domingo, 5 de julho de 2026

Opinião

Futebol arte versus futebol negócio

Em 1982, quando o Brasil foi eliminado na Copa do Mundo de futebol pela Itália, eu tinha dez anos de idade. Chorei copiosamente. O Brasil tinha um time de excelentes jogadores e vários craques, do número um ao número onze (e nesta época a escalação inicial ia mesmo do número um ao onze).

Até aquela Copa do Mundo, quando já éramos tricampeões mundiais, jogávamos um futebol-arte em essência e os atletas sentiam muito orgulho de vestirem a camisa da seleção brasileira. Eram estrelas do esporte, mas não se comportavam como tais. Dedicavam-se em campo, pela seleção brasileira, até mais do que se dedicavam em seus clubes.

Nas edições seguintes da Copa do Mundo, a cada eliminação do Brasil eu chorei menos, intercalando o choro – já reduzido - nas edições de 1994 e 2002, quando o Brasil foi tetra e pentacampeão do mundo, respectivamente.

Depois de 2002, definitivamente deixei de chorar a cada vez que o Brasil foi eliminado precocemente em uma Copa do Mundo de futebol, por várias razões.

Nesta edição da Copa do Mundo de 2026, confesso que nada senti, exceto uma leve tristeza em decorrência do amor ao Brasil, diante da eliminação do nosso selecionado pela nem tão expressiva seleção da Noruega, um país mais conhecido pela tradição dos Vinkings do que mesmo pelo futebol.

Sim, eu torci pelo Brasil. Sou brasileiro e não sou falso patriota. No entanto, não me iludo mais com a forma como é tratado o nosso maior esporte pela Confederação Brasileira de Futebol – CBF, entidade que, assim como a sua superior Federação Internacional de Futebol Associação – FIFA, transformou o esporte mais popular do mundo unicamente em um meio de arrecadação de receitas e manutenção de umas poucas castas no poder.

Ninguém em sã consciência acreditaria que o Brasil tivesse a capacidade de chegar muito longe nessa Copa do Mundo. A CBF passou o ciclo de preparação pré-Copa envolvida em brigas internas pelo poder, com alternância turbulenta de comando na instituição e litígios levados até a esfera judicial.

Em meio a essa bagunça institucional, a seleção brasileira teve quatro técnicos diferentes de 2022 até 2026. Nenhum treinador, porém, teve autonomia técnica de, juntamente, com a sua comissão, levar ao time, unicamente, os jogadores que realmente estivessem no melhor momento técnico e físico, aqueles que de fato estivessem a merecer a vaga no selecionado mais vitorioso do mundo.

Diante da estagnação de ideias dos treinadores brasileiros, a CBF, em uma jogada midiática gigantesca, trouxe para assumir o comando técnico da nossa seleção o italiano Carlo Ancelotti, um treinador multi campeão pelos muitos clubes de futebol por ele dirigidos, na Europa.

Em razão do peso do nome trazido para o cargo de técnico da seleção brasileira, imaginava-se que Ancelotti teria autonomia para escolher quem quisesse, de acordo com os critérios de merecimento de cada um. Ledo engano. Ancelotti, que recebe mensalmente milhões de reais da CBF, curvou-se a esta e foi obrigado e levar para a Copa do Mundo o jogador Neymar Júnior, ainda em recuperação de lesão grave, totalmente fora de forma e que não vinha sendo chamado por ele para jogos de preparação.

Boa parte da mídia, em especial o Grupo Globo, passou os últimos meses anteriores à última convocação para a Copa do Mundo instigando, sugerindo e praticamente exigindo que se levasse Neymar Júnior para o campeonato mundial de seleções.

Além disso, patrocinadores e as plataformas eletrônicas de apostas (“bets”) parecem querer que alguém com esse nome esteja numa Copa do Mundo, pois, sendo assim, todos ganham bastante, menos o futebol.

De fato, na prática, Neymar em nada contribuiu para a melhora de jogo do Brasil nas duas ocasiões em que entrou, no segundo tempo de cada partida. Do contrário, no jogo da eliminação, diante da Noruega, o Brasil somente tomou dois gols após a entrada de Neymar, que ainda se envolveu em confusão, tomou um cartão amarelo e converteu um penâlti no final do jogo para diminuir a vergonha.

Ancelotti também errou por se apegar demais a alguns nomes que, no passado, renderam um bom futebol em vários clubes, inclusive em clube onde ele foi treinador, mas que há muito tempo não têm mais o mesmo vigor físico necessário para se jogar uma Copa do Mundo, um torneio curto, que exige de todos um rendimento elevado, de muita intensidade. Foi o caso de Casemiro, meio-campista de idade avançada que, assim como outros “velhinhos” escolhidos por Ancelotti, já não consegue acompanhar o ritmo de adversários jovens e habilidosos.

Aliás, o time do Brasil estava repleto de jogadores de idade avançada para um futebol de alto rendimento, convocados justamente porque não se fez uma necessária renovação, e também muito em função do grande desalinho que marcou todo o ciclo de preparação para a Copa.

Se a CBF e a comissão técnica do Brasil têm a maior parcela de culpa nesse fim melancólico que, mais uma vez, teve o selecionado nacional em mais uma Copa do Mundo, os atletas convocados também não exerceram, em sua maioria – há exceções – o futebol que costumeiramente desenvolvem nos clubes nos quais jogam o ano inteiro.

Nos clubes, onde têm contratos milionários, alguns jogadores atuam em outro nível, que não repetem quando estão à disposição da seleção. Parecem temer contusões que lhes tirem o prestígio nos clubes.

Outrossim, é triste constatar, mas a verdade é que atualmente existem menos jogadores de futebol em essência, pois muitos preferem se comportar como estrelas midiáticas, personagens cheios de estilos, astros da internet que dão a vida nos seus clubes mas acham que fazem favor quando vestem a camisa da seleção brasileira. Outro dia, em entrevista, um deles falou que tinha saído de férias no clube e logo tinha sido convocado para jogar pela seleção, dizendo isto de forma a se entender que ele estava a fazer um grande favor para o time Brasil.

A própria Copa do Mundo, realizada neste ano em três países, faz-nos ver que a FIFA pouco se importa com o futebol. Se a Rússia foi banida de esportes olímpicos por invadir a Ucrânia, os Estados Unidos da América não poderiam ser presentados como sede de uma Copa após provocarem gratuitamente invasões e guerras pelo mundo.

Se o esporte deve servir para gerar inclusão, o que se viu na Copa do Mundo 2026 foi o contrário: torcedores de várias partes do globo foram impedidos de entrar no território dos Estados Unidos e o melhor árbitro de futebol do continente africano não teve autorização para trabalhar nos Estados Unidos durante a Copa.

Essa discriminação foi ainda mais marcante com a seleção iraniana, que, mesmo tendo seus jogos realizados na terra dos ianques, foi obrigada a se hospedar no México e tinha que retornar imediatamente para a terra da tequila ao final de cada jogo, o que prejudicou profundamente o rendimento esportivo do Irã, que recebeu tratamento desigual ao que foi dado aos seus oponentes. Aliás, diversos membros da delegação iraniana de futebol foram impedidos de viajar para a Copa do Mundo.

Infelizmente, quando o futebol vira unicamente um lucrativo negócio no mundo, esta realidade é ainda mais dura no Brasil, cuja entidade máxima deste esporte, A CBF, é um grande e fechado clube arrecadador, gerido por poucos, pessoas dotadas de interesses que passam longe do interior maior que seria o de preparar a seleção para conquistar novamente uma Copa do Mundo.

Sentada sob uma montanha de dinheiro, a diretoria da CBF segue tranquila. Quando houver eleição para renovação dos mandatos, estará tudo sob controle. As Federações de futebol dos Estados e do Distrito Federal, que recebem gordas quantias da CBF para promoverem campeonatos estaduais cada vez menores e mais fracos, e os dirigentes de clubes das séries A e B do campeonato brasileiro, também despreocupados com o futebol nacional, provavelmente conduzirão a um novo mandato os mesmos de sempre, ou aqueles que eles indicarem.

Enquanto isso, nós torcedores amargaremos o sabor dos insucessos da nossa seleção, que não tem mais o respeito de outrora nem mesmo na América do Sul, pois, de uns anos para cá, o Brasil mostra enorme dificuldade para superar outras seleções que antes temiam severamente quando enfrentavam o escrete canarinho. Hoje em dia, sofremos quando jogamos com Venezuela e Bolívia, por exemplo, quando há décadas atrás tínhamos a certeza de que, diante de adversários como estes, faríamos um treino luxuoso, com direito e goleadas.

Mas nem tudo está perdido, ao menos para a CBF. Mesmo com a eliminação vergonhosa nesta Copa nas oitavas de final, a entidade máxima do futebol brasileiro receberá da FIFA uma premiação de 15 milhões de dólares, o equivalente a 77,5 milhões de reais.

Alcimar Antônio de Souza

Advogado e membro da APAJ – Associação dos Poetas e Artistas do Junco

Amante do futebol

sábado, 31 de janeiro de 2026

Despedida

O ADEUS AO AMIGO SÁVIO MARCELLUS

O dia amanheceu triste, com notícia péssima, dessas que a gente nunca gostaria de receber, mesmo sabendo que em uma ou outra hora elas chegarão, por serem inevitáveis. Pela velocidade da internet ficamos sabendo que perdemos o amigo Sávio Marcellus Andrade Alves, filho de Nizinha Andrade e Arlindo Alves, de origens no Sítio Jatobá, em Patu, radicado em Mossoró há décadas.

Marcelo, ou Savinho, como nos acostumamos a chamá-lo carinhosamente, foi professor de História de muito destaque em Mossoró e em outras cidades do Rio Grande do Norte, do Ceará e da Paraíba. Para quem não era seu parente próximo ou amigo íntimo, ele se tornou conhecido por sua competência e pela enorme contribuição que deu à educação.

Nosso professor Sávio também teve destacada atuação no Jornal de Fato, de Mossoró, para quem trabalhou na produção de conteúdos educacionais, contribuindo decisivamente para o sucesso de alunos que desejavam a aprovação na Universidade pública, mas que não poderiam custear os cursinhos preparatórios, de mensalidades sempre distantes de uma camada social mais numerosa. No diário mossoroense, editava um caderno voltado a este segmento estudantil.

Como a maioria do povo brasileiro, Sávio era apaixonado por futebol. O Botafogo do Rio de Janeiro e o Baraúnas de Mossoró eram seus times de coração. Do Baraúnas, Marcelo foi mais que um simples torcedor: foi seu dirigente, atuando inclusive como vice-presidente e depois como presidente interino do Leão da Doze.

A sua maior paixão, porém, era a sua família, da qual Sávio Marcellus falava sempre com sorriso no rosto, com o brilho de quem amava ter uma família numerosa e amava sentir-se amado por ela. Sua mãe, Nizinha, seu pai Arlindo (de saudosa memória), seus irmãos Sônia e Luiz André, seus muitos primos que viraram irmãos, sua esposa Renata, seus filhos Júlia e Sávio Júnior e, mais recentemente, um neto, todos recebiam de Sávio um carinho enorme, um amor verdadeiro, um jeito suave e ao mesmo tempo alegre de serem lembrados, falados, festejados.

Outra paixão de Marcelo era a terra de origem de sua mãe Nizinha, o Sítio Jatobá, na zona rural de Patu. Ele visivelmente se alegrava ao estar no chão em que pisou frequentemente quando criança e por toda a adolescência. A casa grande onde Cirino Andrade Nunes e Ana Maria Felipe de Andrade, seus avós maternos, criaram os muitos filhos, era sempre motivo de muita alegria para Marcelo, um verdadeiro elixir para a sua alma, um motivo de festa para ele. Com uma verdade que vem do coração, ele dizia que o Jatobá era o melhor lugar do mundo.

E nesse contexto entramos nós, seus amigos. Ah, os amigos de Marcelo eram muitos, tanto em Mossoró como em Patu e em outras bandas. Fazer amizades e saber conservá-las eram marcas incontestáveis de Sávio Marcellus, um profícuo cavalheiro no trato com as pessoas. Por sinal, as pessoas, e não os valores, eram o que realmente interessava a Marcelo.

Embora alguns de nós já conhecêssemos Marcelo de outros lugares, foi nas suas idas ao Sítio Jatobá, em Patu, que a nossa amizade se tornou mais estreita, mais forte. Seus primos, parentes de sua mãe Nizinha, naturalmente já tinham um laço afetivo construído com Sávio. Outros, como nós, apertamos o nó desse laço em vários encontros, muitos deles debaixo do alpendre da casa de seu tio Cícero Romão de Andrade, o popular Ciço Arroz, também de saudosa memória.

Depois que se aposentou, Marcelo passou a frequentar mais vezes o Sítio Jatobá. Sem poder mais dispor da casa de seus avós, ele passou a ficar na casa onde um dia morou seu tio Ciço Arroz, vizinha à casa de Cirino. Mas isso já lhe bastava para trazer a alegria de quem amava estar naquele chão. E de lá ele percorria as estradas e veredas do Jatobá e arredores, visitando velhos amigos, que também iam com frequência ao seu encontro ao saberem que o filho de Nizinha estava no Jatobá.

A sua permanência prazerosa no Sítio Jatobá somente era quebrada quando ele visitava outros parentes e muitos amigos na cidade de Patu. Não raro, havia sempre um convite de alguém para um almoço, um jantar, uma confraria em família. E isso lhe fazia muito bem.

Mas a sua presença também nos fazia muito bem. Era verdadeira, alegre, festiva. Fosse na Biologia, poderíamos dizer que Marcelo e seus amigos tinham uma relação de simbiose da espécie mutualismo, pois era uma relação benéfica aos dois lados, eis que não havia, quem fosse seu amigo, que não gostasse daquela conversa franca e inteligente, daquele jeito sincero, daquele sorriso largo e daquela educação fina de sempre agradecer por qualquer coisa ou qualquer gesto, por mais simples que fosse.

Dos meus filhos, duas meninas são primas de Sávio, porque a minha esposa é prima dele, sobrinha de “tia Nizinha”, como assim lhe chamam carinhosamente todas os sobrinhos e sobrinhas, inclusive sobrinhos-netos e sobrinhas-netas. Esse fato também contribuiu para que nos tornássemos ainda mais próximos.

Amigo professor, sentiremos a sua ausência eternamente, principalmente quando estivermos próximos à velha churrasqueira da casa de seu tio Ciço Arroz, onde nos reuníamos ao redor daquela surrada mesa para uns goles e muitas risadas. A bebida era apenas um pretexto, pois a verdadeira alegria vinha de você e da nossa sincera relação de amizade.

De modo particular, eu, Júlio, Detulho, Anchieta, Toinho do Leite, Neto e Rodrigo, que mais ficávamos noite adentro nessas confrarias ou nos muitos domingos de muita prosa, haveremos de lembrar de você a cada vez que voltarmos ao ponto desses encontros casuais que a vida nos proporcionou.

Os seus primos e primas, filhos e filhas e netos de seu tio Ciço Arroz, também já sentem a sua falta. Assim como nós, acostumaram-se a recebê-lo de tempos em tempos, para reencontros simples porém grandiosos nas terras onde você e eles foram criados.

Rogamos a Deus que, de acordo com a justiça divina, em que também se faz presente a misericórdia, o Reino do Céu, no qual nós acreditamos por nossas crenças, seja o lugar reservado a você, pessoa que passou a vida cuidando de fazer o bem, cultivar as amizades e de forma constante amar a família.

Descanse em paz, professor! Continue a brilhar como luz no plano celestial, com a mesma intensidade de luz que fostes aqui na terra! Que no Céu também se escute o bordão “Não tenho passado, tenho História”, que tantas vezes ouvimos de você!

Alcimar Antônio de Souza 

sábado, 3 de janeiro de 2026

Celebração da vida

Maria Rita: quinze anos

No dia 25 de dezembro de 2010, na cidade de Catolé do Rocha, no vizinho Estado da Paraíba, nasceu MARIA RITA ANDRADE DE SOUZA, filha de ALCIMAR ANTÔNIO DE SOUZA e ELIZÂNGELA FERREIRA DE ANDRADE.

Se MARIA RITA sempre foi muito tranquila e serena, os momentos que antecederam ao seu nascimento e os momentos imediatamente posteriores a ele não foram tão tranquilos.

O nascimento se deu após muitas idas a Municípios diversos durante o último mês de gravidez de ELIZÂNGELA. A cada sinal de um parto iminente, ALCIMAR, ELIZÂNGELA e mais outra pessoa que estivesse por perto (DETULHO era o mais frequente nessa missão) corriam para algum Hospital da região, pois a sala de partos do Hospital Municipal de Patu estava sendo reestruturada. Almino Afonso e Mossoró foram alguns dos destinos buscados na hora do aperreio. Mas o parto não acontecia. Os sinais eram falsos, e a mãe da criança voltava chateada com o tempo gasto na estrada.

Na noite anterior ao dia do parto, ELIZÂNGELA novamente sentiu as contrações. Sem alarde e sozinha foi ao HOSPITAL MUNICIPAL DE PATU, e, acompanhada da saudosa parteira MARIA DIAS, foi levada a Catolé do Rocha, onde MARIA RITA nasceu no dia seguinte. Na caravana das viagens pré-parto, desta vez estavam seu pai, seu tio afetivo DETULHO e sua tia VERA ANDRADE. Apenas os acompanhantes de ELIZÂNGELA já fizeram volume no Hospital de Catolé do Rocha.

Sem chorar no nascimento, MARIA RITA foi conduzida a uma sala especial do HOSPITAL DE CATOLÉ DO ROCHA, pois havia ingerido substância líquida no nascimento, e teve que receber cuidados especiais. O pai, temente a Deus como sempre, aproveitou a existência de uma Capelinha que existia em um dos corredores do Hospital, e pôs-se em oração. E desse encontro com Deus, na presença de Maria, mãe de Jesus, saíram quatro promessas em prol da saúde de MARIA RITA, todas já cumpridas.

E assim MARIA RITA foi crescendo, rodeada de muito carinho de seus pais, de suas famílias e das muitas amizades que foi construindo desde cedo.

Ela teve por avós paternos MARIA JOSÉ DE SOUZA (MARIA DO JUNCO) e JOSÉ ANTÔNIO FILHO. Seus avós maternos são NÉLBIA MARIA DE ANDRADE e ANTÔNIO ETELVINO DE OLIVEIRA NETO (ANTONIO DE GROSSO).

Seus bisavós paternos foram NOÊMIA MARIA DE ALMEIDA e JOSÉ SEVERINO DE SOUZA, e ANTONIA SEBASTIANA DE JESUS e JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA.

Seus bisavós maternos são MARIVI FERREIRA e FRANCISCO ETELVINO DE OLIVEIRA (SEU GROSSO) e RITA ROCHA DE ANDRADE e CÍCERO ROMÃO DE ANDRADE (CIÇO ARROZ), que em verdade são os pais de criação de sua mãe ELIZÂNGELA.

MARIA RITA conheceu vários desses seus ascendentes, mas infelizmente muitos deles foram habitar no plano de Deus antes mesmo de ela nascer.

Seus irmãos são JOÃO VÍTOR GUILHERME DE SOUZA, CLARA BEATRIZ PEREIRA DE ANDRADE e ISAC PABLO RAMOS OLIVEIRA DE SOUZA. Dos quatro, ela é única ainda menor de idade. Seu primo DAVI GÁLBER ALVES FERREIRA é quase um irmão, pois os dois tem uma convivência desde quando eram bem pequenos, quando inclusive costumavam arengar por tudo. Hoje em dia não brigam mais.

Seus padrinhos de batismo são PAULO HENRIQUE FERREIRA TARGINO e KELLY MEDEIROS, sendo o primeiro primo de ELIZÂNGELA.

MARIA RITA sempre teve uma proximidade muito grande com algumas primas, destacando-se, em maior ou menor proporção, LETÍCIA, PRISCILA JULIANA e ISABELA.

Amigas próximas são muitas, e seria injusto mencionar algumas e esquecer-se de outras.

Em razão de fatos diversos, duas das suas tias são mais presentes na vida de MARIA RITA, e até são responsáveis por fazer todos os gostos dela desde pequena: GLÓRIA (tia de sangue) e JANE REIS, tia afetiva, pessoa que a vida trouxe para perto de MARIA RITA. São duas protetoras permanentes de MARIA RITA, e lhe fazem muito bem no dia a dia.

Além da educação que lhe é peculiar, MARIA RITA carrega consigo a marca do respeito. Aos tios e tias, inclusive tios-avós e tias-avós, costuma pedir a bênção sempre que os encontra. E respeita a todos, como se espera de qualquer criança ou adolescente.

MARIA RITA sempre foi de muita responsabilidade nos estudos. Por onde passou (GINÁSIO COMERCIAL DE PATU e ESCOLA MUNICIPAL RAIMUNDO ROCHA), sempre teve notória aplicação, com resultados extraordinários. Não à toa ela era uma das alunas preferidas da professora CONCEIÇÃO, do GINÁSIO COMERCIAL, que vez por outra a usava como exemplo para algum estudante menos comprometido com o aprendizado.

Fruto da sua aplicação nos estudos, em 2025 MARIA RITA foi aprovada para o curso de Técnico em Edificações do INSTITUTO FEDERAL DA PARAÍBA – IFPB, Campus de Catolé do Rocha, onde passará a estudar a partir de 2026.

Na verdade, a vontade de seu pai, filho de catequista, era que MARIA RITA buscasse o caminho do Convento, para ser freira, o que ela recusou desde cedo. Ainda pequenina, mas já com alguma compreensão da vida, seu pai lhe perguntou por que ela não seria freira, e ela respondeu, na ingenuidade de uma criança: “Porque freira não pode se casar!”

Isto, porém, não significou o afastamento de MARIA RITA dos caminhos de Deus. MARIA RITA sempre frequentou a Igreja Católica, de quem recebeu os sacramentos do Batismo e da Primeira Eucaristia; é aluna da catequese da Crisma, e já tem apalavrada como madrinha uma amiga de infância, JENNIFFER; e participa ativamente de grupos de orações. A sua presença na Santa Missa aos domingos é uma constante, porque assim lhe é ensinado, e porque esta é sua vontade.

O seu respeito a Deus se manifesta no dia a dia: no respeito à família e aos amigos, na vontade de sempre fazer o bem e no tratamento sempre humanizado que dispensa a qualquer pessoa.

Na chegada dos seus quinze anos de vida, MARIA RITA pediu apenas para celebrar com seus amigos, amigas e familiares. O momento é de celebração, mas também de agradecimento a Deus: pela vida, pela família, pelos amigos e por todas as conquistas até aqui alcançadas.

O desejo de sua família e das pessoas que a amam é que MARIA RITA alcance a felicidade e seja bem sucedida nos seus planos e projetos, sempre sob a proteção de Deus.