sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Da Folhapress via Blog do Primo

Organizações repudiam fala de Bolsonaro contra ativismos
Por Folhapress
SÃO PAULO  –  Mais de 4 mil organizações da sociedade civil e movimentos sociais, como Conectas, Greenpeace, Intervozes e Instituto Alana, divulgam nesta segunda-feira (15) uma nota de repúdio à declaração do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) sobre acabar com o ativismo no país. A notícia foi antecipada pela Folha de S.Paulo.
“Vamos botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil”, declarou no discurso feito no domingo (7), logo após a divulgação do resultado da votação no primeiro turno, em que obteve 46,03% dos votos.
“Além de uma afronta à Constituição Federal, que garante os direitos de associação e assembleia no Brasil, a declaração reforça uma postura de excluir a sociedade civil organizada dos debates públicos. Trata-se de uma ameaça inaceitável à nossa liberdade de atuação”, afirma a nota.
O texto segue dizendo que a conduta do candidato é uma ameaça para a democracia do país.
“Não será apenas a vida de milhões de cidadãos e cidadãs ativistas e o trabalho de 820 mil organizações que serão afetados. Será a própria democracia brasileira. E não há democracia sem defesa de direitos.”
As entidades destacam ainda a atuação no enfrentamento ao racismo e à violência contra as mulheres e na formulação de políticas públicas, como o seguro desemprego, financiamento estudantil, programas de combate ao desmatamento e de proteção dos animais e de leis, como a Anti-Fumo e Ficha Limpa.
“Calar a sociedade civil, como anuncia Jair Bolsonaro, é prática recorrente em regimes autoritários. Não podemos aceitar que passe a ser no Brasil”, diz o texto, que pede para os eleitores considerarem a declaração ao votar no segundo turno.
Fonte: www.blogdoprimo.com.br

Fora do ar

Sistemas do Poder Judiciário estadual ficam indisponíveis

A partir da zero hora desta sexta-feira, 12 de outubro, todos os sistemas virtuais do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte - TJRN, em primeiro e segundo graus, entraram em fase de manutenção e estão indisponíveis para os usuários.

Dessa maneira, estão sem acesso o Processo Judicial Eletrônico - PJe, o Processo Judicial Digital - Projudi e o Serviço de Automação do Judiciário - SAJ,

Segundo informação que foi transmitida na página do TJRN, esses sistemas somente estarão novamente disponíveis a partir das 23 horas e 59 minutos do domingo, 14 de outubro. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Poítica

"Vocês calem a boca e eu não vou debater". O fascismo avança no silêncio.
Por Fernando Brito
Jair Bolsonaro, em entrevista, disse ter mandado seus correligionários fugirem de qualquer contato com a imprensa que, segundo ele, quer desgastá-lo.
Disse também que não irá aos debates, mesmo sendo liberado pelos médicos, admitindo que pode faltará “por estratégia”, já que acha que seu adversário, Fernando Haddad, é um camaleão e um “ventríloquo” de Lula.
Consolidou, com isso, sua estratégia de jogar fechado, para que não se revelem a sua fraqueza e as medidas antipopulares e antinacionais que está preparando.
Bolsonaro precisa do silêncio para que siga o enfeitiçamento de seus eleitores.
A hipnose só pode terminar depois da vitória eleitoral.
Quando for tarde demais.
Fonte: Tijolaço (www.tijolaco.com.br)

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Infraestrutura

Enquanto vizinhos mantêm rodovias em ótimas condições, o RN segue com a sua buraqueira

Diz o povo que quando se está a caminho da Paraíba ou do Ceará, saindo do Rio Grande do Norte, é possível identificar a transposição dos limites territoriais do Estado potiguar pela cor e pelas condições do asfalto. Se o trecho da estrada estiver em melhores condições, provavelmente o motorista já estará em terras paraibanas ou em terras cearenses.

De fato, as rodovias estaduais do Rio Grande do Norte continuam, em geral, de mal a pior em seus estados de conservação e condições de tráfego.

Um exemplo disso é a RN 078, que sai de Olho D´água do Borges, passa por Patu e vai até a divisa do Estado potiguar com a Paraíba, precisamente nos limites dos Municípios de Patu (no Rio Grande do Norte) e Catolé do Rocha (na Paraíba).

Entre Olho D´água do Borges e Patu a rodovia RN 078 apresenta buracos que se assemelham a crateras lunares.

Entre Patu e a divisa com a Paraíba, a RN 078 está se desmanchando, e provavelmente em pouco tempo estará como já esteve num passado recente: ao invés do asfalto, terá apenas o aspecto de uma estrada vicinal.

No lado paraibano, que é a PB 235, rodovia que vai da divisa do RN em direção ao sertão paraibano, passando por Catolé do Rocha, bastaram surgir uns poucos buracos no trecho entre Patu e Catolé do Rocha para que o Governo da Paraíba passasse a fazer imediatamente o conserto da estrada.

Nesta semana, inclusive nesta terça-feira, 4 de setembro, máquinas e homens trabalhavam na tapagem de buracos da Rodovia PB 235, entre Patu e Catolé do Rocha.

Do lado norte-rio-grandense, na RN 078, adultos e crianças jogam areia nos buracos à espera de alguns trocados de real que algum motorista lhes dê. São, de modo enviesado, "postos de trabalho" criados pelo Governo do Rio Grande do Norte.

A buraqueira na RN 078, além de danificar os veículos automotores que por ela trafegam, aumentam o risco de assaltos a quem se arrisca por ela, principalmente no trecho entre Patu e Catolé do Rocha.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Direito e Cidadania

1ª Vara Criminal de Cajazeiras passa a aplicar remissão da pena pelo estudo de música

Os apenados da Comarca de Cajazeiras poderão reduzir suas condenações por meio do estudo de música, com as aulas de violão que serão ministradas na Penitenciária Regional Padrão. A remição da pena foi formalizada, nesta quarta-feira (4), com a edição da Portaria nº 04/2018, assinada pelo juiz substituto Francisco Thiago da Silva Rabelo, que responde pela 1ª Vara Criminal.

O magistrado explicou que em toda execução penal há o desafio de buscar saídas para reduzir a superlotação dos presídios sem que haja comprometimento do poder punitivo do Estado. “Por isso, a necessidade de se ampliar as alternativas para concretização da ressocialização, incentivando o apenado, a fim de afastá-lo da prática de novos delitos, além de proporcionar condições para sua integração social”, analisou Thiago Rabelo.

Também foi considerada, para a expedição da Portaria, a Recomendação nº 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, que fundamenta a ampliação das possibilidades de remição da pena mesmo nos casos de atividades educacionais e profissionais não previstas expressamente na lei.

A iniciativa, inédita no Sertão da Paraíba, acontece em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, Secretaria de Cultura do Município de Cajazeiras, Polícia Militar, Diretoria da Penitenciária Regional Padrão e Ministério Público estadual. Foram arrecadados 15 violões e a articulação está focada na disponibilização de um professor para ministrar as lições semanalmente. “Todos estão se empenhando para viabilizar as aulas até o final do mês”, revelou o magistrado.

Inicialmente com aulas de violão, a Portaria já prevê a possibilidade de ampliação para outros tipos de instrumentos musicais, dependendo de professores com conhecimentos específicos. “Também queremos ampliar o projeto para o presídio feminino, que só não receberá agora, porque não tem uma sala disponível”, informou Thiago Rabelo.

A remição será aplicada nos mesmos moldes da remição pelo estudo, constante no artigo 126 da Lei de Execuções Penais, com redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011. Ou seja, um dia de pena é reduzida a cada 12 horas de frequência, divididas, no mínimo, em três dias. De acordo com o magistrado, será possível, ainda, acumular esta remição com as demais em vigência no âmbito da Execução Penal de Cajazeiras, desde que haja a devida compatibilidade de carga horária.

Por Gabriella Guedes

Fonte: www.tjpb.jus.br

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Upanema

TRE assegura mandatos de prefeito e vice-prefeito
O prefeito de Upanema, Luiz Jairo (PR), obteve uma grande vitória no plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) nesta tarde de quinta-feira (14).
A corte eleitoral potiguar manteve a improcedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) 185-65 proposta pela coligação derrotada nas eleições municipais de 2016, formada por PP/PMDB/PT/PSD/PCdoB, onde era acusado de praticar conduta vedada no pleito eleitoral de 2016 .
A decisão favorável ao prefeito Luiz Jairo e ao vice-prefeito Anízio Júnior (PHS) foi unânime (6 a 0), ou seja, contou com os votos de todos os membros da corte eleitoral potiguar presentes na sessão.
Com informações do TRE/RN e Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Upanema.
Fonte: www.blogcarlossantos.com.br, do jornalista Carlos Santos.

Blog do Esmael

Dia 18 de junho, mobilização nacional em defesa da Petrobras
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sua base de sindicatos filiados estão convocando atos nacionais no dia 18 de junho, em todas unidades da Petrobras no país. A data é a mesma do prazo final para a seleção das empresas que se inscreveram como interessadas na privatização das refinarias anunciadas pela direção da Petrobrás, sob o comando do governo golpista.
No final de abril deste ano, a empresa abriu para a privatização dois blocos de ativos no refino, um no Nordeste com 2 refinarias (RLAM e Abreu e Lima), 770 km de oleodutos, 5 terminais e outro no Sul, outras 2 refinarias (REFAP e REPAR), 736 km de oleodutos e 7 terminais.
“Mesmo após fortes críticas em relação aos equívocos que cometeu em sua política de preços de derivados, redução das cargas processadas em suas refinarias, redução do número de trabalhadores e incentivo à importação de derivados, a empresa insiste em privatizar suas refinarias”, critica a FUP.
Fonte: www.esmaelmorais.com.br.

Balaio do Kotscho

Moro dá cavalo de pau na Lava Jato para proteger delatores
Na surdina, de uma só canetada, o juiz Sergio Moro deu um cavalo de pau na Lava Jato, no último dia 2 de abril, depois de a operação atingir seus principais objetivos.
Neste dia, recorrendo à legislação dos Estados Unidos, país que visita com frequência, Moro proibiu o uso de provas obtidas pela Lava Jato por outros órgãos de controle do Estado brasileiro para blindar delatores e empresas que colaboraram com a operação.
Em seu despacho, que é sigiloso, Moro determina: “É proibido o uso da prova colhida através da colaboração premiada contra o colaborador em processos civis e criminais”.
Cabe perguntar, sem ofender: por que o sigilo?
Foram atingidos pela decisão de Moro a AGU (Advocacia Geral da União), a CGU (Controladoria Geral da União), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Banco central, a Receita Federal e o TCU (Tribunal de contas da União).
Alegando que não há jurisprudência sobre o tema no Brasil, o juiz foi além do que a legislação americana permite, como relatam os repórteres Daniela Lima e Ricardo Balthazar, na Folha:
“Moro proibiu o uso não só de provas fornecidas pelos colaboradores, mas também de informações obtidas por outros meios, mas que poderiam implicar os delatores”.
As delações dos “colaboradores”, como todos sabem, foram o principal instrumento utilizado nas denúncias dos procuradores federais e nas sentenças proferidas pelo juiz, em seguida confirmadas pelo TRF-4.
Boa parte das condenações na Lava Jato foi baseada unicamente em provas trazidas aos autos por estas delações.
Agora, com a blindagem garantida, empreiteiras como Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa, que fecharam acordos com a Lava Jato ,não poderão ser importunadas por outros órgãos federais na área cível.
Só a AGU, que defende os interesses do governo federal nos tribunais, cobra das empreiteiras mais de R$ 40 bilhões por danos em contratos com a Petrobras.
As três empresas só aceitam pagar o que já haviam acordado com o Ministério Público, algo em torno de R$ 5,5 bilhões de reais, em multas e reparação de danos, uma pechincha.
Sempre fazendo tabelinha com os procuradores, a ponto de não se saber o papel de um e de outro nos processos, Moro atendeu a um pedido do Ministério Público Federal preocupado em “evitar a insegurança jurídica que desestimule novos colaboradores”.
Para Sergio Moro, “faz-se necessário proteger o colaborador ou a empresa leniente contra sansões excessivas de outros órgãos públicos, sob pena de desestimular a própria celebração desses acordos”.
Quem vai arbitrar o que são “sanções excessivas”? O próprio juiz de Curitiba ou o Supremo Tribunal Federal, que se mantem em obsequioso silêncio sobre o assunto?
Cada vez fica mais claro que a República de Curitiba tem vida independente e, uma vez alcançados seus principais objetivos, agora a tendência é esvaziar a própria operação, a exemplo do que se viu em outra decisão tomada por Moro na terça-feira.
Pela primeira vez, Moro abriu mão de um processo da Lava Jato, encaminhando os autos para outro juiz em Curitiba.
Por acaso, certamente, investiga-se neste processo atos de corrupção no setor de estradas do governo estadual do Paraná, também não por caso comandado pelo PSDB.
Entre outros motivos, Moro alegou uma “sobrecarga” de trabalho na 13ª Vara.
Só agora Moro descobriu que “o número de casos é elevado, bem como a complexidade de cada um, gerando natural dificuldade para processamento em tempo razoável”.
Talvez, se o juiz viajasse menos ao exterior para receber prêmios e homenagens, estas dificuldades pudessem ser superadas.
Delatores e donos de empreiteiras podem agora dormir mais tranquilos. O serviço já foi feito e a missão, cumprida.
Texto: Ricardo Kotscho, jornalista, escritor e blogueiro.
Fonte: www.balaiodokotscho.com.br

terça-feira, 1 de maio de 2018

Luto

Morre em Natal o professor Hédimo Jales

Messias Targino está de luto. Morreu em Natal, neste 1º de maio, um dos seus filhos mais ilustres, o professor Hédimo Jales.

Hédimo Jales se graduou inicialmente em agronomia, pela então Escola Superior de Agricultura de Mossoró - ESAM, hoje Universidade Federal Rural do Semi Árido - UFERSA. Mas desde cedo passou a lecionar Língua Portuguesa, Redação e Literatura Brasileira, em colégios e cursos preparatórios para o vestibular.

Como professor, Hédimo atuou em instituições de Mossoró e Natal, e também fora do Estado.

Um dos seus orgulhos, além da profissão e da família, era o seu lugar de origem, Messias Targino.

Muitas gerações de alunos do Rio Grande do Norte passaram pelas aulas do professor Hédimo, a quem os estudantes carinhosamente chamavam de "Capitão Caverna".

Seu corpo foi velado nesta terça-feira, 1º de maio, em Natal, e será velado nesta quarta-feira, 2, em Mossoró, onde será sepultado.

Prefeita emite Nota de Pesar

Expressando o sentimento do povo messiense, a prefeita Shirley Ferreira Targino emitiu uma Nota de Pesar pela morte do professor Hédimo Jales.

Segue o texto, na íntegra:

NOTA DE PESAR

Hoje fomos surpreendidos com a notícia da morte de HÉDIMO JALES, ocorrida em Natal, fato que nos trouxe profunda tristeza, sendo nosso dever nesse instante apresentarmos à sua família a nossa solidariedade e expressarmos todo o nosso pesar, o que fazemos em nome de todo o povo de Messias Targino.

HÉDIMO JALES atuou por décadas como professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira em diversas instituições de ensino do Rio Grande do Norte, principalmente em Mossoró e Natal. Também lecionou fora do Estado, sempre com a alegria e a competência que lhe marcaram.

Carinhosamente chamado por seus alunos de “CAPITÃO CARVENA”, o PROFESSOR HÉDIMO carregava consigo o orgulho de ser messiense. Dizia isso em salas de aula e volta e meia ele estava aqui, na sua terra, ao lado dos seus familiares e dos muitos amigos.

A convite, HÉDIMO JALES ministrou gratuitamente em Messias Targino aula preparatória para o ENEM, o que fez com o entusiasmo de sempre.

Como toda boa árvore gera bons frutos, hoje o seu filho, HÉDIMO JALES FILHO, presta relevantes serviços ao Município de Messias Targino como engenheiro civil.

Ao PROFESSOR HÉDIMO só temos a agradecer por ter sempre levado, aonde foi, o nome de Messias Targino, e também pelo enorme bem-querer que sempre demonstrou à sua terra e à sua gente.

Descanse em paz, Professor. Esperamos que Deus, em sua infinita bondade, receba-o de braços abertos. Em vida, continuamos sendo seus alunos.

Messias Targino-RN, 1º de maio de 2018.

FRANCISCA SHIRLEY FERREIRA TARGINO
Prefeita

Do Balaio do Kotscho

IBGE 2017: milhões de brasileiros voltam ao fogão a lenha e moram de favor
Com os moradores sem condições para comprar gás de cozinha, 1,2 milhão de domicílios brasileiros passaram a usar também lenha e carvão no ano passado.
E 6,7 milhões de pessoas, sem renda para pagar aluguel ou a prestação da casa própria, foram morar de favor em casas cedidas por parentes ou amigos.
Estes são os dados maior reveladores de como sobrevivem os brasileiros mais pobres atingidos pela crise econômica, que já deixou 13 milhões de desempregados, segundo pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira.
Com o país em marcha batida rumo ao passado e ao atraso, a pesquisa Características Gerais de Domicílios e dos Moradores 2017 mostra que 12,3 milhões de casas ainda usavam fogões a lenha para cozinhar, um crescimento de 11% em relação a 2016, no ano em que o preço do gás de cozinha bateu recordes históricos.
Entre junho de 2017, quando a Petrobras mudou sua política de preços, e o final do ano, houve um aumento de 67,8% nos preços.
Como nada indica que essa política vá mudar tão cedo, deverá crescer, em consequência, o desmatamento para alimentar os fogões, e a poluição do ar nas periferias das cidades.
Com mais gente morando nas casas, pode-se imaginar a qualidade de vida dessas pessoas respirando fumaça, enquanto a televisão mostra os comerciais do Brasil Maravilha criado pela “Ponte para o Futuro” de Michel Temer, sob o lema “Ordem e Progresso” da propaganda oficial.
De um ano para outro, caiu 4,5% o número de domicílios onde o morador é proprietário, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C).
Neste contingente se inclui a legião de brasileiros que conseguiu comprar a casa própria, mas já não tem mais condições de pagar as prestações.
Enquanto na média do Brasil a renda domiciliar per capita subiu de R$ 1226, em 2016, para R$ 1268, no ano passado, pouco acima do salário mínimo, no Estado de São Paulo, o mais rico do país, esta renda caiu de R$ 1723 para R$ 1712.
Estamos ao mesmo tempo ficando mais pobres e mais velhos, segundo a pesquisa do IBGE.
De 2012 a 2017, a população de idosos cresceu a uma média de 1 milhão por ano.
Nos últimos cinco anos, o total de brasileiros com 60 anos ou mais subiu de 25,4 milhões para 30,2 milhões, uma alta de 18,8%, chegando a 14,6% da população brasileira.
Como o caro leitor já deve ter reparado, nenhuma destas questões levantadas pela pesquisa consta dos discursos e dos programas dos 20 pré-candidatos que já apareceram concorrendo à Presidência da República.
A seguir nesta batida, com o aumento contínuo nas tarifas de energia, em breve poderemos voltar a usar também velas e lampiões de gás.
No Brasil de 2018, tudo pode sempre piorar ainda mais, dirão os menos pessimistas. Ainda não vimos tudo.
Vida que segue (para trás).
Fonte: www.balaiodokotscho.com.br