talvez lá atrás, no tempo, até se justificassem, mas que não cabem mais em dias atuais.

Em novembro do ano passado, os sócios do Vasco da Gama elegeram a chapa que tinha Júlio Brant como nome para a presidência, do qual Alexandre Campello seria o seu vice-presidente geral.

Por causa de fraudes eleitorais provadas na Justiça e que só beneficiavam o grupo – adivinhem – de Eurico Miranda, o processo eleitoral do Vasco da Gama virou um caso de polícia e quase não teve fim.

Mas, finalmente, neste dia 19 de janeiro de 2018, por determinação judicial, o Conselho Deliberativo do Clube, formado por 150 conselheiros eleitos no “primeiro turno” e 150 conselheiros natos (de cadeira cativa), elegeu o presidente da instituição.

Vencedor num primeiro momento, Júlio Brant foi traído por seu companheiro de campanha de primeiro turno, Alexandre Campello, e foi derrotado por este próprio, votando o Conselho Deliberativo, por maioria, contra a expressa vontade dos sócios e da imensa torcida vascaína.

Campello chegou sozinho à vitória? Não, de última hora se aliou ao grupo de Eurico Miranda e Euriquinho Miranda, pai e filho, mantendo no Clube a continuidade de uma gestão que só o destruiu, que só lhe fez mal.

A torcida ficou decepcionada, frustrada, irresignada, pois sabe que pelo menos os três próximos anos do Vasco da Gama serão de atraso, conservadorismo, mais do mesmo.

O golpe eleitoral sofrido pela democracia no Vasco me fez lembrar outro, também “legalizado”. E então entendi que, também no futebol, a face podre da política continua em alta.

Sei que, pelos anos vindouros, dificilmente ouvirei o hino do Vasco ao final das competições, como indicador de suas conquistas, que certamente não virão. Sei que nós, vascaínos, continuaremos a sofrer a chacota da boa rivalidade de nossos adversários, que administrativamente estão melhores do que nós, do Vasco.

Mas continuarei aqui, como sempre estive, torcendo pelo Vasco. Ganhando ou perdendo, continuarei a vestir a camisa da cruz-de-malta. Já não terei o mesmo entusiasmo de outrora, mas como torcedor sou como aquele jovem apaixonado pela mocinha: uma simples conquista, talvez, já me traga de volta.

Alcimar Antônio de Souza.

Violência

Mossoró já atinge 14 homicídios em 18 dias
Em 18 dias de 2018, Mossoró já contabiliza 14 homicídios.
Quase um por dia.
Ano passado, a conta fechou em 249.
Recorde absoluto.
Superou 2017, quando aconteceram 217 homicídios.
Texto e fonte: www.blogcarlossantos.com.br

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Reflexão

O tal respeito

Acredito em Deus, sou cristão católico e professo a minha fé perante a minha religião. Até reconheço que deveria fazê-lo melhor, com maior intensidade, mas todos os dias agradeço a Deus pelas muitas bênçãos que recebo, e diariamente peço-Lhe paz, saúde e felicidade para mim e para os meus. No entanto, respeito quem diz professar outra religião e quem até se diz ateu, agnóstico, descrente. Na verdade, até rezo silenciosamente por estes, lembrando-me sempre da parábola do pastor de ovelhas, que ficou muito feliz ao encontrar o animal perdido, cuja essência consiste no ensinamento de Jesus Cristo de que se deve buscar sempre aquela ovelha que está fora do rebanho. Enfim, respeito evangélicos, cristãos ortodoxos, cristãos anglicanos, islâmicos, ateus, etc.

Sou heterossexual e apaixonado por minha esposa. Porém, respeito qualquer opção de sexualidade de outrem, por entender que não é a sexualidade de alguém que irá definir o seu caráter. Aliás, a pessoa sem-caráter ou de mau-caráter pode ser homem, mulher, heterossexual, bissexual, homossexual, ou de outro gênero. Não concordo com o exibicionismo que se possa ter ou fazer em nome da sexualidade, seja de qual for o gênero ou opção sexual. No mais, respeito.

Etnicamente sou negro, graças a Deus, e tenho grande orgulho disso. A menor exibição ao sol até me rendeu uma cor meio parda, mas continuo negro, de sangue e de alma. Se meu bisavô Manoel Fernandes Jales era branco, a genética de minha bisavó Maria Cândida de Almeida preponderou em grande parte da descendência de nós do Junco de Cima. Meus pais não eram brancos. E, por ser negro, sofro com a pequenez daqueles que ainda acham que a cor da pele é critério diferencial, que ela determina quem é melhor ou quem é pior. Ainda sofro com o pensamento retrógrado de quem ainda escuta o chicotear na pele do negro no pelourinho armado em praça pública ou nos arredores da senzala ou da casa grande. Ainda me dói ver corriqueiramente serem noticiados na grande imprensa casos de ofensas raciais. Enfim, ainda falta, a nós negros, o devido respeito.

Sou trabalhador, graças a Deus. Aliás, venho de família humilde e de trabalhadores e na minha célula familiar tenho uma esposa que trabalha, e muito. Orgulhosamente podemos dizer que nosso pão, abençoado por Deus, é suado. E respeito toda e qualquer forma de trabalho honesto, que garanta ao seu executor não apenas o alimento, mas a própria dignidade.

Casei-me pela segunda vez, e graças a Deus tenho quatro lindos filhos, sendo três biológicos e uma decorrente da afetividade, algo hoje em dia até reconhecido pelo Poder Judiciário como elemento de constituição de parentesco.

Irrestritamente, procurei educar esses filhos com base nos valores sociais, morais e religiosos que acreditamos, ensinando sempre o que é correto, para que ao longo da vida possam diferenciar e se afastar do que é errado. Nessa educação, está inserido o respeito que se deve ter na vida em sociedade.

Vivo por eles, para eles, pensando neles, sempre agradecendo a Deus pela família que Ele me permitiu constituir. De todos os desrespeitos que podem me atingir, mais me dói aquele que vier a atingir a minha família.

E digo isso porque, nessa vida, parafraseando um velho amigo poeta e escritor dos bons, não me sinto melhor nem pior do que ninguém, mas exatamente igual.

Infelizmente, porém, ainda há aquelas pessoas que se acham melhores ou maiores do que outras. Para disfarçar, inventam subterfúgios, mas no fundo se comportam com indiferença por se acharem melhores. Outros nem disfarçam, e simplesmente se acham melhores que seus pares sociais.

Enfim, está faltando o tal respeito.

Dedico esses pensamentos vagos aos meus filhos, por quem tenho, além do amor, enorme respeito, para que ao longo da vida também se comportem com ele, o respeito, sempre na obediência ao Senhor Nosso Deus. Aliás, o respeito é próprio de quem ama, pois não se admite amor sem que haja respeito.

Em nome desse respeito, nem pisem, nem se deixem pisar; nem se sintam melhores do que ninguém, nem também menores do que ninguém, mas exatamente iguais.

De qualquer forma, perdoar é preciso, afinal, somos cristãos.

E que Deus nos abençoe!

Alcimar Antônio de Souza

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

"Justiça"

A próxima decisão
Por François Silvestre*
A próxima decisão da justiça, ouvidos todos os ministérios públicos, federal, estadual, de contas e de contos será proibir o governo de pagar os salários atrasados de quem ainda não recebeu sequer Novembro.
Venha o dinheiro de qualquer fonte, não poderá pagar.
Será uma decisão para assegurar recursos aos beneficiários dessas categorias, que “legalmente” recebem vencimentos acima do teto constitucional.
Somados todos os tipos de auxílios disponíveis no vernáculo da sabedoria.
Mas o que é um policial diante de um promotor? Nada. O que é um professor diante de um juiz? Nada. O que é um médico diante de um conselheiro de contas? Nada.
Uma coisa é o Brasil do primeiro mundo, com togas e salamaleques a desfrutarem férias em Paris e Nova York. Outra coisa é a ralé. Metida e ingrata, que não vê essa gente sofrida montando processos, fazendo julgamentos e audiências do vazio.
Suados com tanta roupa preta, que nem o ar condicionado evita o auxílio-refrigeração.
A ralé, que antigamente chamava-se povo, que se exploda.
E deixe o Brasil bacharelar-se com toda a pompa de um país do futuro. Mesmo sem futuro….
*O autor é escritor, Procurador aposentado do Estado do Rio Grande do Norte e ex-secretário de Estado na gestão da então governadora Wilma de Faria.
Fonte: www.blogcarlossantos.com.br