quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Membro do PSB critica duramente Marina Silva

Marina Silva, a candidata da mudança, está em liquidação

 Por Gustavo Castañon*, no QTMD?

Há um sentimento de mudança no ar. Doze anos de governo do PT desgastaram o partido na opinião pública. É natural. As contradições inevitáveis do exercício do poder, a relação com um congresso fisiológico, os interesses contrariados, os acordos inerentes à democracia, os escândalos. É mesmo surpreendente que chegue ao cabo desse período ainda como o partido de um quarto dos brasileiros e tendo o voto de metade deles.

Nesse cenário, surge a candidatura de Marina Silva, que encarna, sem sombra de dúvidas, a mudança, como provarei com os links abaixo. A começar pela mudança do cenário eleitoral. Depois de um suspeito desastre de avião (que alguns acreditam se tratar de assassinato), Marina assumiu o lugar de Eduardo Campos como a candidata do PSB à presidência.

O compromisso de Marina com a mudança não é recente. Ele já se deixava sentir quando ela mudou de religião há poucos anos, abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus, que tem entre seus quadros Silas Malafaia e Marcos Feliciano, e acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus.

Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT por ter sido preterida na disputa interna do partido pela candidatura à presidência. Desde então ela iniciou um processo de mudança de crenças políticas que a tornou uma opção para os grandes meios de comunicação, os bancos e a classe média alta.

Primeiro mudou-se para o PV, ganhou apoio do Itaú, finalmente concorreu à presidência, perdeu, mas não desanimou. Tentou mudar o então partido assumindo-lhe o controle, mas como não conseguiu, mudou de novo e tentou criar a Rede. Também não conseguiu apoio suficiente para criar um novo partido,e então mudou-se, de novo, para o PSB.

A ecologista aproveitou a mudança e mudou-se para um apartamento em São Paulo, de um fazendeiro do DEM.

Num golpe de sorte, também mudou de ideia na última hora e não embarcou com Eduardo no jato que o matou. Logo depois da tragédia, Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão.

E a mudança não parou mais. Mudou o CNPJ da campanha para não ser responsabilizada pelas irregularidades do jato fantasma de sua campanha nem indenizar as famílias atingidas pela tragédia. A pacifista mudou seu compromisso da “Rede” que proibia os candidatos pela legenda de receber doações de indústrias de agrotóxicos, de armas e de bebidas, e compôs chapa com o deputado federal Beto Albuquerque, político integrante da “bancada da bala”, financiada pela indústria bélica. Ele também é financiado por fabricantes de bebidas e agrotóxicos.

E mais mudança veio com um programa de governo que contrariava toda a sua história.

Prometeu ao Brasil a volta da gestão econômica do PSDB. Mudou a sua posição contrária à independência do Banco Central para garantir o apoio dos bancos brasileiros.

Mais do que isso, prometeu mudar a legislação trabalhista promovendo a terceirização em massa, e prometeu acabar com a obrigatoriedade de função social de parte do crédito bancário,enterrando o crédito imobiliário. Mas isso não era mudança suficiente. Depois de quatro tuítes de Silas Malafaia  mudou a mudança do programa e se declarou contra o casamento gay.

Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e afirmou que sua posição histórica era uma “lenda”.

Mudou também sobre a transparência política. O ministro Palocci caiu por não revelar os nomes das empresas que contrataram seus serviços antes do governo. Mas ela, hoje candidata, se nega a dizer a origem de 1.6 milhões de seus rendimentos, e declarou um patrimônio de somente 135 mil reais ao TSE. Uma senadora da República.

Finalmente, na semana passada, Marina mudou sua opinião sobre a tortura, que antes considerava crime imprescritível, e passou a ser contrária a revisão da lei de anistia.

Dois dias depois, ganhou o apoio do Clube Militar. Marina muda tanto que acabou por declarar seu programa de governo todo em processo de revisão. Isso é realmente novo na política. Ela é a primeira candidata da história do Brasil que descumpre seu programa de governo antes de chegar ao poder.

Por tudo isso, não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua “Nova Política”, uma mudança nova a cada dia. Não é possível acompanhar a labilidade de seu caráter ou de sua mente. Ou ela mente. Não importa. O que importa é que Marina representa a mudança, a mudança de um Brasil aberto e tolerante para um Brasil refém da intolerância fundamentalista, de um Brasil voltado para sanar sua dívida com seu povo pobre para um Brasil escravo de seus bancos, de um Brasil democrático para um Brasil mergulhado em crise institucional.

Por isso eu mudei também. Entrego essa semana meu pedido de desfiliação do PSB e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação. Por um bom acordo eleitoral vende qualquer convicção. Mas aproveitem logo. Essa promoção é por tempo limitado.

(*) Gustavo Castañon é filiado ao PSB desde 2001. Doutor em Psicologia e professor de Filosofia na Universidade Federal de Juiz de Fora.


Fonte: Revista Fórum via OLHAR MESSIENSE (www.olharmessiense.com)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Patu

Município continua festejando a sua padroeira

A comunidade cristã-católica de Patu e de Municípios vizinhos está em festa. É a Festa de Nossa Senhora das Dores, de edição número 237.

Iniciada no último dia 6 de setembro, a Festa prosseguirá até o dia 15.

Para esta terça-feira, 9 de setembro, a programação é esta:

19 horas: Missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores;

Presidente: Padre Marcos Maciel (Serra Talhada-PE);

Noiteiros: Ministros da Eucaristia, Hospital Dr. Henderson J. Moura, Clínicas particulares, Rádio Educadora Patuense, moradores da Comunidade São José (Sítio Saco), Ginásio Comercial de Patu e moradores do Conjunto Francisco Dantas;

Responsáveis: Francisco Lima, Eliane, Wanda Godeiro, Zilklênio Azevedo, Simone Geysa, Elano,  Alison, Ives, Eudes, Gustavo, Ulpiano Aragão, Railma e José Bezerra.

Opinião

As velhas táticas da grande imprensa em períodos eleitorais

A chamada grande imprensa do Brasil continua querendo (e conseguindo) dar o tom das campanhas eleitorais, muito embora, ao final, nas últimas eleições, tenha errado bastante nas táticas e nas projeções.

Dia desses encontraram um helicóptero pertencente a um grupo político ligado ao PSDB e a Aécio Neves entupido de cocaína. Noticiaram rapidamente o fato e pronto: nunca mais tocaram no assunto. Por quê?

Ainda do PSDB mineiro, descobriram que possivelmente o então governador de Minas Gerais, agora candidato a presidente Aécio Neves (ou Aébrio Neves, ou Aéreo Neves), fez com que o Governo de Minas (dele, governador) comprasse um terreno de um tio avô e ali construísse um aeroporto, que nunca funcionou propriamente como uma aeroporto público, inclusive porque os parentes de Aécio, segundo mostrou rapidamente a mídia, tinham as chaves para acesso ao local, mesmo o imóvel tendo sido "desapropriado" pelo Governo de Minas Gerais. Qual foi o resultado das investigações? Ninguém sabe, pois a grande mídia pôs o assunto debaixo do seu tapete.

No mesmo tema de aeronaves, ainda tem o caso do jatinho que até pouco tempo era utilizado por Eduardo Campos e Marina Silva na campanha presidencial. Até empresa fantasma é suspeita de ter "colaborado" para a aquisição da mordomia espacial da dupla Campos e Marina. O assunto também caiu no "esquecimento" da imprensa marron.

Saindo do ar e voltando à terra firme, temos ainda o escândalo dos trens e do metrô de São Paulo, que têm suspeitas de superfaturamentos e propinas desde o primeiro governo paulsita do PSDB, no caso de Mário Covas. Ninguém mais fala, ninguém mais viu.

Em Pernambuco, Eduardo Campos, sucedido na candidatura a presidente ainda no seu velório por Marina Silva (sua então candidata a vice-presidente), era (ou deveria ser) investigado por denúncias de corrupção na construção ou na reforma de um porto. O assunto também foi propositadamente "esquecido" pela grande imprensa.

Agora, não se sabe interessando exatamente a quem, uma delação premiada de um ex-diretor da Petrobrás se tornou do conhecimento público. Ora, uma das características da delação premiada é justamente o sigilo, inclusive para que as investigações não sofram prejuízo.

Mas, por que razão a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal iria deixar vazar informações dessa mais recente e histórica delação premiada? Simples, nem um nem outro deixou vazar qualquer informação. Alguém vem "plantando" a notícia (como se diz no jargão jornalístico), ou mesmo vem cometendo crime, tornando públicas informações que deveriam ser sigilosas.

O engraçado disso é que, quando se fala nos nomes de Eduardo Campos, companheiro de Marina, e de outros políticos brasileiros, como possíveis envolvidos, aí a informação não é verdadeira. Quer dizer que só será verdadeira para integrantes do governo?

É nítido que, mais uma vez, a grande imprensa brasileira, conversadora e elitista, manipula, inventa e distorce informações e fatos, para os apresentar à sociedade de acordo com os interesses daqueles que não se conformam em ter perdido o poder para um torneiro mecânico, que se tornou Presidente do Brasil e depois ajudou a eleger para o mesmo cargo uma mulher que, na juventude, pagou com a própria liberdade o preço por lutar para que eu e você possamos usar espaços como esse, próprios da DEMOCRACIA, para emitirmos abertamente as nossas opiniões, sem censura alguma.

Alcimar Antônio de Souza

Direito e Cidadania

OAB criará departamento de controle de violação de prerrogativas


Brasília – A OAB Nacional criará um departamento específico para controle de violação de prerrogativas. A decisão ocorreu durante o Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB realizado em Brasília. O presidente nacional da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, destacou a importância de se realizar análises permanentes dos casos de violência contra os profissionais da advocacia. "Mapear os pontos críticos é fundamental para coibir e buscar punição de atos contra a advocacia", destacou.

O presidente da OAB Pará, Jarbas Vasconcelos, foi expositor de um tema que envolve e preocupa toda a advocacia: a necessidade de monitoramento e controle da violência contra advogados, seja de natureza física ou moral. Ele lembrou que dezenas de advogados foram assassinados nos últimos anos devido ao exercício da profissão. “Trata-se da nossa liberdade profissional em jogo, algo de mais valioso que temos. Nossa liberdade sofre mais ataques do que a dos jornalistas, por exemplo. O fato é que ser advogado se tornou a atividade profissional mais perigosa do mundo, e o que temos visto é uma impossibilidade de preservar direitos quando o universo avança no sentido contrário, do cerceamento às liberdades”, lamentou o presidente da OAB Pará.

Claudio Lamachia, vice-presidente nacional da OAB e condutor dos trabalhos da mesa, parabenizou o colega pela iniciativa. “É um tema de grande valia, de grande importância, e todos os esforços devem ser reunidos no intuito de apurar o maior número de informações possíveis sobre históricos de violência de qualquer tipo contra advogados”, disse Lamachia.

Carência de dados

Jarbas ressaltou que a OAB tem uma Comissão Nacional e uma Procuradoria de Defesa de Prerrogativas – que segundo ele atuam de forma brilhante – mas a carência maior é de natureza estatística. “Não temos um departamento que monitore estatisticamente todos os casos de violência contras as prerrogativas, inclusive assédio e, infelizmente, mortes. Não sei se alguma seccional consegue, mas hoje somos incapazes de responder certamente quanto aos casos de sequestros, assassinatos e outros crimes mês a mês, semana a semana”, disse.

A proposição do mandatário paraense, acolhida à unanimidade pelos demais colegas, pede a criação de um departamento de atuação nacional e um específico para cada seccional no tocante ao monitoramento, controle e acompanhamento de violência contra advogados. O tema será levado à deliberação na próxima sessão plenária do Conselho Federal da OAB, marcada para o dia 15 de setembro de 2014.

Fonte: www.oab.org.br

sábado, 6 de setembro de 2014

Eleições 2014

Internautas explicam por que votam em Dilma

Em sua página pessoal no Facebook, a estudante Larícia Alves Rocha (identificada no face como Larícia A. Rocha), patuense filha do casal Antônio Rocha de Andrade e Lercônzia Alves Dias Rocha, que atualmente cursa Direito em Natal, fez postagem falando sobre Marina Silva e dizendo por que razão (ou por que razões) vota em Dilma Roussef para presidente da República.

O texto de Larícia foi bastante curtido, comentado e compartilhado. A seguir, o Blog publica a postagem-opinião de Larícia A. Rocha, do jeito que está na sua página pessoal do face, e alguns dos comentários ali lançados:

Laricia A. Rocha

"Sobre a eleição pra presidente, em poucas palavras, eu digo que antes de Eduardo Campos morrer não vi ninguém dizendo que ia votar nele, ninguém que conhecesse seu projeto ou sua vida política e essa Marina? Ninguém nem lembrava que ela era vice. 
O que aconteceu foi uma fatalidade, uma tragédia e sinto muito por isso. Mas isso não me fez esquecer o que realmente acredito. E digo mais, Marina não é Eduardo Campos e em muito pouco se parecem. Não me deixo ser influenciada pela mídia que tranforma em poucos minutos satanás em jesus, não que eu queira dizer que alguém é similar a satanás, por favor entendam. Porém essa é a realidade, de repente vi o quadro político mudar por tamanha propaganda, conversa fiada e favorecimento das mídias à oposição. 
Poupem a minha pessoa de tamanha falta de entendimento político. Mudar? Nós já estamos mudando, aposto que vc sabe disso, só não quer admitir, pois nos dias de hj, parece que ser "do contra" está na moda. 
Eu posso não ser tão vivida, tenho apenas 20 anos, mas pelo o que a própria mídia já muitas vezes admitiu...desde o governo de Lula somos outro país, com muito mais possibilidades. 
Diria mais coisas, no entanto eu disse que iria ser breve. Portanto finalizo dizendo eu voto 13, acho que Dilma ainda pode fazer muito pelo Brasil. Já estamos vivendo a mudança. 


Zé Ferreira
"Realmente é o que eu penso também,está na cara do povo não enxerga quem não quer hoje qualquer um pode ter uma casa um lar que é uma das coisas mais valiosas no ser humano um teto, além disso várias outras coisas como os linhas de crédito para estudos e bolsas totalmente gratuitas,automóvel virou necessidade hoje qualquer um compra,a verba vem sim para saúde,educação ,habitação etc.Mas são tantos urubus querendo comer que acaba não fazendo o prometido e acaba nos bolsos da massa política que representam as cidades e os estados ,mas com tanta roubalheira com tanta corrupção em 500 anos que o brasil existe quero dizer que dos piores o #PT13 foi o melhor."

Rafaella Meliza
"Concordo plenamente com suas colocações. Pra falar bem ou mal de uma determinada pessoa é necessário conhecê-la. Muitos sabem da história de Lula vencendo o analfabetismo e por vir do nordeste e Dilma no período sangrento da Ditadura em nosso país, desse modo em sua campanha ela é denominada como "coração valente". Essa Marina Silva ninguém atribuia conhecimento à ela, se fez viva na eleição por meio da morte de Eduardo campos. Seria solidariedade ou oportunismo da parte dela?. Pessoas influenciáveis diriam que seria de bom coração. Em seu debate, a mesma se mostra querer ser diferente de todos, a verdade só se encontra nela, bem como a falta de coerência em suas respostas; uma pessoa que quer ser líder de uma nação ela deve no mínimo saber como falar e se vê como membro de uma "disputa" e não querer dizer que ela mudará a situação do Brasil e que ela vai trazer a prosperidade e a felicidade do povo brasileiro num "saco de batata". Como diz o ditado "Dei a Cézar o que é de Cézar"; ou seja, sejamos realistas e vejamos quem realmente merece nosso voto. Gente influenciável que diz que sempre votou em Eduardo Campos sendo que só o conheceram em sua morte, me desculpem mais isso é hipocrisia. Não sou "babona" de ninguém mais defendo o que é certo."

Fonte: página do Facebook de Larícia A. Rocha

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Do Blog de Crispiniano Neto

Filiado ao PSB contesta conteúdo do "Marina de Verdade" (Parte II)

Vejamos o que diz sobre a mulher que, de repente, em função de uma tragédia que ceifou a vida do verdadeiro líder da sua sigla, se fez candidata à Presidência da República:

"Candidata Marina Silva, meu nome é Gustavo Castañon. Sou, entre outras coisas, filiado há mais de dez anos ao PSB, partido que hoje a senhora usa para se candidatar, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e um cristão convicto, como acredito que a senhora também seja, do seu jeito. Investida de seu eterno papel de vítima, sua campanha lançou um site na internet chamado “Marina de Verdade” (com V maiúsculo mesmo) para combater supostas “mentiras” espalhadas contra a senhora na internet. Vou aqui responder uma a uma as afirmações de seus marqueteiros no site citado, oferecendo os links de fontes das minhas afirmações."

Ontem, divulgamos nesta coluna, as seis primeiras respostas de Gustavo Castañon a Marina. Para se ter uma ideia de quem se trata, acrescentamos aqui um resumo do currículo do professor Castañon na Plataforma Lattes: Graduado em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1998) e em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Mestre em Psicologia Social pela Uerj (2001) e em Lógica e Metafísica pela UFRJ (2009). Doutor em Psicologia pela UFRJ (2006). Atualmente, é professor-adjunto do departamento de Filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora e professor do programa de pós-graduação em Psicologia da mesma instituição. Atua como pesquisador no Núcleo de História e Filosofia da Psicologia (NUHIFIP), UFJF, no Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (NUPES), UFJF, e no Centro de Epistemologia e História da Ciência (CEPISHC) do PPGLM, UFRJ. Dedica-se, atualmente, à investigação das diversas correntes alegadamente construtivistas do pensamento contemporâneo e ao problema da lógica da explicação científica, com ênfase na explicação e leis científicas na Psicologia.

Continuemos com as respostas do professor Castañon. Marina, que de repente se tornou candidata do seu partido, o PSB:

Sobre Marcos Feliciano
"Você defendeu, sim, Marcos Feliciano. Você afirmou que ele era perseguido na CDH não por causa de suas posições políticas, mas por ser evangélico. Disse que isso era insuflar o preconceito religioso. Não, candidata. Você está falando de seu companheiro de Assembleia de Deus, um homem processado por estelionato, que pede senha de cartão de crédito de seus fiéis, que defende que os gays são doentes e os descendentes de africanos amaldiçoados. Recentemente, esse homem que você afirma ser vítima do mesmo preconceito que você sofreria, afirmou à revista Veja: “Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos”. Ao usar essa estratégia de defesa para ele e para você, você reforça os preconceitos da sociedade e o comportamento de grande parte dos pentecostais de blindar qualquer satanás que clame “Senhor, Senhor” em suas Igrejas."

Sobre os banqueiros na campanha
"Você não é só financiada por banqueiros. Eles coordenam seu programa! Neca Setúbal, herdeira do Itaú, não é só sua doadora como pessoa física. Ela é a coordenadora de seu programa de governo e sua porta-voz, e já declarou que você se comprometeu a dar “independência” (do povo e do governo) ao Banco Central, que fixa os juros que remuneram os rendimentos dela. Da mesma forma, o banqueiro André Lara Resende, um dos responsáveis pelo confisco da poupança na era Collor e assessor especial de FHC, é o formulador de sua política econômica."

Desagregadora
"Você é desagregadora e vilipendia a classe política. Seu governo será o caos. Você é divisionista e maniqueísta e implodiu meu partido em uma semana de candidatura. Vai deixar seus escombros para trás quando chegar ao poder, como sabemos e já anunciou, para delírio daqueles que criminalizam a política. Seu partido é nanico, e se não o criar com distribuição de cargos, continuará nanico. Com a oposição certa do PT, terá que governar com a mídia e os bancos, que cobrarão o apoio com juros. Precisará do PMDB, que você acusa de fisiologismo, e do PSDB e o DEM, que lhe exigirão não só cargos, empresas públicas e ministérios, mas também a volta das privatizações. A única base congressual que lhe será fiel é a bancada evangélica, que cobrará seu preço com sua pauta de controle dos costumes e seu fisiologismo extremo. Resultado, você vai entregar a alguém o trabalho sujo do fisiologismo ou mergulhará o país no caos."

Fonte: Coluna Prosa & Verso, de Crispiniano Neto, publicada no JORNAL DE FATO e na página virtual www.crispinianoneto.blogspot.com.br.

Do Blog de Crispiniano Neto

Filiado ao PSB contesta conteúdo do "Marina de Verdade"

Vejamos o que diz sobre a mulher que, de repente, em função de uma tragédia que ceifou a vida do verdadeiro líder da sua sigla, se fez candidata à Presidência da República:

"Candidata Marina Silva, meu nome é Gustavo Castañon. Sou, entre outras coisas, filiado há mais de dez anos ao PSB, partido que hoje a senhora usa para se candidatar, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e um cristão convicto, como acredito que a senhora também seja, do seu jeito. Investida de seu eterno papel de vítima, sua campanha lançou um site na internet chamado “Marina de Verdade” (com V maiúsculo mesmo) para combater supostas “mentiras” espalhadas contra a senhora na internet.

Vou aqui responder uma a uma as afirmações de seus marqueteiros no site citado, oferecendo os links de fontes das minhas afirmações. 1 – Não Marina, você não sofre preconceito por ser evangélica. Você é que acredita que todos aqueles que não compartilham de suas crenças queimarão eternamente no fogo do inferno. É o que está claramente descrito no credo (credo 14) de sua agremiação religiosa. Que nome podemos dar a isso? Certamente, é um nome mais assustador do que intolerância ou preconceito. Talvez essa seja a origem de seu maniqueísmo, já que separa o mundo entre os bons, que apoiarão seu possível governo, e os maus, que lhe fariam oposição, como eu. O seu problema não é ser protestante. É ser da Assembleia de Deus, associação pentecostal de vários ramos que interpreta literalmente o Antigo Testamento, e que tem entre seus pastores Marcos Feliciano, que vende curas a paraplégicos, e Silas Malafaia, este homem que hoje defende da “cura gay” à teologia da prosperidade e vende bênçãos de Deus [como o papa vendia indulgências, o que levou Lutero a fazer a reforma protestante]. Eu me pergunto: o que alguém que faz parte de uma organização que faz comércio com a palavra de Cristo é capaz de fazer na vida política? Qual o nível de inteligência que pode possuir alguém que faz interpretações tão rasteiras do significado da Bíblia? Essas são perguntas legítimas que as pessoas se fazem, e não por preconceito, mas por conceito.

2 – Não, Marina, o Estado Laico deve intervir nas práticas religiosas quando são fora da lei. Se uma religião resolve reinstituir o sacrifício de virgens dos Astecas ou a amputação de clitóris comum em alguns países muçulmanos hoje, o estado tem que observar inerte essas práticas em nome da liberdade religiosa e do laicismo? Não, candidata. Nenhuma organização está acima da lei num Estado Laico."  Continuemos nas Notas Curtas:

Moderna?
"3 – Não, Marina. Você não é moderna. Você é uma fundamentalista mesmo. O fundamentalismo religioso não é a negação do Estado Laico; essa é só uma espécie de fundamentalismo, o teocrático. O fundamentalismo se caracteriza pela crença de que algum texto ou preceito religioso seja infalível, e deva ser interpretado literalmente, tanto em suas afirmações históricas como comportamentais ou doutrinárias. E o ataque ao Estado Laico pode vir também pela incorporação de leis, que desrespeitem as minorias religiosas ou não religiosas, impondo um valor comportamental de determinada religião a todos os cidadãos. Isso faz da senhora uma fundamentalista (Assembleísta) que compartilha das crenças de Feliciano e Malafaia, e uma adversária, se não do Estado Laico, do laicismo que deveria orientar todas as nossas leis, pois defende plebiscitos sobre esses temas para impor a vontade das maiorias religiosas sobre as minorias em questões comportamentais."

Homofobia
"4 – Não. Marina. Você é, sim, contra o casamento gay. Você agora diz que está sofrendo ataques mentirosos na internet sobre o tema, mas sempre se colocou abertamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendendo somente a união civil nesse caso. E não adianta simular que o que o movimento gay está reivindicando casamento religioso. O casamento é também uma instituição civil. Você só defende união de bens, sem todos os outros direitos que o casamento confere às pessoas. O vídeo acima e mais esse vídeo aqui provam esse fato de conhecimento público. P.S.: Hoje, dia 29/08/14, ao lançar seu programa de governo, a candidata mudou uma posição defendida por toda vida, faltando um mês para a eleição. Por quê?"

Não petista
"5 – Realmente, Marina, você não é petista. Você abandonou o partido que ajudou inestimavelmente a construir sua vida política, ao qual você deve todos os mandatos e o único cargo que ocupou até hoje, porque não tinha espaço para sua candidatura à presidência. Hoje, você busca se associar, sem qualquer pudor ou remorso, a inimigos ideológicos históricos do partido, repetindo as práticas que supostamente condena no PT e chama de “velha política”. Só que faz isso somente para chegar ao poder e construindo um projeto oposto àquilo a que defendeu toda a vida.

Nem tucana. Mas...
"6 – Realmente Marina, você não é tucana. Mas sua equipe econômica é. Sua equipe econômica conta com André Lara Resende e Eduardo Giannetti, ex-integrantes da equipe econômica do governo FHC, além de seu coordenador Walter Feldman, que fez toda sua história no PSDB. Suas propostas econômicas são as mesmas do PSDB. Agora, de fato, o que nem o PSDB jamais teve coragem de ter é uma banqueira como porta voz de sua política econômica… Você não quer alianças com governos atuais de nenhuma agremiação, como o de Alckmin, exatamente para manter sua imagem de anti-tudo-o-que-está-aí. Mas não se sente constrangida em ter o vice de Alckmin na coordenação financeira de sua campanha, nem de convidar o “bom” representante de sua “nova política”.

Fonte: www.crispinianoneto.blogspot.com.br

Campo Grande

Município tem feriado em alusão ao Dia da Bandeira

Quem foi a Campo Grande, no Médio Oeste do Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira, 5 de setembro, em busca de algum serviço público, deparou-se com o fechamento de todos os órgãos públicos.

É que, neste dia, o Município de Campo Grande teve mais um feriado municipal, desta feita em decorrência do "Dia da Bandeira Municipal".

No Fórum da Comarca de Campo Grande (que tem os Municípios de Paraú e Triunfo Potiguar como Termos), apenas o Diretor de Secretaria trabalhou em regime de plantão.

Os demais órgãos públicos localizados na Terra de Sant´Ana fecharam as suas portas nesta sexta-feira. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Patu

Feira da Cultura terá esquema especial de segurança e saúde

A Prefeitura de Patu fez a sua parte: comunicou às autoridades competentes que neste dia 7 de setembro terá início a XXXI Feira da Cultura, um dos maiores eventos sócio-culturais do interior do Rio Grande do Norte.

A Feira ocorrerá na Praça de Eventos Oliveira Rocha, no centro de Patu.

A Segunda Companhia de Polícia Militar - 2ª CPM, de Patu, subunidade do Sétimo Batalhão de Polícia Militar do Rio Grande do Norte - 7º BPM/RN, a exemplo do que fez nas edições anteriores da Feira, deverá ter uma presença forte todas as noites, inclusive com a participação do Grupo Tático Operacional - GTO.

Segundo informações colhidas pelo Blog, uma equipe da Sétima Delegacia Regional de Polícia Civil - 7ª DRPC, de Patu, também estará de plantão por cada noite de evento.

Há ainda uma informação, a ser confirmada, de que a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte - SESED/RN destinará a Patu, durante a Feira da Cultura, uma Delegacia móvel, que funciona num ônibus devidamente equipado.

Junto com a Delegacia móvel viriam ao menos duas equipes de policiais civis, compostas por delegados, escrivãos e agentes.

Além disso, haverá equipe de segurança particular trabalhando todas as noites.

O Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Patu também foi acionado e deverá atuar com conselheiros plantonistas em cada noite do evento.

Uma ambulância e uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde integrarão o esquema, para atendimento de urgências que se fizerem necessários.

No mais, é pedir a Deus que a Feira da Cultura transcorra na mais absoluta tranquilidade.

Eleições 2014

Instituto contraria Ibope e prevê vitória de Dilma no primeiro turno

Ao contrário do que prevê o Ibope, em pesquisa divulgada na noite desta quarta-feira, na qual a presidenta e candidata Dilma Rousseff (PT) iria para um segundo turno contra Marina (PSB/Rede Sustentabilidade) em condição de inferioridade, o jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA) divulgou, logo em seguida em seu blog, que os trakings comerciais, uma forma de pesquisa atualizada diariamente, do Instituto DataCaf, já colocam a candidata à reeleição pelo PT com 42% das intenções de voto, em seguida aparece a candidata Marina Silva pelo PSB com 25% e em terceiro lugar Aécio Neves pelo PSDB com 12%. Brancos/Nulos/Não souberam 21%.

“Como se sabe, o DataCaf está para as eleições como o Institulo alemão GfK para medir audiência de TV”, escreveu o jornalista. Com base neste levantamento, Dilma Rousseff do PT seria reeleita no primeiro turno. Contrariando as pesquisas do IBOPE e o Datafolha. Os números do DataCaf, desta quarta-feira, mostram uma “estabilização pra cima” da Presidenta Dilma.

“Passado o efeito mais intenso do velóriomicio, muita gente começa a se perguntar: mas, esse moralismo difuso, essa ‘roleta biblica’ , isso governa um país ? Isso pode mobilizar uma classe média que se beneficiou dos governos Lula e Dilma, mas não sabe. Pensa que foi o Papai do Céu que enviou. E ela mesma, sozinha, conseguiu”, continua PHA.

“E tem a juventude enraivecida, também sem parâmetro de comparação. Para tudo isso coopera o ‘envenenamento’ de que falava o grande presidente João Goulart, durante 12 anos ministrado pela Globo e derivados, da Urubóloga àquele que recebeu uma banana de presente”, acrescenta.

Ainda segundo o jornalista e apresentador da TV Record, o “efeito manada” se desfaz. “Se desfaz com o ‘cartesianismo’ de que a Dilma foi por ela impiedosamente acusada num debate”.


Fonte: Correio do Brasil via www.olharmessiense.com