segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Segurança

Delegados paralisam atividades por conta de salários atrasados
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte programa para esta terça-feira, 18, uma paralisação. A informação foi publicada no site da Associação dos Delegados de Polícia Civil (ADEPOL).
O motivo para a paralisação é o “inconformismo daqueles que integram o Sistema de Segurança Pública que, em sua grande maioria” ainda não receberam os vencimentos do mês de setembro e não há qualquer definição da data para receber.
“Na quinta-feira à noite, a Presidente da ADEPOL RN e gestores da POLÍCIA CIVIL,  em conversa com o Senhor Governador Robinson Faria, expuseram a preocupação com a situação e a grande dificuldade em manter as categorias trabalhando sem receber salários, destacando ainda o risco de descontinuidade das operações  extraordinárias que, ao longo do ano, resultaram em inúmeras prisões de integrantes de quadrilhas e combate ao crime organizado, além do re-estabelecimento da ordem e prisões dos líderes das ações que aterrorizaram a população por ocasião da instalação da antena de bloqueio de celular no Presídio Estadual de Parnamirim.”, diz trecho da nota publicada no site da entidade.
Leia nota na íntegra:
Após a participação em várias reuniões com entidades que representam servidores do Poder Executivo, quando foram apresentados pelo Secretário de Planejamento e Finanças do Estado Dr. Gustavo Nogueira,  relatórios financeiros da grave situação financeira do RN, a ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLICIA CIVIL solicitou agendamento de audiência com o Secretário da Segurança Pública, Dr. Caio Bezerra, onde foi exposto o inconformismo daqueles que integram o Sistema de Segurança Pública que, em sua grande maioria, NÃO receberam até a presente data, 15 de outubro, NENHUM CENTAVO dos seus salários de setembro e o que é pior: SEM QUALQUER DEFINIÇÃO DA DATA QUE IRÃO RECEBER.

Na sequência, foi realizada nova reunião com a Secretária Chefe da Casa Civil, Tatiana Mendes, na qual estiveram os comandantes das POLICIAS CIVIL E MILITAR, além do Secretário de Segurança, onde mais uma vez as entidades que representam os servidores do sistema (POLICIAS CIVIL, MILITAR, CORPO DE BOMBEIROS E ITEP) reafirmaram a impossibilidade dos servidores continuarem passivos trabalhando, na situação já relatada: sem salários e sem data para receber.

Na quinta-feira à noite, a Presidente da ADEPOL RN e gestores da POLÍCIA CIVIL,  em conversa com o Senhor Governador Robinson Faria, expuseram a preocupação com a situação e a grande dificuldade em manter as categorias trabalhando sem receber salários, destacando ainda o risco de descontinuidade das operações  extraordinárias que, ao longo do ano, resultaram em inúmeras prisões de integrantes de quadrilhas e combate ao crime organizado, além do re-estabelecimento da ordem e prisões dos líderes das ações que aterrorizaram a população por ocasião da instalação da antena de bloqueio de celular no Presídio Estadual de Parnamirim.

Sexta-feira, 14,  antes de mais uma assembleia realizada na ADEPOL RN, a Presidente da entidade, a convite do Presidente do Sindicato dos Policias Civis (SINPOL-RN), Paulo César de Macedo, participou de reunião, na qual também esteve presente o Presidente da Associação dos Escrivães, Roberto Moura, e, juntos, apresentaram ao Governador pedido de inclusão dos servidores da POLÍCIA CIVIL dentro do percentual de servidores que estão sendo pagos, pois não há como as categorias permanecerem trabalhando motivados sem receber seus devidos pagamentos. 

Ficou definido ainda que, diante do que foi discutido nas reuniões das quais participaram os representantes de outras entidades de servidores do Poder Executivo e que integram o Fórum de Servidores, seria preparado um requerimento formal a ser encaminhado ao Governador, solicitando agendamento de reunião com os representantes dos demais poderes (Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas e Ministério Público), buscando  construção de um diálogo e pactuação de medidas que viabilizem o pagamento dos salários de todos os servidores.

Os Delegados de Polícia estiveram reunidos em mais uma assembleia, discutindo meios de mobilização da classe,  na luta para que sejam pagos os salários de setembro e apresentado pelo Governo um planejamento para o pagamento nos próximos meses, pois os servidores não estão obrigados a trabalharem arriscando suas vidas sem sequer saberem o dia que receberão  pagamento.

Após as discussões, restou aprovado pela classe paralisação das atividades, programada para o dia 18 de outubro de 2016, com as demais categorias que integram a POLÍCIA CIVIL, Agentes e Escrivães.

Fonte: www.defato.com

domingo, 16 de outubro de 2016

Do Blog da Cidadania

Golpistas farão prisão teatral de Lula a qualquer momento
Por Eduardo Guimarães
Este é um dia de muita tristeza para este blogueiro. Chegaram ao meu conhecimento informações fidedignas e verossímeis de que Lula pode ser preso a qualquer momento em um verdadeiro show que está sendo armado pela Globo em consórcio com a Lava Jato.
Toda grande imprensa já tem os detalhes da operação. Não será de espantar se a prisão ocorrer na próxima segunda-feira.
A prisão terá sido antecedida por sucessivos indiciamentos do ex-presidente, engendrados para “ir preparando o espírito” da população.
Após a prisão, o juiz Sergio Moro sentenciará Lula rapidamente – talvez até neste ano – e até meados do ano que vem ele será condenado em segunda instância. Os acertos todos já foram feitos.
Os golpistas consideram que haverá uma comoção pública com as medidas de supressão de direitos e eliminação de programas sociais que vêm por aí e, nesse contexto, o recall de Lula ressurgirá com força inaudita.
Este momento está sendo considerado o ideal para prender Lula porque a maioria da sociedade ainda está com muita raiva do PT e essa raiva tende a se diluir conforme for ficando claro que o golpe foi dado para tomar do povo os benefícios dados justamente pelo PT.
Lula e companheiros mais próximos serão levados para Curitiba, onde a possibilidade de grandes movimentos populares de reação ao ato de arbítrio será menor.
Não há muito mais a dizer além de que, se este país não reagir a esse arbítrio, prisões políticas não vão se resumir a Lula. A prisão de Lula desencadeará uma caça às bruxas para encarcerar todos os principais opositores do consórcio radical de direita que tomou o poder.
A prisão de lideranças políticas de esquerda será vital para impedir grande derrota da direita em 2018.
O plano é fazer com que a urna eletrônica só tenha candidatos fortes de direita, daqui a dois anos. Os únicos candidatos de esquerda serão os bobões do PSOL e do PSTU, que não terão chance.
Com a implementação de medidas de terra arrasada como a PEC 241, a “volta por cima” do PT é dada como certa pelos golpistas, por isso querem prender Lula e quantas lideranças de esquerda puderem enquanto ainda estão fortes, pois os golpistas tucanos e peemedebês logo estarão arrasados politicamente, com suas políticas genocidas no governo federal.
Infelizmente, minha fonte é segura. E nem fui pego de surpresa. Eu tinha certeza de que isso estava para acontecer. A informação que me foi passada só me surpreendeu pelo timing; eu achava que o golpe final seria dado no ano que vem.
Contudo, faz sentido prender Lula agora. Daqui a alguns meses a PEC 241, a retirada de direitos trabalhistas, a reforma da previdência, a terceirização e o arrocho de programas sociais vão tornar inaceitável a prisão daquele para o qual o Brasil se voltará em meio à política de terra arrasada que tucanos e peemedebistas estão preparando.
Eis que exorto a cada um dos que me acompanham nesta jornada de 11 anos para que não apenas divulgue este alerta, mas para que se prepare para lutar. O Brasil está sob uma ditadura e temos que denunciar isso ao mundo. Só a pressão internacional pode nos ajudar.
Fonte: www.blogdacidadania.com.br

Direito e Cidadania

Governo do RN se antecipa a desmonte na saúde pública anunciado pelo Governo Federal

Depois que se instalou no poder central da República Federativa do Brasil através do golpe de Estado que culminou com o impedimento da presidenta eleita Dilma Rousseff, o presidente-golpista Michel Temer tenta fazer com que seus aliados no Congresso Nacional aprovem a Proposta de Emenda Constitucional - PEC número 241, que congelará por vinte anos investimentos do Poder Público em áreas vitais à sociedade, como saúde e educação.

Solidários ao golpe de Estado aplicados por Michel Temer, o governador Robinson Faria (PSD) e o seu filho, deputado federal Fábio Faria (PSD) já se antecipam aos efeitos nefastos da política idealizada pela direita brasileira.

Enquanto o deputado federal Fábio Faria se encarregou de apresentar emenda ao Orçamento Geral da União que beneficiará a saúde pública do Estado de São Paulo, embora ele tenha sido eleito deputado pelo Estado do Rio Grande do Norte (clique aqui), seu pai, o governador Robinson Faria, começa a desmontar a rede de hospitais pertencentes ao Estado potiguar.

Nesse momento, encontra-se em fase de fechamento o Hospital da Mulher de Mossoró, pertencente à rede estadual de unidades de saúde (clique aqui), depois de o Governo do Estado atrasar o pagamento de profissionais e fornecedores por meses seguidos.

Segundo o Governo do Estado, os atendimentos ora realizados pelo Hospital da Mulher serão direcionados para a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado, pertencente à Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró - APAMIM, que atualmente se encontra sob interdição e é administrado por uma Junta Interventora.

Para piorar a situação, o governo de Robinson Faria anunciou o fechamento de mais três importantes unidades hospitalares localizados no interior do Rio Grande do Norte, a saber: Hospital Regional de Apodi, Hospital Regional de Caraúbas e Hospital Regional de Pau dos Ferros (clique aqui) .

Se isso realmente acontecer, o Hospital Regional Tarcísio Maia - HRTM, em Mossoró, e alguns hospitais localizados em Natal, principalmente o Hospital Walfredo Gurgel - HWG terão suas situações bastante pioradas, pois passarão a receber ainda mais pacientes de várias partes do Estado.

Quem conhece de perto a situação do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, e do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, sabe que há uma demanda gigantesca para essas duas unidades de saúde e um atendimento de péssima qualidade em ambos, pois faltam leitos e profissionais da saúde para tantos pacientes, além de existirem outros problemas estruturais graves, que existem desde outros governos e que só pioram na atual gestão de Robinson de Faria.

O que mais impressiona é como a sociedade norte-rio-grandense assiste a tudo isso passivamente, calada, sem uma reação forte capaz de frear o ímpeto irresponsável do senhor governador.

Se o governo de Rosalba Ciarlini (ex-DEM e agora PP) foi apontado como ruim, o de Robinson Faria parece seguir para superá-lo e ser ainda pior.

Do G1/RN

No RN, MP firma termo de conduta para regulamentar etapa de vaquejada

Promotoria de Santo Antonio, RN, ajustou TAC nesta quinta-feira (13). Organização deverá oferecer serviços veterinários aos animais no evento.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) firmou nesta quinta-feira (13) um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regulamentar uma etapa do circuito amador de vaquejada do Rio Grande do Norte. O termo define que a Associação de Vaqueiros Amadores do RN (Assovarn) e os responsáveis diretos pela organização da sétima etapa do circuito terão que garantir contrapartidas, como o atendimento veterinário e o plantio de mudas de árvores nativas. O evento deve acontecer entre os dias 14 e 16 de outubro na cidade de Santo Antônio, no Agreste potiguar.O termo terá validade até a publicação oficial da decisão final da ADI 4983 do STF.

Dentre os termos estabelecidos no ajustamento, a organização do evento terá que garantir que todos os animais participantes no evento - bovinos e equinos - passem por uma inspeção veterinária prévia. Durante o evento também será obrigatória a presença de um médico veterinário, a fim de atender qualquer emergência envolvendo os animais.

Outra garantia estabelecida pela regulamentação é que os bovinos que participem do evento só podem ser usados em dias intercalados, não podendo ser utilizados em dias subsequentes. Após as corridas, os animais também deverão passar por uma inspeção posterior, na qual um laudo veterinário será enviado ao Ministério Público. Em caso de lesão dos animais, os promotores do evento terão por obrigação tratar dos cuidados veterinários necessários.

O acordo também proíbe o uso de luvas de prego, parafusos e qualquer outro material que possa danificar a cauda do boi. O vaqueiro também fica proibido de bater no boi de forma que possa causar ferimentos ao animal. Também estão proibidos os usos de espora, chicote e objetos cortantes no boi e no cavalo.

Por fim, o TAC estabelece como contrapartida que, como forma de promover o Meio Ambiente, os organizadores doem 200 mudas de árvores nativas para fins de reflorestamento da Mata do Pilão, devastada por um incêndio nesta semana.

Em caso de lesão de algum bovino, os organizadores terão, como penalidade, que reflorestar uma área de 0,5 hectare de mata nativa. Em caso de morte de algum animal - hipótese 'remota', segundo o documento - a área reflorestada deve ser de 2 hectare.

Proibição

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira (6) derrubar uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada, tradição cultural nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo pela cauda. Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.

Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais. Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.

Fonte: www.g1.globo.com/rn

Do Diário Potiguar

Papa anuncia novos cardeais e nomeia brasileiro

O papa Francisco anunciou nesse domingo (9) que nomeará 17 novos cardeais, sendo que 13 deles terão poder de voto em um próximo consistório (reunião de cardeais para dar assistência ao papa em suas decisões). Na lista, há o brasileiro dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília.

"Estou feliz de anunciar que no dia 19 de novembro, sábado, na vigília de encerramento do Jubileu, haverá um consistório para a nomeação de 13 novos cardeais eleitores, de 11 nações", afirmou o líder católico. "No dia 20, eles celebração a missa comigo". Dom Sérgio da Rocha tem 56 anos e foi nomeado arcebispo de Brasília em 15 de junho de 2011 pelo papa Bento XVI. Desde abril de 2015, preside a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Dom Sérgio estudou filosofia no Seminário Diocesano de São Carlos, teologia no Instituto Teológico de Campinas, concluiu mestrado em teologia moral na Faculdade Teológica Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, e doutorado na mesma disciplina na Academia Alfonsiana de Roma.

Foi ordenado sacerdote em 14 de dezembro de 1984 em Matão, foi pároco em Água Vermelha, coordenador da Pastoral da Juventude de São Carlos, professor do Seminário Diocesano e diretor espiritual da Casa de Teologia de Campinas. Também foi reitor do Seminário de Filosofia de São Carlos, coordenador da Pastoral Vocacional, vigário paroquial da catedral da cidade e vigário paroquial em Nossa Senhora de Fátima, entre outros cargos.

Os 13 novos cardeais anunciados pelo papa Francisco são: Mario Zenari (Itália), Dieudonne Nzapalainga (República Centro-Africana), Carlos Osoro Sierra (Espanha), Sérgio da Rocha (Brasil), Blase Cupich (EUA), Patrick D'Rozario (Bangladesh), Baltazar Enrique Porras Cardozo (Venezuela), Josef De Kesell (Bélgica), Maurice Piat (Ilhas Maurício), Kevin Farrel (EUA), Carlos Aguiar Retes (México), John Ribat (Papua Nova Guiné), Joseph William Tobin (EUA). Com os novos integrantes, o Colégio Cardinalício terá no próximo dia 19 de novembro membros de 79 países, sendo 59 eleitores. Naquele dia, seus componentes serão 228, e 120 deles terão menos de 80 anos.

A Europa terá 112 cardeais (54 eleitores), a América do Norte, 27 (17 eleitores), a América Central, 8 (4 eleitores), a América do Sul, 27 (13 eleitores), a África, 24 (15 eleitores), a Ásia, 24 (14 eleitores) e a Oceania terá 6 (2 eleitores). Com a escolha de dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, a Igreja brasileira passa a ter cinco cardeais eleitores: Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo; Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida; João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; e Orani Tempesta, do Rio de Janeiro. Também são cardeais brasileiros Cláudio Hummes (SP), Paulo Evaristo Arns (SP), Aloísio Lorscheider (Fortaleza), José Freire Falcão (Brasília), Serafim Fernandes de Araújo (BH), Geraldo Majella Agnelo (Salvador) e Eusébio Oscar Scheid (RJ). Por terem mais de 80 anos, não participam de conclaves, mas podem ser eleitos papa.

Da Agência Ansa via www.diariopotiguar.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Religiosidade e fé

Santuário do Lima receberá romeiros no Dia da Padroeira do Brasil

Nesta quarta-feira, 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, o Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, na Serra do Lima, em Patu, região do Médio Oeste do Rio Grande do Norte, receberá romeiros de várias partes do Estado e também de Estados vizinhos.

No dia 12 acontecerão no Santuário do Lima a V Romaria da Pastoral da Criança e a V Romaria dos Idosos.

Às primeiras horas da manhã, caravanas de fiéis cristãos-católicos sairão em caminhada da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, localizada no centro de Patu, e se dirigirão à Serra do Lima, na zona rural do Município, onde está edificado o Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis.

Às 9 horas será celebrada a Santa Missa, presidida por dom Mariano de Manzana, bispo da Diocese de Santa Luzia, de Mossoró, e concelebrada pelos padres que residem no Santuário.

A expectativa é que uma grande multidão de fiéis compareça ao Santuário do Lima neste dia 12 de outubro, a exemplo do que tem ocorrido nos anos anteriores.

sábado, 8 de outubro de 2016

De volta

Audery Fernandes volta ao ar com seu "Comunicação Alternativa"

Em Patu, quem voltou ao trabalho no rádio, depois de afastamento temporário para a disputa de mandato eletivo, foi o homem do programa "Comunicação Alternativa", Audery Fernandes.

Já neste sábado, 8, Audery retomou o seu programa nas ondas da Rádio Educadora Patuense FM, uma emissora de radiodifusão comunitária.

O programa "Comunicação Alternativa" se caracteriza pela informação, por entrevistas com convidados de áreas de atuação social diferentes, por prestação de serviços e por uma boa música.

Segundo Audery, ele retomará também as postagens no Blog Comunicação Alternativa, que foram suspensas em razão do período eleitoral.

Violência

Mossoró tem 176 mortes em 281 dias

O segundo maior Município do Rio Grande do Norte caminha a passos largos para liderar o ranking nacional das mortes violentas, ou pelo menos para estar nos primeiros lugares dessa horrenda estatística.

Até esta sexta-feira, 07 de outubro de 2016, foram registradas em Mossoró 176 mortes violentas. A vítima foi Davi dos Santos, vulgo "Assu", de vinte e um anos de idade, assassinado na Rua João Martins de França por um disparo de arma de fogo (clique aqui).

Davi dos Santos, que residia na Rua Vicente Leite, Planalto Treze de Maio, teria sido assassinado, segundo a Polícia, em razão de brigas de grupos rivais.

A situação de Mossoró retrata bem o enorme descaso na área de segurança pública por parte das autoridades competentes. 176 mortes violentas em 281 dias do ano significa dizer que, dia sim, dia não, alguém é assassinado no segundo maior Município do Estado.

Mesmo depois que a Força Nacional de Segurança e a Polícia Civil prenderam em Mossoró aqueles policiais acusados de participarem de grupo de extermínio (clique aqui), as mortes violentas continuaram existindo na Terra do Sal, do Petróleo e da Liberdade.

A falta de investimentos na área de segurança pública e, principalmente, a falta de políticas sociais eficazes resultam nesse quadro de guerra civil.

Do Blog A Folha Patuense

Zenaide Maia vota contra projeto de lei que permite que multinacionais explorem o pré-sal

A Câmara aprovou na noite dessa quarta-feira (5) o projeto de lei 4567/2016, de autoria de José Serra (PSDB), que permite a empresas multinacionais explorar o petróleo da camada pré-sal sem realizar consórcios com a Petrobras. O texto foi aprovado por 292 votos a favor e 101 contrários.

A deputada federal Zenaide Maia (PR/RN) votou contra por entender que a liberação para a participação estrangeira sem a estatal brasileira não dá garantias de que só o Brasil será beneficiado com o pré-sal.

Ainda há trechos específicos para ser analisados no projeto de lei. A votação deles deve ocorrer na próxima semana, mas sem alterar a essência do projeto: a liberação para a participação estrangeira sem a estatal. Após isso, a lei segue para a sanção presidencial.

Fonte: www.aluisiodutra.blogspot.com.br

Opinião

O golpe contra o Enem
O pensamento conservador sempre foi contra a construção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como caminho de oportunidades para acesso ao ensino superior no país. Nunca admitiu um exame republicano e meritocrático, que assegura a todos os estudantes a mesma oportunidade.
O Enem foi reformulado e acompanhado de um conjunto de políticas públicas de estímulo aos estudantes da escola pública e de baixa renda, com ações afirmativas para os negros e indígenas, historicamente excluídos. Este novo modelo de Enem, para democratizar o acesso e promover inclusão social no ensino superior, sempre foi alvo de críticas daqueles que nunca admitiram mais acesso ao conhecimento da maioria excluída da população brasileira. O PSDB, o DEM e demais aliados da direita sempre combateram o Enem e estas políticas públicas.
Votaram contra o Pro Uni e representaram contra esta proposta, que incluiu os mais pobres nas universidades, no STF. Combateram e impediram a aprovação da política de cotas para os estudantes das escolas públicas por mais de uma década. Adoraram o mesmo expediente: votaram contra e foram ao STF. Combateram o novo Fies, com juros subsidiados e prazos mais confortáveis que favorecem os estudantes de famílias de baixa renda. E sempre atacaram o Enem.
Agora, depois do golpe, ameaçam abertamente fechar as portas de oportunidades construídas pelo Enem. As declarações abaixo não deixam dúvida:
“O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso – ou peneira – para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição”. José Serra, artigo publicado em O Estado de S. Paulo, em 26/1/2012).
“Vamos ao engano. Em 2009 o Enem passou a usar a chamada Teoria da Resposta ao Item (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados “vestibulandos”. Mas se recorreu à boa ciência para fazer política pública ruim”. José Serra, artigo publicado em O Estado de S. Paulo, em 26/1/2012.
“O Enem-vestibular do PT concentrou, ainda, na prova de redação a demonstração da capacidade argumentativa do aluno. Além de as propostas virarem, muitas vezes, uma peneira ideológica, assistimos a um espetáculo de falta de método, incompetência e arbítrio”. José Serra, artigo publicado em O Estado de S. Paulo, em 26/1/2012.
“O fim do vestibular foi uma mentira. Hoje, o MEC faz o maior do planeta. E o Enem já não serve para avaliar a qualidade do ensino médio. Assim, o alardeado bem do petismo acabou juntando duas perversidades”. José Serra, artigo publicado em O Globo em 04/11/2013.
“É razoável – com z e acento agudo – supor que o Enem se transformou numa máquina de selecionar pessoas segundo critérios arbitrários. O exame que deveria servir às reformas no ensino médio se transformou num mau diagnóstico e num vestibular incompetente”. José Serra, artigo publicado em O Estado de S. Paulo, em 28/3/2013.
“O problema não é o tamanho do Enem, o problema é a concepção”. Maria Helena Guimarães de Castro, entrevista para Agência Estado, em 8/11/2010.
“A matriz da prova do Enem não serve para orientar esse currículo, pois significaria mantê-lo apenas ligado ao vestibular e não é o que queremos”. Maria Helena Guimarães de Castro, entrevista para o portal Aprendiz, do Uol, em 17/10/2011.
“O ensino médio vai mal porque o Enem engessou o sistema. O aluno ingressa no primeiro ano dessa etapa e já começa a fazer curso preparatório para o exame. Ou seja, o Enem virou o currículo. Isso está errado”. Maria Helena Guimarães de Castro, revista Veja em 21/10/2014.
O principal instrumento desta ameaça pública e assumida ao Enem é a Medida Provisória, autoritária e sem qualquer consulta, que pretende mudar o ensino médio de cima para baixo. Para facilitar o ataque, como denunciamos ontem, manipularam a divulgação do resultado do Enem por escola, retirando 96% dos estudantes do Institutos Federais do exame em 2015. Como são escolas de excelente qualidade, prejudicaram o desempenho das escolas públicas para fortalecer artificialmente o resultado das escolas privadas.
Assim, justificam a MP e questionam a própria existência do Enem como exame de acesso universal à educação superior. As escolas privadas que sempre selecionam os estudantes pela renda e muitas vezes, especialmente as que tiveram melhor resultado, com processos seletivos de acesso foram mantidas no ranking do Enem 2015. O Inep reconheceu a manipulação, mas os argumentos conservadores não foram alterados.
Editorial do jornal O Globo repete os mesmos argumentos do PSDB e DEM e diz que o modelo do Enem está “exaurido”. O texto procura sustentar a tese que os resultados divulgados de forma manipulada pela equipe golpista do MEC, não são mais um instrumento de medição da qualidade do ensino médio, tendo sido transformado em um “vestibulão”.
Os governos dos estados controlam 84% da rede do ensino médio. São eles que contratam professores, definem a linha pedagógica, orientam o material didático, estabelecem a matriz de avaliação, a carreira e o salário dos professores. Todos têm o mesmo diagnóstico que o ensino médio precisa mudar para evoluir. Apesar que em alguns estados tivemos uma melhora significativa do Ideb e em outros, estagnação ou retrocesso.
Foi a partir desta posição comum de mudança no currículo do Ensino Médio, que construímos o processo da chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC), precedida de um amplo, transparente e participativo debate.
A BNCC definiu uma proposta de mudança de currículo para todo o Ensino Básico, sendo que a proposta para o Ensino Médio foi apresentada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) e teve o apoio e envolvimento do Conselho Nacional de Secretário de Educação (Consed). Neste acordo, o Enem estaria alinhado com a BNCC, assegurando que os direitos e objetivos de aprendizagem definidos fossem os requisitos para elaboração das provas.
Desta forma, o acesso republicano pelo desempenho dos estudantes no Enem, continuaria sendo o critério de acesso ao Sisu, às Cotas para escola pública, ao ProUni, ao Fies e ao Ciência sem Fronteiras. A definição de um padrão nacional é fundamental para assegurar o mesmo direito de aprendizagem de todos os estudantes participantes do Enem e dos programas de acesso à educação superior.
Ficou acordado, também, que por este princípio essencial, que é a mesma igualdade de oportunidades para todos, que a BNCC seria 2\3 do currículo. A flexibilização e os novos itinerários formativos seriam construídos dialogando com os interesses dos estudantes e implantados progressivamente por parte dos Estados, no prazo de dois anos, com o acompanhamento de uma Comissão Nacional.
Esta Comissão deveria implantar a BNCC, avaliar todo o processo, rever quando fosse o caso, propor caminhos de reorganização e assegurar parâmetros gerais nacionais para o componente optativo, tendo como prioridade o efetivo interesse dos estudantes. A desejada flexibilização e os novos itinerários formativos têm que estar, necessariamente associados ao direito universal de aprendizagem dos estudantes.
A Medida Provisória sofreu fortes contestações e recuos logo na partida, mas já eliminou a sociologia e filosofia como disciplinas obrigatórias. Definiu, ainda, que as demais disciplinas do currículo obrigatório irão aguardar a definição da BNCC.
Porém, reduziu para 50% este componente obrigatório do currículo, colocando uma camisa de força na BNCC. Também delegou às redes estaduais a definição da outra metade, sem qualquer parâmetro nacional, progressividade e acompanhamento.
A Medida Provisória não assegura a todos os estudantes o direito universal à educação, nem a efetiva participação na definição dos itinerários formativos e disciplinas optativas. Como as redes possuem condições muito heterogêneas, é absolutamente previsível, que teremos um verdadeiro apartheid escolar no país.
Mais do que isto: um claro comprometimento do Enem como exame nacional de acesso a todos os programas de apoio e vagas públicas federais no ensino superior.
Se prevalecer uma reforma que desobriga o Estado de assegurar as mesmas oportunidades educacionais a todos os estudantes do ensino médio, não há como preservar o Enem como o grande caminho de oportunidades ao ensino superior.
Com esta Medida Provisória, não se sabe que educação devemos garantir para todos, quais objetivos e direitos de aprendizagem, que tipo de escola teremos e, portanto, não será possível um exame único nacional estabelecer uma única nota de corte para qualquer curso, em qualquer faculdade. Na prática, da forma como está, essa reforma do ensino médio tende a inviabilizar o Enem e o Sisu como caminhos de oportunidades para acesso ao ensino superior no Brasil.
A atual equipe do governo golpista já acabou com o Pronatec, Ciência sem Fronteira, cortou 90 mil vagas e atrasa o pagamento do Fies, acabou com as bolsas de residência médica e está criando um ambiente forjado, com manipulações grosseiras, para acabar com o Enem como exame universal de acesso ao ensino superior e todas as políticas de apoio à inclusão dos estudantes pobres das escolas públicas. Os interesses poderosos da indústria privada de vestibulares ameaçam o futuro do ENEM.
Todos esses programas apontam que para um único propósito: construir um caminho de oportunidades, estão ameaçados. No passado, quem podia pagar fazia vários vestibulares, quem não podia era excluído do processo.
No ano de 2015, 35% dos estudantes que se formaram e fizeram o Enade foram o primeiro de suas famílias a receber um diploma de ensino superior. Este processo de acesso e permanência na Universidade dos estudantes da escola pública, especialmente os pobres e negros, é que está sendo ameaçado.
O que está em jogo é a continuidade de nosso processo civilizatório, a construção de um Brasil mais justo, equânime e solidário. O que está em jogo é o futuro do filho do pedreiro que virou doutor, da criança que hoje come e vai à escola, da filha da empregada doméstica que participa do Ciência sem Fronteiras, do primeiro membro da família de pobres e afrodescendentes que consegue fazer uma faculdade.
O que está em jogo, aqui, é o futuro do combate à desigualdade social no Brasil. O projeto do governo golpista, por tudo que representa, é a própria negação da essência da educação pública, ou seja, o direito universal de aprendizagem.
*O autor foi Ministro da Educação no governo Dilma Rousseff.
Fonte: www.viomundo.com.br