sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Cumplicidade vergonhosa

EUA apoiam a ditadura instalada no Egito

Quando o governo dos Estados Unidos da América quer surrupiar a riqueza de algum pPaís, ele inventa uma guerra e invade o outro país alegando que o faz para estabelecer a democracia.

Curiosamente, o Egito vive mais um momento de tensão, com a instalação de um governo militar, mas com apoio dos Estados Unidos da América.

Os militares egípcios depuseram o único presidente eleito da História do País dos antigos faraós, e governam com mão de ferro a terra das pirâmides.

Os militares egípcios suspenderam os efeitos da Constituição do País, impuseram toque de recolher e nesta semana mataram, numa única noite de protestos, mais de quinhentos ou seiscentos egípcios.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz de conta que nada tem a ver com o problema e continua ajudando financeiramente aos militares que (des)governam o Egito.

Se o genocídio praticado pelo governo militar egípcio fosse cometido por algum governante de algum país desafeto dos Estados Unidos, estes, no mínimo, já teriam conseguido na Organização das Nações Unidas - ONU uma resolução punitiva exemplar, e talvez até já tivessem invadido o território alheio, principalmente se ali houvesse alguma riqueza.

Mas, como se trata de um aliado, os Estados Unidos da América mantêm o silêncio da cumplicidade.

Esse papo de democracia, que vez por outra é decantado ao mundo pelos Estados Unidos da América, só serve para tentar justificar suas guerras, que, basicamente, servem a dois propósitos: lançar mão das riquezas alheias e fomentar sua indústria bélica, certamente a maior do mundo.

A História tem demonstrado que, quando lhe é conveniente, os Estados Unidos da América apoiam e incentivam as ditaduras mundo afora. Apoiavam o governo militar de Fulgêncio Batista, em Cuba, posto abaixo pela revolução socialista liderada por Fidel Castro e Ernesto Che Guevara; colocaram Saddam Hussein no poder no Iraque, instigando-o a guerrear com o Irã, inimigo histórico dos ianques; apoiaram a ditadura militar que até pouco tempo governou o Paquistão, usando o território paquistanês para combater a Al Qaeda e o Taliban, que governava o Afeganistão e foi tirado do poder por uma enorme coalização militar liderada pelos Estados Unidos da América; apoiaram a apoiam os israelenses, numa guerra injusta e desumana, em que vez por outra matam palestinos inocentes, e ainda lhe tomam seus territórios; apoiaram todas as ditaduras militares instaladas na América Latina no século passado.

Em nome da democracia e da segurança estadunidenses, o mundo inteiro é passado num grande "pente-fino" da espionagem, e os estadunidenses simplesmente sabem de tudo o que se passa em todos os cantos e recantos do planeta, sem qualquer respeito à soberania dos outros países ou à privacidade das pessoas.

Agora, se quisessem, os estadunidenses poderiam por um fim à carnificina que os militares-governantes do Egito realizam. Mas, como não lhe interessa, a democracia, no Egito, continuará sendo enterrada juntamente com as centenas - ou milhares - de corpos caídos ao chão pela força das armas dos militares egípcios.

Homenagem

Luiz Campos: O mestre de uma geração de poetas

Crispiniano Neto

Falar de Luiz Campos é tratar de um dos mais autênticos repentistas-poetas do Nordeste brasileiro. Luiz Campos tinha tudo para dar errado na vida de cantador, pois além de não ter porte artístico, não tocava bem à viola e tinha uma voz que não animava ninguém a ir à sua cantoria para ouvir-lhe a “sonora”, como se diz no idioma particular dos cantadores. Luiz se impõe pela poesia, pelo repente, pela força titânica e demolidora da sua verve improvisadora capaz de redimir uma noite de cantoria “infeliz” com uma única sextilha genial.

O grande mestre Diniz Vitorino trabalhava o conceito de cantadores-poetas que muitos colegas não gostam, por entenderem que todos aqueles que rimam e metrificam fazem poesia. Mas Diniz tinha razão, pois muitas vezes encontramos baiões de viola inteiros, perfeitamente rimados, metrificados e oracionados, mas sem uma única linha em que se possa sentir cheiro de poesia, de arrebatamento, de êxtase, de dizer poético, de poiesis, desse jeito único de dizer coisas, às vezes até as mesmas coisas que todo mundo já disse, mas de maneira tão diferente e tão especial que a sensibilidade brota de cada sílaba, fazendo a diferença e construindo a mágica da produção artística, esta magia que somente os inspirados são capazes de encontrar por entre os fluidos que residem nas veredas tortuosas dos labirintos interpostos entre o pensar e o dizer, ou, como diria o mestre Chico Buarque, “entre intenção e gesto”.

A poesia de Luiz Campos tem um poder de síntese, de objetividade e clareza na construção da mensagem que só se pode encontrar num Hai Kai. Como n’A Morte de Luiz Macedo: “Partiu ele atrás da rês/ O touro, o cavalo e ele/ E a morte atrás deles três”. Tem, quando quer, a grandiloquência do Condoreirismo: “Quis morrer de amor, faltou coragem/ quis viver para amar, faltou razão”. É humor, é amor, é cantiga de amigo e de maldizer... Tenho encontrado versos de Luis Campos registrados em antologias de repentes, como se fossem lavra de grandes nomes, como do genial Pinto do Monteiro. Um exemplo é aquela que é uma das sextilhas mais brilhantes do mundo do improviso:
 
Cantar sem ganhar dinheiro
É viajar numa pista
Num carro velho quebrado
Um chofer curto da vista
E um doido gritando em cima
Atola o pé, motorista! 
 
Garantiram-me também que esta sextilha seria de Domingos Tomás, que é um dos homens mais sérios da poesia nordestina. Fui à sua casa em Touros e tirei a dúvida. A genial estrofe é mesmo de Luiz Campos. Luiz não pode ser esquecido. Especialmente nestes tempos em que um cantador não profissional como eu, passou pela direção geral da Fundação José Augusto com status de secretário de Estado da Cultura, ao Instituto Histórico e Geográfico do Estado, à Academia Brasileira de Literatura de Cordel e ao Conselho Nacional de Políticas Culturais, em que Antonio Lisboa foi reconhecido como um dos maiores repentistas do Nordeste, Chico de Assis brilha no Planalto Central como poeta dos movimentos sociais e Antonio Francisco se projeta como o novo grande nome da poesia nordestina recitada.

É preciso lembrar que Luiz Campos em 1977, ao lado de Aldivam Honorato, foi um dos fundadores da Casa do Cantador do Oeste Potiguar, entidade que serviu de ventre para a gestação da “Escola de Mossoró”, aquela em que a poesia popular foi posta a serviço das causas populares. Quando a viola sertaneja saiu em alto estilo da letargia da alienação, do marasmo da acomodação e da vergonha da subserviência pós-ditadura militar, para cantar a libertação do povo, a criação de um novo mundo possível. Antes da “Escola de Mossoró” com a cantoria social, os cantadores chegavam ao paradoxo de até censurar os próprios improvisos, reprimindo o irreprimível, ponderando o imponderável, podando o sonho, castrando o delírio. Nada de cantar “comunismo”, era preciso respeitar os fardões dos generais e louvar “porta, porteira e portão” da casa do fazendeiro.

Luiz Campos nunca teve engajamento político-partidário nem ideológico, mas na sua consciência nata, na sua santa indignação contra o erro da iniquidade e o crime da opressão do homem pelo homem, foi quem começou cantar essas coisas de questionar o submundo dos pobres e a opressão dos ricos, como em Vítimas do Destino, Carta a Papai Noé, O Velho Deus da Fome e Sonhei, Acordei Frustrado. Patativa do Assaré cantou lá... e ele cá, dando vez aos sem voz e voz aos sem vez! Este Luiz Campos, de corpo inteiro; rindo ou sofrendo, mas sempre fazendo rir; sem nenhum engajamento político, mas fazendo todos se engajarem, sem estudos livrescos, mas chegando aos livros e fazendo ler, e refletir, e agir, merece mais que um livro. Mereceu nossa veneração e precisou do nosso apoio, quando se sentia só e doente, como na sextilha em que profetizou seus futuros/já chegados/agora passados “ais”: 
 
Esta dor que estou sentindo
Esse mal, essa moleza
Esse tremido nas pernas
Essa cólica, essa fraqueza
Trinta por cento é doença
Mas os setenta é pobreza...
 
Luiz Campos morreu anteontem à noite. Foi sepultado ontem. O velório foi na casa onde nasceu e viveu 73 anos, no bairro lagoa do Mato, o mesmo de Antonio Francisco. Nasceu quando a lagoa ainda existia. Viu-a ser criminosamente sepultada pelos alicerces da especulação imobiliária que foi deixando os pobres, seus amigos, sem ter onde fincar um arremedo de lar, os que, como ele, se também fossem poeta poderiam dizer aquela estrofe que o grande Maciel Melo empurrou no meio de uma composição num dos seus mais belos CDs:
 
O que eu tenho é esta casa
Que eu herdei do meu pai
É a chuva vem não vem,
É a casa vai não vai;
Todo dia eu boto barro,
Toda noite o barro cai!
 
Luiz é Patrimônio Vivo da Cultura Popular Potiguar, pela Lei No. 9.032, de 27.11.2007, iniciativa do deputado estadual Fernando Mineiro. Esta lei garantiu dignidade a Luiz nos seus últimos anos de vida. A casinha que herdou do pai operário e mãe rezadeira, mais a rendinha desta lei advinda, somada à aposentadoria de salário-mínimo permitiu que não ficasse, como tantos mestres da cultura popular, mendigando um vidro de remédio, um prato de comida. Visitei-o frequentemente nos últimos três meses, sozinho, juntamente ou revezadamente com Tércio Pereira, Claudete, e os poetas Antonio Francisco, Silveira e Nildo da Pedra Branca. Em momento algum, Luiz precisou nos pedir um real sequer, por ter sua mixaria sempre à mão. Luiz morreu. Viva Luiz Campos... O mestre de todos nós!

Fonte: www.defato.com.

Arrogância?

Ministro Joaquim Barbosa discute, de novo, com colega do STF

Depois que a imprensa nacional ligada à ala política mais conservadora deste País quis transformar o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, num potencial candidato ao cargo de Presidente da República, ele parece ter tomado gosto pela ideia, e desde então tem sido o epicentro de muitas discussões.

Mas, como "remédio" que mata e cura, a mesma imprensa, na outra face, tem colocado o ministro Barbosa como foco principal de notícias de fatos que ela, a imprensa, insinua serem de legalidade ou moralidade duvidosa, como foi o caso do apartamento comprado pelo ministro nos Estados Unidos da América, e como foi também o caso de um filho de Joaquim que teria sido contratado recentemente pela Rede Globo de Televisão.

Vez por outra o ministro-presidente da Suprema Corte de Justiça discute asperamente com colegas do STF. Ele também foi acusado por advogados de desrespeitar esta categoria numa sessão do Conselho Nacional de Justiça - CNJ.

O episódio mais recente envolvendo Joaquim Barbosa se deu nesta quinta-feira, 15 de agosto, quando da apreciação de recursos interpostos por acusados da Ação Penal nº 470, popularmente conhecida como "processo do mensalão".

Uma intervenção juridicamente cabível do ministro Ricardo Lewandowski foi o motivo de Joaquim Barbosa voltar a mostrar a sua face mais deselegante e, para muitos, até arrogante.

A discussão somente não ficou ainda mais acirrada porque o ministro Celso de Mello interviu, tentando apaziguar os ânimos.

Leia abaixo o diálogo entre os ministros:

Joaquim Barbosa: Vossa excelência simplesmente está querendo reabrir uma discussão.
Ricardo Lewandowski: Não, estou querendo fazer justiça.

 
Joaquim Barbosa: Vossa excelência compôs um voto e agora mudou de ideia.
Ricardo Lewandowski: Para que servem os embargos?

 
Joaquim Barbosa: Não servem para isso, para arrependimento, ministro. Não servem.
Ricardo Lewandowski: Então, é melhor não julgarmos mais nada. Se não podemos rever eventuais equívocos praticados, eu sinceramente…

 
Joaquim Barbosa: Peça vista em mesa, ministro.
Celso de Mello: Eu ponderaria ao eminente presidente que, talvez, conviesse encerrar trabalhos e vamos retomá-los na quarta-feira começando especificamente por esse ponto. Isso não vai retardar.

 
Joaquim Barbosa: Já retardou. Poderíamos ter terminado esse tópico às 15h para 17h.
Ricardo Lewandowski: Presidente, nós estamos com pressa do quê? Nós queremos fazer Justiça.

 
Joaquim Barbosa: Nós queremos fazer nosso trabalho, e não chicana, ministro.
Ricardo Lewandowski: Vossa excelência está dizendo que estou fazendo chicana? Eu peço que vossa excelência se retrate imediatamente.

 
Joaquim Barbosa: Eu não vou me retratar, ministro.
Ricardo Lewandowski: Vossa excelência tem a obrigação como presidente da Casa. Está acusando um ministro, um par de vossa excelência de fazer chicana, eu não admito isso.

 
Joaquim Barbosa: Foi uma votação unânime.
Ricardo Lewandowski: Eu estou trazendo um argumento.

 
Joaquim Barbosa: Um argumento, ministro?
Ricardo Lewandowski: Apoiado em fatos, em doutrina. Eu não estou brincando presidente, vossa excelência está dizendo que estou brincando? Eu não admito isso.

 
Joaquim Barbosa: Faça a leitura que vossa excelência quiser.
Ricardo Lewandowski: Vossa excelência preside uma casa de tradição multicentenária.

 
Joaquim Barbosa: Que vossa excelência não respeita. [...] Está encerrada a sessão. Tem vista em mesa, portanto.


A postagem tem algumas informações do blog de Thaisa Galvão.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Acre 24 Horas

Desembargadores decidem manter bloqueio da Telexfree

Luciano Tavares - da redação de ac24horas

A Telexfree continua bloqueada. A decisão foi tomada durante sessão de julgamento do agravo de instrumento interposto pela empresa, na manhã desta segunda-feira.

O relator do processo, desembargador Samoel Evangelista entendeu que a Telexfree comete pirâmide financeira. As desembargadoras Eva Evangelista e Waldirene Cordeiro acompanharam o voto do relator pelo indeferimento do agravo de instrumento.

Em seu pronunciamento antes de acompanhar o voto do relator, a desembargadora Waldirene Cordeiro usou as palavras do livro que virou filme do ex-banqueiro e financista finlandês Kari Nars, “Golpes Bilionários”, que traz uma lista de famosos na arte de enganar os outros.

“Quando uma coisa parecer boa demais, provavelmente, ela é boa demais para ser verdade. Isso é uma situação relatada em filme e penso que está próxima do que está relatado nos autos”, citou Waldirene Cordeiro.

A desembargadora também questionou os valores ganhos pelos cadastradores da empresa e o produto da divulgação da Telexfree.      

“Me socorrendo ao que é posto na mídia, no estado do Acre há 70 mil investidores e divulgadores. A contar do valor de 629 dólares, que é o valor mínimo para o ingresso, se nós fizéssemos uma conta nós chegaríamos a um valor de 70 mil linhas telefônicas na modalidade voip. Digo ainda que se nós fizermos uma conta de que para cada um dos 70 mil cadastrados nós temos dez para cada um desses cadastrantes nós chegaríamos a uma conta de R$ 1bilhão e 12 milhões que circulariam ou poderiam circular no estado do Acre”, acrescentou.

Fonte: www.ac24horas.com

sábado, 10 de agosto de 2013

Segurança pública

Sem monitoramento em tempo real, sistema de câmeras só tem servido para registrar fatos delitivos

As cidades brasileiras, principalmente as de médio e grande porte, aos poucos vão se tornando verdadeiros "big brother´s" reais. Com o crescimento avassalador da onda de violências, as câmeras que monitoram vias importantes das urbes são cada vez mais frequentes no dia a dia desses centros urbanos.

Diariamente, a imprensa noticia fatos criminosos e nas mesmas matérias apresentam imagens gravadas por câmeras de segurança de ruas, de responsabilidade do Poder Público, e também imagens oriundas de câmeras de estabelecimentos comerciais, umas voltadas para a parte de fora das empresas, outras com imagens do interior destas.

No entanto, ao que parece, as câmeras de segurança, em sua imensa maioria, estão servindo apenas para filmar e gravar o fato. Para a eficácia completa do equipamento, faltam equipes de monitoramento em tempo real, devidamente instaladas em centrais de monitoramento, o que permitiria que, logo no início da ação criminosa, a Polícia fosse acionada e pudesse se dirigir ao local do delito a tempo de prender os deliquentes.

O que se tem atualmente são câmeras de segurança espalhadas por pontos diferentes das cidades, mas sem equipes de monitoramento permanentes, o que faz com as câmeras sirvam apenas para mostrarem fatos já consumados.

Muito raramente a Polícia Judiciária, Civil ou Federal, consegue descobrir a autoria de fatos criminosos a partir das imagens armazenadas pelas câmeras de ruas ou mesmo de empresas privadas. E todo esse aparato tecnológico, que tem um custo financeiro relativamente alto, acaba servindo apenas para produzir um item a mais dentro do volume do inquérito que apura o respectivo fato.

Tão importante quanto instalar câmeras de vigilâncias nas ruas é implantar equipes de monitoramento que possam, a partir das imagens produzidas em tempo real, acionar os agentes da segurança pública para se dirigirem ao local do fato e realizar a prisão de quem esteja cometendo o ato criminoso. Se "prevenir é melhor que remediar", como afirma o dito popular, então é bom prevenir direito.

Direito e Cidadania

Ministério Público não pode executar dívida decorrente de decisão de tribunal de contas
O Ministério Público não tem legitimidade para cobrar judicialmente dívida proveniente de decisão do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA). O entendimento é da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros seguiram precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) para alterar jurisprudência da Primeira Seção do STJ em sentido contrário.

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do recurso especial do Ministério Público do Maranhão (MPMA), lembrou que, antes da Constituição Federal de 1988, nada impedia que lei ordinária conferisse ao MP outras atribuições, ainda que incompatíveis com suas funções institucionais.

“Contudo, com a entrada em vigor da Constituição Federal de 1988, o exercício pelo Parquet de outras funções, incompatíveis com sua finalidade institucional, restou expressamente vedado (artigo 129, inciso IX da CF)”, afirmou o relator.

O MPMA recorreu ao STJ contra decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, sob o fundamento de que o artigo 25, inciso VIII, da Lei 8.265/93 respalda a sua legitimidade para propor execução de decisão de tribunal de contas.

Cobrança 

Segundo o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, embora não haja dúvida de que as decisões do TCE de que resulte imputação de débito ou multa possuem eficácia de título executivo extrajudicial, a legitimidade para ingressar judicialmente com a cobrança dessas dívidas não está claramente definida na Constituição.

Por essa razão, ele afirmou que parte da doutrina entende ser possível o ajuizamento dessas execuções pelo MP, inclusive, a Primeira Seção do STJ já se pronunciou nesse sentido: “quando o sistema de legitimação ordinária falhar, surge a possibilidade do Parquet, na defesa eminentemente do patrimônio público, atuar como legitimado extraordinário (REsp 1.119.377).

Para o relator, esse entendimento afronta o artigo 12, incisos I e II, do Código de processo Civil, que trata da representação dos entes federativos em juízo. “Dessa forma, compete à AGU e às procuradorias dos estados e da administração indireta realizar as aludidas cobranças”, sustentou.

Ele citou precedente do STF no mesmo sentido, segundo o qual, as decisões dos tribunais de contas que condenam os responsáveis por irregularidades no uso de bens públicos não podem ser executadas por iniciativa do próprio tribunal, seja diretamente ou por meio do Ministério Público que atua perante ele (RE 223.037).

A Primeira Turma, em decisão unânime, negou provimento ao recurso especial do MPMA.

Fonte: www.stj.jus.br 

Blog do Marcos Dantas

Prefeituras devem atualizar dados de órgãos, mesmo sem data para o Cauc analisar

Por conta de problemas operacionais, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informa que o Cadastro Único de Convênios (Cauc) não vai iniciar pesquisa pelo novo banco de dados a partir de 15 de agosto, conforme informado anteriormente. Ainda assim, os Municípios devem conferir os dados de seus órgãos e entidades no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) até essa data.
 
A STN entrou em contato com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), e solicitou que a alteração no cronograma de ações fosse divulgada. Isso porque a Secretaria ainda não tem previsão do prazo para iniciar a pesquisa diária que verifica irregularidades nos Municípios pelo novo cadastro com base nas inscrições de órgãos titularizados/vinculados ao CNPJ Principal do Município. A lista de inscrições no CNPJ de órgão e entidades dos Municípios está disponível desde o dia 15 de julho para análise dos dados.

Fonte: www.marcosdantas.com

Poesia e reflexão

A família poderia mudar o mundo



Pelo homem e a mulher
A família se inicia
Deve ser o casamento
Uma luz que irradia
A convivência dos dois
Tornando estável depois
A vida do dia a dia.


Quando é firme a companhia
A união conjugal
Vai sendo consolidada
De maneira gradual
E a mútua compreensão
É perfeita condição
Indispensável ao casal.


É base fundamental
Para diuturnamente
O casal viver feliz
Sadio de corpo e de mente
Tendo esses sustentáculos
Enfrenta os obstáculos
Que surgirão pela frente.


Se o amor está presente
A vida a dois tem essência
Sempre busca nos conflitos
Tolerância e paciência
Com carinho e com respeito
Tudo é possível ser feito
Para a boa convivência.


Mas se uma experiência
Contrária a isso acontece
O lar vai desmoronando
Pelo desgaste que cresce
Se o diálogo faltar
A base familiar
Ligeiramente enfraquece.


Casal unido parece
Prédio bem feito e seguro
Casal briguento é tapera
Sem alicerce e sem muro
O lar cheio de empecilhos
Traz desajustes aos filhos
No presente e no futuro.


Ah se um pensamento puro
Fortalecesse o juízo
Do homem e da mulher
E no momento preciso
Eles conscientemente
Construissem fielmente
Um lar amável e decente
Assim o mundo da gente
Passava a ser paraíso.


Autor: Zé Bezerra


Fonte: www.sertaocaboclo.blogspot.com.br

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Patu

Fórum reabre sala destinada a advogados

No Fórum Municipal de Patu, sede da Comarca de mesmo nome, que abriga o Município-sede e o Município de Messias Targino, os advogados que militam na Comarca voltaram a ter uma sala destinada ao uso da categoria.

O ambiente servirá para conversas reservadas com seus constituintes, análises de processos e outros atos próprios da sua atuação.

No prédio do Fórum, que abriga também o Cartório da 37ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte (já que Patu ainda não tem Fórum Eleitoral), já existia uma Sala de Advogados, mas de alguns anos para cá ela foi desativada e transformada num depósito ou almoxarifado.

Recentemente, a diretora de Secretaria Judiciária de Patu, Marluce Maia, atendendo a pedidos de advogados que militam na Comarca, cedeu a Sala dos Oficiais para os causídicos, transformando o referido espaço na Sala de Advogados.

Segundo Marluce, na antiga Sala dos Oficiais de Justiça já existe alguma mobília e um aparelho de ar condicionado.

Além disso, a Comarca de Patu tem apenas um Oficial de Justiça ad hoc, já que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte - TJRN não nomeou para a Comarca qualquer Oficial de Justiça de carreira, dos quadros do próprio TJRN.

Outras Comarcas do Oeste têm salas destinadas a advogados há mais tempo

No Oeste do Rio Grande do Norte, o Fórum Municipal Silveira Martins, da Comarca de Mossoró, certamente é o mais antigo a manter uma Sala de Advogados. 

No entanto, mais recentemente, outras Comarcas passaram a destinar um espaço para esse profissional do direito, que a Constituição Federal define como sendo indispensável à administração da Justiça.

Nesse sentido, na Comarca de Janduís, cujo prédio do Fórum Municipal é ainda novo, pois foi construído há poucos anos, os advogados dispõem de uma sala novinha, com mesa, cadeiras e aparelho de ar condicionado.

Na Comarca de Governador Dix-Sept Rosado, o Fórum Municipal, também construído há pouco tempo se comparado ao de Patu, também destinou uma sala para os advogados.

Na Comarca de Campo Grande, os advogados dispõem não apenas de uma sala específica, mas nesta existem, além de mesa, cadeiras e aparelho de ar condicionado, um computador e uma impressora, em estados de conservação e uso bastante razoáveis.

Segundo José de Anchieta, diretor de Secretaria Judiciária do Fórum Municipal da Comarca de Campo Grande, os equipamentos foram doados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), através da Subseção de Mossoró.

Ainda segundo o diretor de Secretaria campograndense, o computador e a impressora só se tornaram possíveis pela ação direta do advogado Edimar Vieira, que divide seu tempo de atuação entre as Comarcas de Mossoró e Campo Grande.

A Comarca de Campo é territorialmente muito extensa, pois tem, além do Município-sede, os Municípios de Triunfo Potiguar e Paraú.

Dia do Advogado

OAB prepara programação festiva
Em comemoração ao Dia do Advogado, celebrado em 11 de agosto, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Mossoró prepara uma série de atividades que serão desenvolvidas durante este mês. A primeira delas é o Café da Manhã dos Advogados de Mossoró e Região, ocasião em que a categoria se reúne para uma confraternização na sede da Subseção.
O café da manhã será realizado na próxima sexta-feira (09), a partir das 9h da manhã.
Nesta ocasião, como tradição, acontecerá também, a doação de sangue, atividade realizada todos os anos. Esta ação é uma iniciativa da OAB Mossoró, que, em parceria com o Hemocentro de Mossoró, estará coletando doações de sangue, com o incentivo a toda categoria e seus familiares, a se solidarizar e ajudar a quem precisa, cumprindo, assim, com seu papel social, disponibilizando o ônibus do Hemocentro para coleta das doações de sangue na sede da OAB das 8h ao meio-dia.
Além disso, será realizada nos dias 28, 29 e 30 deste mês mais uma edição da Semana do Advogado de Mossoró e Região. A temática abordada será: “Advogado: Instrumento Essencial Frente às Mudanças Sociais”.
Durante a programação serão realizadas palestras e mini cursos voltados à área advocatícia e estudantil, que contarão com a presença de diversas autoridades de renome, entre elas, o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Dr. Marcus Vinicius Coelho Furtado, e o Ministro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Dr. Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira. As inscrições deverão ser feitas na Sede da Subseção de Mossoró.
Texto: Carlos Santos
Fonte: www.blogdocarlossantos.com.br