domingo, 19 de junho de 2016

Política nacional

Um cidadão duplo

Por Janio de Freitas
 
A esquecida ou ignorada cidadania italiana de Eduardo Cosentino da Cunha, brasileiro descendente de imigrantes de Castellucio Inferiore, passa a ter uma importância judicial não prevista, contra uma utilidade previsível por seu detentor. É o primeiro efeito da iminente decisão do ministro Teori Zavascki sobre as restrições à liberdade de Cunha, da prisão à tornozeleira eletrônica, a pedido do procurador-geral Rodrigo Janot.
 
Em princípio, amanhã começa o prazo de cinco dias dado pelo ministro para apresentação de defesa por Eduardo Cunha. Na Câmara, seu tempo disponível para manobras é ainda razoável. Mas no Supremo Tribunal Federal, entre sua defesa e a decisão sobre o pedido de Janot, é questão de dias. E, como o pedido incluiu a "apreensão do passaporte", mesmo se referindo apenas ao brasileiro, isso indica, é claro, preocupação com possibilidade de fuga. Para a qual, a ocorrer, o uso provável seria o do documento italiano, não do brasileiro. Mas não consta indício de intenção fugitiva de Cunha, a não ser o estreitamento do círculo que o ameaça.
 
Ao contrariar, por insuficiência de motivação, as prisões de José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá, o ministro Zavascki expôs um conceito quase como um recado: "A prisão preventiva representa simplesmente uma antecipação da pena, o que tem merecido censura pela jurisprudência desta Suprema Corte, sobretudo porque antecipa a pena para acusado que sequer exerceu o seu direito constitucional de se defender". Daí, além da lembrança a certos praticantes de prisão como prioridade, o novo prazo dado à defesa de Eduardo Cunha.
 
A dupla cidadania é uma condição que Eduardo Cunha sempre evitou mencionar. Compreende-se. Apesar de suas sucessivas façanhas, é uma figura pouco desvendada. Quando se lançou candidato à presidência da Câmara e publiquei, aqui mesmo, o problema e os riscos que sua eleição traria, muitos me fizeram perguntas porque o ignoravam de todo. O jornal mesmo não se interessou pela importância do tema. E pode-se supor que não tem sido muito diferente com a Lava Jato. Como uma das pessoas mais informadas há muitos anos e ainda hoje, para isso valendo-se de qualquer meio, não será surpreendente que Eduardo Cunha saiba mais sobre cada integrante da Lava Jato do que os integrantes, somados, saibam dele.
 
Corroboram tal hipótese uma suposição e uma constatação. A primeira: seria estranhável que Eduardo Cunha, dispondo de segunda cidadania pouco ou nada conhecida, não a utilizasse para artifícios em operações financeiras no exterior. A outra: não consta ação alguma da Lava Jato direcionada para a verificação de contas, investimentos e transações por meio da cidadania italiana de Eduardo Cunha. Bem, não consta nem sequer menção da Lava Jato à segunda cidadania. Se não houve quem dela falasse em troca de benefícios, lá ela inexiste. O que é ainda mais exótico por outro motivo.
 
A batida na moradia de Eduardo Cunha esmiuçou até as peças de roupa dele e de sua mulher nos armários, como provou o papel recolhido em bolso, sobre um deputado. Outro achado foi uma cópia parcial de passaporte italiano do deputado. Indicação suficiente para muita investigação posterior. Disso, porém, não há notícia. O cidadão italiano tem a paz que o cidadão brasileiro perdeu.

Fonte: www.jornalggn.com.br

Opinião

Dunga, apenas um dos culpados

Um novo vexame foi protagonizado pela seleção brasileira de futebol, que foi desclassificada na fase de grupos da Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos da América.

Ainda na fase de grupos do torneio, o Brasil empatou sem gols com o Equador (embora tenha sofrido um gol legal, anulado pela arbitragem), iludiu-se com uma vitória por sete a um contra a inexpressiva seleção do Haiti e perdeu de um a zero para o frágil selecionado do Peru.

Há décadas o Brasil nem perdia para o Peru nem era eliminado na fase de grupos de uma Copa América, realizada em 2016 em edição extraordinária em razão do  aniversário de cem anos da Confederação Sul-Americana de Futebol – Conmebol.

A eliminação precoce do mais importante torneio de futebol da América fez cair o enfadonho técnico Dunga do comando do escrete canarinho, caindo com ele toda a sua equipe de trabalho, inclusive Gilmar Rinaldi, que deixou de ser o coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol – CBF.

Dunga, certamente, pode ser apontado como o principal culpado por mais esse fracasso brasileiro dentro das quatro linhas. Nunca deu padrão de jogo ao time, deixou de fora dele jogadores de maior habilidade técnica (como o lateral esquerdo Marcelo, do Real Madrid, por exemplo), não fazia em jogo oficial as tempestivas e necessárias substituições quando a equipe jogava mal, parecia não ter comando absoluto sobre os jogadores, somente vencia amistosos contra adversários fracos e raramente vencia jogos oficiais, deixou o Brasil no sexto lugar de classificação das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Enfim, como técnico de futebol ainda é uma lástima.

No entanto, Dunga não pode ser apontado como o único culpado por esse desastroso enredo da seleção brasileira. Há mais pessoas e instituições com induvidosa culpa por tudo isso, e talvez até mais grave do que o raivoso Dunga.

O erro para que o nosso futebol tenha caído em descrédito mundo afora vem de longe. Começa fora do campo.

Primeiramente, há de se ter em mente que a Confederação Brasileira de Futebol  - CBF é um clube fechado de um grupo que manda e desmanda há décadas, desde os tempos em que ela era a Confederação Brasileira do Desporto – CBD.

Responsável por gerir o futebol brasileiro e a nossa seleção, a CBF vive envolta numa cortina de ferro, somente vazada quando por outros meios se tem notícia dos escândalos de corrupção que marcam a entidade. Isso é tão sério que um ex-presidente da entidade foi preso pela Polícia na Suíça, juntamente com outros cartolas do futebol mundial, e o seu atual presidente nem viaja ao exterior, por medo de também ser preso, porque também é citado em escândalos de corrupção que envolvem não apenas a CBF, mas também a própria Federação Internacional de Futebol Associação – FIFA.

Essa estrutura arcaica, conservadora e nada transparente da CBF é a mesma das Federações estaduais internas que lhe dão corpo, comandadas por grupos tradicionais, formados por pessoas que, na sua quase totalidade, nunca jogaram uma partida de futebol na vida, mas que não largam o osso de forma alguma.

São os dirigentes dessas Federações estaduais que elegem os diretores da CBF, e nesse convívio de troca de interesses, o que mais interessa são o poder pelo poder, o lucro das competições e a manutenção de tudo exatamente como está hoje. Futebol de qualidade, isso não interessa nem à CBF nem às suas filiadas Federações estaduais.

Os clubes de futebol também são culpados por nosso momento ruim no maior esporte do País. Eles são filiados às Federações estaduais e nunca se rebelaram contra estas, exceto um caso aqui e outro acolá ao longo de décadas. São os representantes dos clubes que elegem os dirigentes das Federações, que por sua vez elegem os dirigentes da CBF.

Os clubes não se entendem nem entre si, pois às vezes seus dirigentes – muitos extremamente amadores – agem como torcedores e deixam que a rivalidade do campo – própria das torcidas – motive suas decisões, que deveriam ter como escopo principal o bem do futebol brasileiro, pois, melhorando este, todos sairão ganhando.

Além disso, os clubes de futebol do Brasil são, em regra, mal gerenciados, mais das vezes dirigidos por políticos que querem apenas promoção para suas carreiras, outras vezes comandados por pessoas que não têm a mínima noção de administração de uma entidade, outras vezes conduzidos por quem realmente só quer tirar proveito da situação.

Com raríssimas exceções, os clubes de futebol brasileiro atrasam o pagamento de salário de seus atletas e funcionários, têm dívidas com o INSS e a com Receita Federal e não cumprem várias outras obrigações.

Na ânsia de mostrarem resultados imediatos às suas exigentes torcidas, fazem verdadeiras loucuras financeiras, contratando jogadores já rodados mundo afora por valores astronômicos, absolutamente fora da realidade desses clubes.

Vejamos o caso exemplificativo do Botafogo, que se afundou em dívidas após pagar por um ano salários mensais de cerca de setecentos mil reais ao holandês Clarence Seedorf, e que desde então não dispõe de recursos para montar um time competitivo.

Outros exemplos atuais mostram o desperdício de dinheiro que se paga a alguns medalhões do futebol, que nem produzem mais tanto assim dentro de campo. São salários mensais de quinhentos mil reais, setecentos mil reais, e por aí segue.

Nos clubes, também não se tem uma continuidade de trabalho. Os treinadores são mudados a cada sequência de maus resultados e os times são diferentes a cada temporada. Não dá nem tempo de a torcida se acostumar com um plantel, e no ano seguinte já se tem outro.

Outro culpado pelo fracasso do nosso futebol e da nossa seleção é o calendário anual elaborado pela CBF juntamente com as Federações e, de certa forma, com a cumplicidade silenciosa dos clubes. Como sempre se tem em andamento várias competições oficiais, aqui se joga invariavelmente duas vezes por semana, muitas vezes havendo a necessidade de grandes deslocamentos num País que tem dimensões continentais.

O mesmo calendário privilegia alguns clubes, dando-lhe a oportunidade de jogar o ano inteiro, em detrimento de uma enorme maioria, que só tem compromissos oficiais em praticamente metade do ano.

Esse calendário, de certa forma, também é imposto pela televisão que compra os direitos de transmissão das partidas de futebol, principalmente a Rede Globo de Televisão, que induvidosamente dita as regras do nosso calendário de futebol.

Para atendimento às exigências da Rede Globo, estádios ficam vazios em jogos realizados perto das dez horas da noite das quartas-feiras, porque a torcida, composta em sua imensa maioria por trabalhadores mais simples que acordam cedo para trabalhar – excetuando-se aí os bandidos que compõem as organizadas -, não tem como fazer deslocamentos de meia hora ou uma hora, ou até mais, para ir de casa ao estádio em plena quarta-feira à noite, para depois chegar em casa já na quinta-feira de madrugada para logo depois ter que sair para trabalhar.

Estádios vazios significa prejuízo aos clubes, o que contribui para o estado de insolvência de todos eles.

Os culpados pelo fracasso do nosso futebol não estão apenas fora das quatro linhas, no campo burocrático. Dentro de campo ou à beira dele também temos fatos e situações que nos ajudam a compreender o porquê de  o nosso selecionado nacional ter se tornado um grande fracasso.

Nossos treinadores ou técnicos de futebol, chamados pelos atletas de professores, não seguem os exemplos dos professores da sala de aula e não se reciclam. Acham que, por serem técnicos do futebol brasileiro, não precisam mais renovarem suas lições e seu pensamento sobre o futebol.

Pedantes, nossos técnicos de futebol assistem aos vizinhos treinadores argentinos se consolidarem como grandes treinadores mundo afora. Na última Copa América realizada no Chile, em 2015, das oito seleções classificadas às quartas-de-final, cinco tinham argentinos em seus comandos. Na Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos da América, os argentinos também se fizeram presentes em grande número no comando de seleções de países diversos, além do seu, logicamente.

Na Europa, até o ex-volante argentino Simeone, de estilo retranqueiro, tem conseguido sucesso dirigindo o Atlético de Madrid. Tem levado este clube relativamente pequeno da Europa – se comparado aos grandes nomes – a posições importantíssimas, tendo inclusive participado recentemente de duas finais da Liga dos Campeões da Europa, certamente o mais importante torneio de futebol de clubes do Velho Continente.

Levados pelas cifras surreais do futebol chinês, nossos treinadores foram trabalhar no continente asiático, num País em que o futebol ainda está longe de ser praticado num nível ao menos razoável. O homem do sete a um para a Alemanha, Luiz Felipe Scolari, o multi-campeão brasileiro Wanderley Luxemburgo e o também destacado Mano Menezes foram dirigir clubes chineses. O detalhe importante é que os três já dirigiram a seleção brasileira de futebol.

Mas, como resultado do nosso fracasso técnico no futebol, ao menos dois deles já foram mandados embora pelos chineses, no caso Mano Menezes e o “pofessor” (assim mesmo, como ele fala) Wanderley Luxemburgo, que dirigia um time da segunda divisão do futebol chinês.

Isso significa dizer que o nível técnico dos treinadores brasileiros está tão ruim que nem a China quer mais.

Ainda como causa do nosso fraco desempenho nas quatro linhas temos a falta de investimentos e de aperfeiçoamento das nossas categorias de base. Nossos clubes já não formam tantos talentos. As estruturas físicas dos clubes são precárias para os jogadores da base. O nível técnico, de seu turno, também fica a desejar, pois muitas vezes vemos jogadores recém-saídos da base que não sabem executar fundamentos simples do futebol, não havendo mais tempo para um aprendizado consistente depois que eles se tornam profissionais.

Juntando a falta de investimentos na base com a crise financeira dos clubes e a desorganização destes, nos últimos anos o que temos assistido é uma revoada de jogadores brasileiros para o exterior sem mesmo passarem pelos times profissionais de seus clubes.

Esses atletas são vendidos antes de atingirem a maioridade civil e, tão logo completam dezoito anos vão embora para começarem as suas carreiras profissionais fora do Brasil. E então são moldados a jogarem um futebol diferente, que não é o nosso. Quando são convocados para a seleção brasileira, são brasileiros apenas em razão do nascimento nesse torrão, mas não jogam como jogavam nossos brasileiros de outrora.

Até o final dos anos oitenta e início dos anos noventa do século passado, nossos atletas do futebol somente eram vendidos para a Europa e para outros continentes depois dos vinte e tantos anos, quando já haviam passado pelas equipes profissionais de seus clubes e quando já haviam dado a estes muitas alegrias, com vitórias e títulos. Agora, porém, a força do capital estrangeiro compra nossos atletas ainda na base. Por sinal, muitos brasileiros dentre os que jogam lá foram são até desconhecidos do povo brasileiro que gosta de futebol.

A maioria desses jogadores emigrantes tem como destino a Europa, que tem um futebol muito competitivo. Outra parcela importante, porém, vai jogar na China, nos Emirados Árabes e noutros mercados onde o futebol ainda principia e não tem qualquer competitividade. O pior é que, mesmo assim, muitos dos jogadores que atuam nesses mercados periféricos são convocados para vestir a camisa da seleção brasileira, onde o nível técnico exigido deve sempre ser o maior possível. Vêm por indicação de quem?

Por outro lado, se antes éramos respeitados por nosso estilo próprio de futebol, de muita arte, muito talento e muita ofensividade, atualmente nossos técnicos fazem questão de querer copiar o estilo lá de fora.

Houve uma inversão de valores, e há quem, noutras terras, queira aplicar um estilo de jogo que antes nós víamos por aqui. Tomemos como exemplo Josep Guardiola, ou Pep Guardiola, espanhol que fez sucesso como jogador e que agora brilha como técnico de futebol. Várias vezes campeão como técnico do Barcelona, da Espanha, e do Bayern de Munique, da Alemanha, ele agora irá dirigir o Manchester City, da Inglaterra.

Às suas equipes, Pep Guardiola, que se rende em elogios ao futebol que o Brasil jogava em décadas passadas, do século passado, aplica esquemas táticos e estilos de jogo nada convencionais, sempre inovadores, mas com muito talento, com muita variedade de jogadas e principalmente com muita ofensividade. Foi assim no Barcelona, foi assim no Bayern e provavelmente será assim no City.

Se é verdade que Pep Guardiola muito se inspirou no estilo de jogo implantado por Johan Cruyff, jogador que comandou o famoso Carrossel Holandês nos anos 70 do século passado e que também foi vitorioso como treinador do Barcelona, também é verdade que ele se utiliza de lições do futebol brasileiro do século passado. Essa sua admiração pelo futebol brasileiro de antigamente já foi declarada publicamente por Guardiola em várias entrevistas.

Enfim, perdemos a identidade no futebol. Nosso selecionado nacional é um bando de jogadores desarrumados em campo sem qualquer brilho, sem qualquer vontade, sem qualquer comando, sem qualquer referência. Estão ali só por estarem, e nem fazem muita questão por isso.

Nossos jogadores estão mais preocupados com as fortunas que lhes pagam os clubes lá de fora, e até mesmo com a imagem de cada um, e menos preocupados – ou com nenhuma preocupação – com a seleção brasileira. Já não existe aquele entusiasmo ou aquele orgulho de ser chamado a vestir a camisa amarelinha.

Riquinhos de vida feita, nossos atletas do futebol que são chamados à seleção nacional desconhecem o que um dia foi o futebol brasileiro. Carregam dentro de campo muito estilo nos cabelos, muitas tatuagens – nada contra quem as usa -, muita pose, chuteiras coloridas, porém pouco futebol, ou pelo menos pouca vontade de demonstrarem um bom futebol.

Nosso maior nome na atualidade, Neymar Júnior, tem muita bossa, arrogância, vaidade excessiva e pouco futebol pela seleção brasileira. É um craque, sem dúvidas, mas seus maiores e melhores atributos de jogador estão apenas a serviço do Barcelona, onde ganha tubos de dinheiro e para quem parece sempre se preservar.

Na verdade, parecem existir dois Neymar: um do Barcelona, autor de lances e jogadas incríveis, jogador solidário na marcação e taticamente comprometido; e outro da seleção, que aparece só para ostentar para o mundo a sua condição de melhor jogador do Brasil e, sempre que lhe deixam à vontade, para falar asneiras e coisas sem nexo.

Neymar não faz nem tanta questão de jogar pela seleção brasileira. Na Copa América do Chile, em 2015, fez de tudo para ser expulso e assim ficar de fora da competição, pois vinha de final de temporada na Europa e desejava aproveitar as suas férias. Que se danasse a seleção nacional.

Noutros jogos oficiais, Neymar toma cartão com facilidade, até ser suspenso ao menos por um jogo, para mais uma folga. Agora, na Copa América Centenário, não fez qualquer gestão junto ao Barcelona para que fosse liberado pelo clube catalão para participar do torneio.

Em suma, para Neymar, tanto faz como tanto fez estar ou não jogando pelo Brasil.

Enquanto isso, uma mídia alucinada, à procura de um ícone, brada aos quatro cantos que Neymar é o cara, que será o próximo ganhador do prêmio Bola de Ouro da FIFA, que é um talento excepcional, etc. etc. etc. E isso faz desbordar o ego do jogador, ainda rotulado por alguns de “menino”, quando já não o é há muito tempo.

Pretenso intocável – a ideia de intocabilidade pessoal é própria dos arrogantes -, Neymar quis estender essa “imunidade” aos seus colegas de seleção brasileira. Após a eliminação vergonhosa na Copa América Centenário, chamou de babacas jornalistas, cronistas esportivos e os brasileiros que emitissem críticas ao grupo de jogadores que foi eliminado nos Estados Unidos da América. Ainda bem que o craque Rivelino respondeu à altura: “Neymar, o babaca é você”.

Esses jogadores atuais do Brasil devem olhar para o passado, mais distante e mais próximo, para compreenderem que o selecionado nacional precisa de jogadores com a garra e o empenho de Pelé, Garrincha, Marinho Chagas, Rivelino, Sócrates, Zico, Falcão, Romário, Bebeto, Ronaldo Gaúcho, Ronaldo Nazário, Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos e outros, para poderem jogar pelo escrete canarinho.

Se nem todos terão o talento dos craques do passado, e jamais terão o talento de Pelé e Garrincha, que pelo menos se doem à seleção brasileira como aqueles fizeram. Não raramente, jogadores como Romário e Ronaldo Nazário andavam em baixa em seus clubes mas jogavam muitíssimo bem quando estavam na seleção nacional. Isso já faz a diferença.

Como se vê, o erro pelos últimos fracassos da seleção brasileira de futebol não foi só de Dunga. Muitos erraram, inclusive a CBF errou duas vezes quando primeiro ofereceu o maior cargo do futebol brasileiro para que ele, Dunga, tentasse aprender ali o ofício de treinador, dando mais uma oportunidade quatro anos depois para que ele, Dunga, continuasse seu “estágio” de técnico de futebol justamente à frente da seleção.

Dunga também errou, duas vezes, ao aceitar um encargo para o qual não estava preparado.

A CBF também errou ao nomear Gilmar Rinaldi no cargo de coordenador de seleções. Gilmar, depois que deixou de ser jogador, passou a agenciar jogadores, ganhando muito dinheiro como empresário de atletas. A sua nomeação para o cargo não foi bem vista por ninguém em sã consciência. Foi ato no mínimo imprudente, para não se dizer outras coisas.

Para que o Brasil volte a ter um futebol de alto nível, respeitado, muito precisa ser feito. A nomeação de Tite para o cargo de técnico da seleção é apenas um ponto benéfico dentro do que precisa ser mudado. Mas ela anda longe de ser a solução para os muitos problemas do nosso futebol e do futebol da nossa seleção.

Embora nossos clubes não tenham nem onde treinar, por não terem centros de treinamento em sua maioria, hoje temos uma estrutura de estádios de causar inveja. Mas estádios modernos não ganham jogos. O Chile não os tem, mas anda jogando um futebol de alto nível, sendo inclusive o campeão da Copa América de 2015 e o representante da América do Sul na Copa das Confederações de 2017, que acontecerá na Rússia.

Infelizmente, a mais eficaz das medidas para que se possa melhorar o futebol brasileiro não acontecerá, pois, para que tenhamos empenho nas quatro linhas, precisaríamos ter moralidade absoluta fora dela. Mas isso exige a saída imediata de todos os cartolas da CBF e das Federações estaduais, todos envolto numa grande nuvem de escândalos e de manutenção do poder a qualquer custo. Isso não acontecerá!

Sem essa limpeza geral dentro dos postos de quem comanda nosso futebol, continuaremos com paliativos para a melhora dele, e já será um lucro enorme se a seleção nacional conseguir uma vaga para a Copa do Mundo que acontecerá na Rússia em 2018.

Ah, mas não somos uma vergonha no futebol mundial sozinhos. Nesta Copa América Centenário, o Chile derrotou o México por sete a zero nas quartas de final. Dois pontos, porém, merecem destaque: o técnico da equipe, Juan Carlos Osorio, assumiu de pronto a responsabilidade pelo fracasso e não ficou com evasivas; e, diferentemente do México, que nunca ganhou uma Copa do Mundo e sequer foi a todas elas, o Brasil é pentacampeão mundial e é o único país a participar de todas as Copas do Mundo de futebol.

Alcimar Antônio de Souza

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Do Blog A Folha Patuense

Delação de Sérgio Machado Cita em Cheio Políticos Tradicionais do Rio Grande do Norte.




O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, um dos delatores da Operação Lava Jato, fechou acordo de delação premiada e citou cinco políticos do Rio Grande do Norte na lista de doações: Henrique Alves (PMDB), Garibaldi Alves Filho (PMDB), Walter Alves (PMDB), José Agripino Maia (DEM) e Felipe Maia (DEM).

Fonte: www.aluisiodutra.blogspot.com.br

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Anarriê...

Nordeste homenageia santos de junho

Começou o mês mais festivo do País, especialmente para o seu Nordeste, onde Santo Antônio, São João Batista e São Pedro são festejados com mais ênfase.

Na região, são muitos os Municípios que têm como padroeiro algum desses santos. No Rio Grande do Norte, por exemplo, Antonio Martins e Rafael Godeiro fazem a festa religiosa de Santo Antonio, enquanto Assu festeja seu padroeiro São João.

Mas, mesmo nos Municípios nordestinos que não têm algum desses santos por padroeiro, a festa junina também acontece.

Alguns Municípios, aliás, transformam-se em grandes arraiás, com festas populares que se estendem por dias e até semanas seguidas.

No Nordeste como um todo, Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, duelam para serem reconhecidas como a capital do forró.

Correndo por fora, no Rio Grande do Norte, Assu, com seu tradicional São João, e Mossoró, com o Mossoró Cidade Junina, também promovem grandes eventos juninos.

Desde sempre, fogueiras nos dias de cada santo, comidas típicas e muito forró animam os festejos de junho.

Mas, de uns tempos para cá, o forró propriamente dito tem perdido espaço para gêneros musicais que lhe roubam o nome mas que são qualquer outro estilo musical diferente de forró. 

Aliás, não se compreende o porquê de, em plenas festas populares de junho, artistas rotulados de sertanejos universitários e até bandas como Grafith serem convidados para se apresentarem nesses eventos.

De resto, vale buscar manter a tradição, mesmo que a "modernidade" insista em destrui-la.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Telefonia móvel

Usuários captam sinal da Claro em Municípios onde não há torre da operadora

Na imensa maioria dos Municípios do interior do Rio Grande do Norte somente a operadora Tim oferece o serviço de telefonia móvel. Em algumas poucas cidades interioranas, de maior população, outras operadoras de telefonia celular também atuam.

No Oeste potiguar, a Tim só tem a companhia de outras operadoras em pouquíssimos Municípios, como ocorre, por exemplo, em Mossoró, Tibau, Areia Branca, Apodi, Baraúna, Caraúbas, Umarizal, Pau dos Ferros e Martins.

Paraú, Triunfo Potiguar, Upanema, Campo Grande, Janduís, Messias Targino, Patu, Rafael Godeiro, Olho D´água do Borges, Almino Afonso, Lucrécia, Frutuoso Gomes e Governador Dix-Sept Rosado são exemplos de Municípios do Oeste potiguar onde somente a Tim oferece o serviço de telefonia móvel, e mesmo assim com muita precaridade, pois a qualidade do serviço geralmente deixa a desejar.

Mas, nesses últimos dias, o sinal da Claro deu o ar da graça e pode ser captado em alguns Municípios onde somente a Tim vinha operando até então em matéria de telefonia móvel. Em Patu e Almino Afonso, por exemplo, ligações telefônicas puderam ser feitas e recebidas através do sinal da Claro.

Um leitor do blog de Janduís também disse ter captado o sinal da Claro por lá.

Na região, é comum que usuários de telefonia celular tenham chips da Tim e de outras operadores, neste caso para uso nos deslocamentos até centros urbanos onde o serviço é oferecido por várias empresas do ramo.

Não se sabe até quando, mas é provável que o sinal da operadora Claro logo deixe de ser captado nesses Municípios onde ela não tem torres de transmissão, não sabendo o leigo em tecnologia à qual fator se deve essa situação excepcional.

sábado, 21 de maio de 2016

Do Blog CG na Mídia

Alternativo de Messias Targino é assaltado na BR-110 entre Upanema e Mossoró


Na manhã deste sábado, 21/05, por volta das 06:00hs, um alternativo da cidade de Messias Targino foi assaltado na BR-110, entre as cidades de Upanema e Mossoró/RN. 

De acordo com as informações, o motorista que faz a linha de Messias Targino para Mossoró, trafegava normalmente na BR, quando nas proximidades do Assentamento 4S, um único bandido saiu dos matos e ficou na frente do veículo com uma espingarda tipo calibre 12. 

O bandido com a arma apontada, foi para o lado do motorista e anunciou o assalto, pedindo todos os pertences dos passageiros. No veículo só tinha três passageiros, mesmo assim, o bandido levou tudo. 

“O bandido muito agressivo, dizia, passe tudo que tiver com os passageiros”, contou o motorista a nossa reportagem.


Fonte: www.cgnamidia.com 

Janduís

Audiência pública discutirá situação da Comarca de Janduís

Não é segredo que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte - TJRN pretende desativar algumas Comarcas do interior do Estado. Duas delas, com maior certeza, são Janduís e São Rafael (clique aqui). O principal motivo para isso seria o pequeno número de processos em andamento na Comarca, o que estaria gerando uma despesa elevada dentro da relação custos-benefícios.

Se fosse desativada a Comarca de Janduís, o Município seria Termo Judiciário da Comarca de Campo Grande (que tem na sua área o Município-sede e os Municípios de Triunfo Potiguar e Paraú) ou da Comarca de Patu (que tem na sua área o Município-sede e o Município de Messias Targino).

Para a população de Janduís, o prejuízo seria muito grande.

Para tentar evitar que isso aconteça, autoridades de Janduís e da região, advogados da cidade e do Oeste e diversos segmentos sociais estão sendo convidados para uma audiência pública, que debaterá o assunto e ao final, permitirá que seja encaminhado ao Tribunal de Justiça uma carta de reivindicação para que Janduís não deixe de ser sede de Comarca.

A audiência, proposta por iniciativa do vereador Jozenildo Morais, foi aprovada pela Câmara Municipal de Janduís e acontecerá nesta quarta-feira, 25 de maio de 2016, às 9 horas, no Plenário do Fórum Municipal Desembargador Olavo Fernandes Maia, de Janduís.

Uma das propostas a serem levadas ao debate, para que se evite o fechamento da Comarca de Janduís, seria a transferência do Termo Judiciário de Messias Targino da Comarca de Patu para a Comarca de Janduís, o que elevaria o número de feitos judiciais em andamento na Comarca janduiense.

Município tem perdido instituições importantes

O Município de Janduís tem ficado sem instituições importantes ao longo dos últimos anos. Primeiro foi a Polícia Civil, que tinha no Município uma equipe com delegado, escrivão e agentes. Desativada essa equipe, os trabalhos de Polícia Judiciária no Município são realizados pela Sétima Delegacia Regional de Polícia Civil, com sede em Patu.

A Polícia Militar também é outra incógnita no Município. Em tempos existe, em tempos não existe efetivo da PM no Município, passando o trabalho da Polícia Militar, quando esta não tem efetivo no Destacamento Policial Militar de Janduís, a ser realizado por policiais militares lotados em Campo Grande. Essa gangorra, inclusive, foi amplamente noticiada pela imprensa, ora informando que não há efetivo policial militar na cidade (clique aqui), ora informando que o efetivo foi restabelecido (clique aqui).

Ainda recentemente, Janduís deixou de sediar a 58ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte, passando a integrar a 37ª Zona Eleitoral potiguar, sediada em Patu. A mudança aconteceu em razão de rezoneamento promovido pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ e pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE (clique aqui).

Se o Município de Janduís deixar de ser, também, sede de Comarca, não só o Poder Judiciário Estadual deixará de ter uma representação na cidade janduiense, mas também o Ministério Público do Rio Grande do Norte, vez que, se for desativada a Comarca, provavelmente a Promotoria de Justiça de Janduís igualmente será fechada, pois não há muito sentido na existência de uma Promotoria de Justiça sem que exista uma Comarca na sua área de atuação.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Baraúna

Advogados promovem Seminário de Direito Eleitoral



Imagem: Divulgação


No próximo dia 3 de junho de 2016, a partir das 15 horas, acontecerá em Baraúna, no Oeste do Rio Grande do Norte, um Seminário de Direito Eleitoral, promovido pelos advogados Fábio Moura, Anax Bezerra e Fábio Moura Júnior.

O evento ocorrerá na sede da Câmara Municipal baraunense e terá como palestrantes Herval Sampaio Júnior e Márcio Oliveira. O primeiro é juiz de Direito da Comarca de Mossoró, ex-juiz eleitoral e escritor. O segundo é servidor da Justiça Eleitoral e especialista em Direito Eleitoral.

Na ocasião, serão abordados diversos temas, assim relacionados: "As campanhas municipais e a democracia brasileira", "Convenções partidárias", "Registro de Candidatura", "Captação lícita do voto", "Propaganda eleitoral", "Prestação de contas", "Financiamento de campanha", "Arrecadação de recursos", "Gastos de campanha", "Abuso de poder econômico e político" e "Crimes eleitorais".

O evento será ministrado das 15 às 18 horas e das 18 horas e 30 minutos às 21 horas, e tem como público alvo advogados, estudantes e operadores do Direito, agentes políticos, gestores públicos, partidos políticos e educadores.

Para participar, o interessado deverá levar dois quilos de alimentos não perecíveis. Depois do evento, os alimentos arrecadados serão doados a uma instituição sem fins lucrativos do Município de Baraúna.

Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 84-3321-6721.

Um dos promotores do evento, o advogado Fábio Moura é ex-vereador do Município de Baraúna, tendo exercido a função de edil em dois mandatos.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

(In)segurança pública

Governo do Estado continua incompetente no enfrentamento do problema da falta de segurança

Definitivamente, a administração do governador Robinson Faria, do PSD, parece não ter competência para resolver o grave problema que é a falta de segurança pública no Estado do Rio Grande do Norte.

Na semana que passou, um casal de empresários foi alvo de uma poderosa quadrilha na cidade de Lucrécia, no Oeste do Estado, onde apenas um policial militar estava de serviço no Destacamento Policial Militar - DPM do Município.

Cercado no DPM por parte da quadrilha, o único policial de serviço naquele dia nada pode fazer ante o apelo da esposa do comerciante, que telefonava pedindo socorro. A essa altura, a outra parte da quadrilha tentava invadir a residência do casal, que está localizada num primeiro andar de um prédio cujo pavimento térreo abriga uma das casas de comércio do casal.

Tudo só não terminou em tragédia porque o comerciante resolveu se arriscar e, por conta própria, enfrentou o bando armado, que, surpreendido, resolveu empreender fuga.

No Pelotão Destacado da Polícia Militar de Almino Afonso, Município que é sede de Comarca, localizado também no Oeste potiguar, só existe serviço de internet porque os policiais ali lotados pagam por ele. O contrato junto à empresa que fornece o serviço está, inclusive, em nome, de um policial militar, que relatou ao Blog que não existe um computador do Estado na sede do Pelotão.

Na Companhia de Polícia Militar - CPM de Campo Grande, também na região Oeste norte-rio-grandense, dois ou no máximo três policiais militares ficam de serviço por dia, sendo também bastante reduzido o efetivo policial militar da Companhia de Polícia Militar de Caraúbas, outro Município oestano do Rio Grande do Norte.

Com empolgação, o governador Robinson diz publicamente que está investindo na segurança pública do Estado porque está realizando as promoções dos PM´s. Ora, ele está apenas cumprindo a lei, que manda o gestor realizar promoções de policiais quando estes preencherem seus requisitos, principalmente o de decurso de tempo mínimo necessário para cada promoção.

E vejam que no Rio Grande do Norte a maioria dos promovidos ao posto de Cabo PM, por exemplo, já deveria ter sido promovida à graduação de sargento PM.

Em todos os recantos do Estado, faltam efetivo, condições ideais de trabalho e meios para que funcione eficientemente o serviço de inteligência das Polícias Civil e Militar.

Novos secretários para a área não são solução para o problema

Dizendo, com outras palavras, que não confia nos oficiais da Polícia Militar e nos quadros da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o governador do Estado, Robinson Faria, foi buscar noutras terras pessoas para comandar as duas pastas que lidam diretamente com o problema da falta de segurança pública em solo potiguar.

Para a Secretaria de Estado da Defesa Social e Segurança Pública - SESED, o governador escolheu Ronaldo Lundgren, um general de Brigada do Éxército brasileiro que nasceu em Recife-PE e que se destacou em ações mundo afora, como na ocupação das forças de segurança no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (clique aqui).

Para a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania - SEJUC, que cuida do sistema penitenciário e de outras questões, Robinson apostou agora em Wálber Virgulino, um delegado de Polícia Civil do vizinho Estado da Paraíba, que já ganhou destaque nas redes sociais da internet por aparecer em uma foto dentro de um carro apontando uma arma para integrantes do Movimento dos Sem Terra - MST num protesto realizado em seu Estado de origem (clique aqui).

Os dois novos auxiliares do governo Robinson, cuja principal marca é a troca constante e quase permanente de auxiliares diretos em todas as áreas da Administração Pública Estadual, não poderão fazer muito em prol da segurança pública do Rio Grande do Norte.

O problema não são os nomes, pois a anterior titular da SESED, Kalina Leite, é, quase que à unanimidade dos críticos e analistas do assunto, profissional bastante competente, pois é delegada da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com notável atuação.

O problema é que nenhum secretário, ou da SESED ou da SEJUC, fará muito em prol da segurança pública do Estado se não houver vontade política do senhor governador e investimentos concretos e significativos nessa área de atuação do Poder Público.

No mais, quem vem de fora não conhece a triste realidade por que passam as instituições de segurança pública do Estado. Mas, se quiser conhecer, sugere-se aos novos secretários que comecem deixando o ambiente confortável dos gabinetes e ponham-se na estrada, visitando todas as unidades respectivas (da Polícia Militar, da Polícia Civil, do ITEP, etc.) e, juntamente com equipes dispostas a dar um algo a mais, poderão fazer um diagnóstico da situação real do Rio Grande do Norte em matéria de segurança pública.

Feito isso, dificilmente os novos secretários permanecerão nos cargos, pois verão que, sem vontade política, nada poderá mudar. Ou, então, acomodar-se-ão em meio ao glamour e às pompas que cercam um cargo tão importante como o de secretário de Estado.

O Governo estaria mantendo a velha prática de transferência a pedido?

Se não bastassem tantos problemas na área de segurança pública, o governo de Robinson Faria colabora para que eles aumentem.

Cite-se como exemplo o Município de Patu, onde existem uma Delegacia Regional e uma Delegacia Municipal de Policia Civil.

Pela Sétima Delegacia Regional de Polícia Civil - 7ª DRPC, localizada em Patu, responde o competente delegado Sandro Reges, que é também o titular de várias outras Delegacias de Polícia localizadas na circunscrição na 7ª DRPC.

Para a Delegacia Municipal de Polícia Civil de Patu o Estado designou há algum tempo o delegado Paulo Nilo, que também responde por outras Delegacias de Polícia Civil igualmente situadas na área de circunscrição da 7ª DRPC.

O que se diz pelas ruas é que, na semana passada, possivelmente atendendo a pedido de forças políticas que apoiaram Robinson Faria na campanha eleitoral de outubro de 2014, o Governo do Rio Grande do Norte transferiu o delegado Paulo Nilo de Patu, que voltaria a contar apenas com o delegado regional Sandro Reges.

Mas, independentemente do motivo da transferência inopinada, a reação foi imediata e logo no dia seguinte ao da transferência o delegado Paulo Nilo foi mantido à frente da Delegacia Municipal de Polícia Civil de Patu.

Não custa lembrar que a capitão PM Myria de Freitas Suassuna teria deixado o comando da Companhia de Polícia Militar - CPM de Patu já na atual gestão administrativa de Robinson Faria por semelhante razão, ou seja, para atendimento de pedido de natureza política, hipótese que foi amplamente divulgada pela mídia (clique aqui).

Se confirmadas essas suposições, constatar-se-ia que, em pleno século XXI, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte continua agindo como se fazia há décadas atrás.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Do Blog de Pôla Pinto

Mutirão leva documentos de graça para população de Messias Targino

Fruto de uma parceria firmada entre o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF) de Messias Targino e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através  da Delegacia Federal do MDA/RN, acontecerá  na terça-feira (10), no município de Messias Targino, o Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural.



Segundo Pôla Pinto presidente do SINTRAF, o mutirão vai acontecer na Escola Municipal Professor Júlio Benedito das 7:30 h às 17 h, onde estarão  sendo emitidos  de forma gratuita Carteira de identidade, 1ª e 2ª vias, Registros de Nascimento e Casamento  também  1ª e 2ª vias, CPF, Inscrição no INSS  e CCIR. Também  serão tiradas Fotografias 3 x 4 gratuita para as pessoas  que vão tirar  Identidade.

Pôla Pinto  disse  que a expectativa é que seja feitas mais de 600 atendimentos de emissão de documentos  durante o mutirão em Messias Targino. “Mais do que a emissão de documentos, é uma ação de cidadania  para nossa população”, destacou Pôla Pinto.

A Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores que também são parceiros do Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural, vão oferecer  vários tipos de prestação de serviços  como: emissão do Cartão do SUS, Cadastro Único  e ainda a entrega do Cartão do Programa do Leite entre outros serviços na área social.

O Delegado Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Estado do Rio Grande do Norte, Caramuru Paiva e toda equipe que vão atuar no mutirão serão  recepcionados  pelo  presidente do Sintraf Pôla Pinto, Prefeito Arthur Targino, Presidente da Câmara de Vereadores, vereador Zé de Zezinho e  demais autoridades do município.

Fonte: www.polapinto.blogspot.com.br.